Me peguei pensando aqui: por que eu procuro quem não me procura? Me pego refletindo sobre o que se passa na cabeça das pessoas o que elas buscam, o que exercem, ou até mesmo como conseguem ser tão hipócritas ou irresponsáveis. É curioso como algo aparentemente pequeno pode ter…
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Me peguei pensando aqui: por que eu procuro quem não me procura? Me pego refletindo sobre o que se passa na cabeça das pessoas o que elas buscam, o que exercem, ou até mesmo como conseguem ser tão hipócritas ou irresponsáveis. É curioso como algo aparentemente pequeno pode ter o poder de destruir um futuro inteiro... Existem certas coisas que penso e que resumem bem esse turbilhão de ideias, como nesta frase: "Não existem pessoas frias. Existem pessoas que aprenderam a bloquear seus sentimentos." Às vezes, o mundo exige tanto que acabamos criando cascas. Mas, por dentro, ainda sentimos mesmo que em silêncio. Nietzsche disse uma vez: "Quem luta com monstros deve cuidar para não se tornar um monstro. E se você olhar por muito tempo para um abismo, o abismo também olha para dentro de você." Talvez, ao lidar com tantas decepções, criamos versões de nós mesmos que não reconhecemos mais duras, mais distantes. E assim seguimos, tentando entender por que esperamos empatia de um mundo que mal sabe lidar com a própria dor. Buscamos sentido nas ações alheias, mas muitas vezes esquecemos de que cada pessoa vive a partir de seus próprios traumas, suas próprias feridas. Jean-Paul Sartre dizia que "o inferno são os outros", não por maldade, mas porque projetamos nos outros aquilo que gostaríamos que nos dessem e nos frustramos com a ausência. No fundo, todo esse pensamento gira em torno de uma coisa: o ser humano é um mistério. Inconstante, contraditório, sensível e, ainda assim, muitas vezes cruel. Mas talvez a beleza esteja justamente nisso na tentativa constante de compreender o incompreensível. Estou a beira do delírio?