Tão perdida, tão sozinha ultimamente, parece que vive dando voltas em um único círculo, de tal forma que já nem o reconhece. Mesmo com curvas e rotas permanentemente iguais, se perde porque nem sabe mais onde quer chegar. Vivemos nos perguntando se existe mesmo algum lugar reser…
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Tão perdida, tão sozinha ultimamente, parece que vive dando voltas em um único círculo, de tal forma que já nem o reconhece. Mesmo com curvas e rotas permanentemente iguais, se perde porque nem sabe mais onde quer chegar. Vivemos nos perguntando se existe mesmo algum lugar reservado para nós neste imenso e vazio mundo, um lugar de conforto que suporte pacientemente nosso atraso humano, um lugar que só nossa essência possa preencher por completo. Mas a verdade é que o mundo não nos deve nada. Sendo assim, não devemos nada a ele também. A única pessoa a quem estaremos em dívida até morrer somos nós mesmos. Não é meu propósito estar aqui, mesmo assim permaneço. O medo do desconhecido se esconde no anseio de fugir, de cruzar as fronteiras uma única vez. Não há o que se justificar; é normal querermos ir para longe de toda essa bagunça, é necessário descansar os pés depois de uma longa caminhada sem resultado algum. Mas se sentir que o lugar está tirando de você a sua essência, mesmo que por um segundo. não volte a pôr os pés lá. Prometa isso a si mesma. Proteja tua alma e mente, porque eles serão seu único lugar de conforto nos momentos turbulentos. Eles suportarão pacientemente seus erros humanos e a ajudarão a corrigi-los.