Desastre eminente paixão proibida E teve o que quis
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Desastre eminente paixão proibida E teve o que quis Desejou e realizou Mas o medo era maior que a satisfação sucumbi e aceitou qualquer migalha Era o que tinha e foi tudo que teve Se decidiu em segundos Não esperava nada além E foi tudo de uma vez E foi de mais, não houve trégua Não ousou intervalos Não pensou muito no perigo Só sentiu, sentiu sentir Sem trégua para decidir Sem ar para respirar Sem segunda chance Tudo de uma vez E um pouco de tudo Sem permissão Tomou o que quis e não aguentou Não teve força para desistir Misericórdia dessa alma Que lutou contra e a favor Que desejou não desejar mas desejou sonhar pelo desejo clandestino E quis não querer, mas quis de todo coração ter E depois se arrependeu No mesmo instante que acabou Desejava não mais ter Mas já tinha amostra para sempre Era inevitável sentir Como sentimento explodido Foi libertado e estava liberado Para morrer por dentro Para nunca ser exposto Foi tudo que tinha e foi à toa Não valeu de nada e nunca valerá Deve voltar para o casulo Mas o fluído foi liberado A lagarta virou borboleta Não volta a ser o que era Foi corrompida para sempre Um sentimento além do tempo Que não era sentimento, era falha Era o próprio casulo Que agora não mais imaculado É corrompido e atingido Como uma flecha que passa pela carne Passageiro do tempo, desembarcou Sentiu de mais a flor da pele Queria mais, e era tudo que queria Não teve escolha Uma vida encubada e liberada em segundos O pavor da perda foi maior que a frustração conhecida Se tornou só memórias avassaladoras De uma sentimento sem meio só fim Onde por anos não conseguiu se livrar E ficou adormecido como vulcão E no momento da erupção se apagou Não sobrou nada Totalmente dês corrompido Como se não houvesse depois Como se não houvesse futuro O sentimento passou como água sobre a ponte A tempestade foi acalmada E só deixou rastro de dor crescente Dor da perda absoluta Dor da causa injusta Dor do amor se transformando em poema Completamente e absolutamente desejado Previsto e decidido para sempre Agora só sente vazio que para sempre existirá Mas que fazia parte do processo Era aceitável até esse ponto Mas corrompeu até os ossos Não restou um minuto do antes E foi agudo Genuíno Insaciável Estava feito Consumado Resolvido Desmaculado Des rescentido Des desejado Foi tudo por ego Foi tudo em vão E a alma chorou E a água não lavou E o joelho se dobrou E a carne descansou E o sentimento adormeceu Mesmo querendo acordar Não sobreviveu ao desejo de mais Que nunca teria e sabia Amostra única e intensa De um futuro inexistente De um pecado carnal Cometendo a falha da criação Do esboço da perfeição à negação da mesma Em segundos se tornou tormenta Imperfeição da sociedade Punição do conhecimento Não cabia mais nada além do que sentiu E deixou de sentir até se esquecer Depois desapaixonou Assim como começou terminou E não queria assim Queria completo e completamente Mas por culpa da prisão Se acorrentou no próprio ego em vão No dia seguinte questionou Pra que tanto e porque menos E se só tinha aquele momento Porque não aproveitou totalmente Precisou passar para perceber Que o segundos voaram Como águia faminta E o desejo se acalmou Mas deixou saudade do primeiro contato Do primeiro toque genuíno Do primeiro rastro de arrepio E a tempestade de tremedeira Da adrenalina produzida na veia Veio a tona E foi de mais Não suportou Se culpou Se arrependeu Se tocou da realidade Da intimidade Da vontade Do adeus inevitável Do pra sempre do medo Do fim descomplicado Do começo antepassado pelo agora Do tempo administrado Da penumbra do sonho ao lembrar Do pesadelo do sentimento ressentido E no mesmo segundo que acabou Queria relembrar Como ler seu livro favorito pela primeira vez Mas só descobrir que é o favorito quando ler Queria esquecer para sentir de novo o novo E não mais ter E não mais conseguir coragem E querer esquecer a verdade trágica do querer Do medo entre o coração e a realidade E ela sentiu novamente a todo tempo Em seus devaneiros Desde o primeiro toque até o final Se lembra do gosto, do gole a seco Do paladar de adrenalina quente Da saliva sugada Do paladar desconhecido e agradável Do exagero de sabor humano Do rastro de catástrofe deixado Só em fechar o olho sente E não quer abrir Quer lembrar e esquecer a todo tempo Só pede a Deus uma cura Antes de morrer com o medo Que a vida vala a pena depois Que não seja desperdiçada nem trocada Como poema rabiscado Querendo ser reescrito após amassado O desejo foi libertado e volta a sufocar Bem pior que antes Agora era questão de tempo Para a memória invadir de tocaia De cada palavra e suor voltarem ao lugar Como se adiantasse Na entropia humana O sentimento misturou com medo A desordem do caos foi absorvida E veio a tona Desejada Polida Catastroficamente planejada E ao mesmo tempo a calmaria Da perfeição humana em fazer sentir E sentir muito E não querer mais nada Além do momento E a pobre alma pede a Deus Um minuto de paz após Que seu coração rasgado Estilhaçado Se regenere Como a pele queimada Que a ferida aberta se feche Não devia ter machucado Porque não havia lança Nem arma Só a carne delirante Carne com carne Como paleolíticos ancestrais Como lobos famintos Sensíveis ao cheiro de sangue Sensíveis a qualquer movimento da presa Num único desejo de devorar se devorou Se isso não for suficiente Reza a todo momento Que o fim eminente Rasteje como anfíbio Demore a chegar Ou nunca chegue ao destino Que cada moldura de visão Seja deixada coberta para sempre Assim como a neve sobre o Terra Acalanta com a proteção Completamente transparente Mas com fervor de avalanche Que ela seja feliz sem Sem e sempre Para dominar todo o seu ser Só gastou uma piscada Não foi nada mas foi tudo E foi o bastante Se sentiu arrebatada Agora cabe ao coração esquecer Tarefa mais difícil No tortura do querer Se desfez a ânsia do medo E subiu a franqueza do querer Ansia por mais e não ter E jamais vai esquecer Dos momentos que sentiu Seu coração bater Ainda mais naquela hora Saltando pela boca Abraçando suas veias Como se sua vida dependesse totalmente Do momento que viveu E depois só restou o fim Mas ainda que não reste nada Que o sentimento adormeça finamente Que no dia da morte Tenha amostra do que viveu E será totalmente livre Para dizer em voz alta o que sentiu Discrepando as palavras pelo ar Faltando ar para viver Não mais em sua realidade O total se desfez E ficou tudo bem