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Frases de Tânia Mara Camargo

20 frases

O CÉU NÃO É O LIMITE Serenidade do céu, cometas passam Nuvens anunciam-se, plumas leves
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O CÉU NÃO É O LIMITE Serenidade do céu, cometas passam Nuvens anunciam-se, plumas leves Desfeitos os cabelos, ao léu escapam Amor maior que o nosso, ninguém teve Cena especial, “estamos nus” e tal Sobram beijos e abraços surreais Meu corpo no seu é algo hormonal Coisas de pele que sentem os casais E me dirias o que há de anormal? _São nossos olhos a virarem do avesso, E o espelho refletindo o ato animal O teto girando, estrelas, lua, tudo abissal E o infinito refletindo o nosso excesso De maneira tranqüila, tão mera, natural!

PRA CANDIDATA QUE QUÉ CASÁ Recebi o recado de vóis micê, o Zé dos correio veio intregá Caboca oferecida ocê né? Mais fiquemo interessado na sinhá
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PRA CANDIDATA QUE QUÉ CASÁ Recebi o recado de vóis micê, o Zé dos correio veio intregá Caboca oferecida ocê né? Mais fiquemo interessado na sinhá Antão vim se expricá direitinho o que tenho pra vois micê dizê: Muié prendada, na minha tapera tem lugá Os principá vois micê já sabe fazê To pricisado de uma caboca das boa pra lavá, passá, cozinhá e bordá Mas que saiba também muntá Vois micê num sabe cumo é amá? Mais cum eu vai aprendê e ter seu primero home, vois mecê vai gostá Desse ABC tenho tudo pra ensiná a gente cumeça logo pelus beabá. Vancê é mulé que procuru, pra modi com eu casá, sabe tudo das cozinha E olha, sinhá, sou doido por mingá E do seu quero prová inté se acabá Vois mecê num se preocurpe, os carrapato ajudo a catá Mas nun fique pensano que virge ocê vai continuá Antes de ocê mais eu se casá, vou logo exprementá Pra modi se podê se a comprová Se num sujá os pano, pra cidade vai vortá Bão sabê que vois micê é mulé das roça No meio do milhará, nois se para pra descançá, dispois de capiná Antão vou te ensiná, o jeito de certo de pegá lá Nos cabo da inxada que eu tenho pra ti dá Se sabe os mio debuiá, já tem como cumeçá Nun vou deixá vois micê virá tia Nem ninguém vais mais falá O povo aqui tudo me cunhece Sou bom de briga e de prosa Mais se mexe cuns gado meu Se arresorvo nas ispingarda, nos canivetes E a dispois mando umas rosa Gosto de mulé brejêra, cabrocha cherosa e matrêra De dia e fora das portêra Nas noite quero uma potranca braba e arisca Sorta e sem cabresto pra amuntá e se amuntada Amá e se amada por toda as madrugada Óia caboca exibida, vois micê já tem minhas resposta Vou mandá na cidade ti buscá E antão nois vai se ajuntá e se casá Mas vê se num esquece os enxová Pruque se num trazê, te devorvo pro seu lugá E só pra vois micê se alembrá Se num me dá as assistênça Fica escancarada as concorrênça Proque tem uma cabrocha do Praneta Nas lista das pretensão Bão! Já tem minhas resposta.

DISPIDIDA DA SINHÁ (Tânia Mara Camargo) Tô com o coração apertadu,
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DISPIDIDA DA SINHÁ (Tânia Mara Camargo) Tô com o coração apertadu, Vô deixá meu canto, Meu rincão quirido, Meu chão vermeio. Di noite veju o céu Estrelado, pareci Tão pertu, mai Tão pertu, Qui a lua dá pra pegá. Pareci doci de arroiz doci, Bão de lambuzá. As porteira aberta, Isperandu o amo chegá. I chego! Tô formosa qui nem Flô. Mais o peitu dói Ademais, Num gostu de Adespidida, Eita firida duída. Ocê já pode pega na mão Inté!

CANDIDATA PRA CASÁ (Tânia Mara Camargo) Vóis suncê casa com eu?
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CANDIDATA PRA CASÁ (Tânia Mara Camargo) Vóis suncê casa com eu? Tenho dote de moça prendada, Sei lavá, cozinhá, bordá, Só num aprendi amá. Debuio o mio, faço pamonha, Curá e o cê precisa prová o Meu mingá. Sô assiada, limpinha mesmo, As veiz cato carrapato pelas Pernas, mais sô virge. Sô muié da roça, pego na inxada, Sei capiná, só num sei pegá lá. Óia to precisando di marido, To ficando veia, A vizinhãça ta dizendu que vô Ficá pra tia. Casa com eu vá! Cê vai sê o homem mai feliz da Redondeza, osotro vão tê inveja. Num precisa nem botá cabresto, Sô potranca dereita, Num sô dessas oferecida que usa Saia no pescoço. Óia moço, responde logo, To loca pra casá E já tenho Enxová. (meu presente para o Poeta Caipirinha) ________________________________________________________ Tânia Mara Camargo. 1997 – Livro – Vôo de Abiã Participação em Antologias Editora Scortecci 1997 – Volumes IV e V 1998 – Volume VI Antologias para Bienal 1998 – 15ª.Bienal do Livro/SP 2006 – 19ª.Bienal do Livro/SP 2006 – 2.Prêmio Ebrahim Ramadan Poesias Brasileiras

APREPARANO O CASÓRIO DO CAIPIRINHA Me adiscurpe minha sinhá Mais num tamo intimu ainda não
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APREPARANO O CASÓRIO DO CAIPIRINHA Me adiscurpe minha sinhá Mais num tamo intimu ainda não Farta por as prova de se virgê Pra vois micê mais eu se casá Mais como nois ta nas época De colhê as prantação Vô isperá pro méis que veim Pra modi buscá a sinhá Sô home disconfiado Mais na sinhá me vô acreditá Pode se ajunta os pano Os chêro e os sabonete Que vô buscá ocê pra casá Inté já se acombinei Cas orquestra aqui da roça Já tudo se ensaianô A ave Maria dos sertão Pra modi cumemorá nossa união Minha sinhá! A mais linda de meu lugá Num precisa trazê tanta tranquêra Que aqui num tem lugá Teixa esses treim aí Já me abasta o que tem aqui! Nois mandamo um porco gordinho De vorta pro seu lugá Pois era irmão dunzinho que tinha lá E aqui dava de estragá os otro De cueca é ansim que o tar se aveste Vortô pra sua terra, genuíno dos nordeste Os garnizé pode trazê Os daqui são tudo iguá Parece memo o saláro mínimo Que ninguém se agüenta Agora já se armentô Pulô pra trezento e oitenta Os burrinho daqui são tudo educado Cada um sabe onde é seu lugá É mio dexâ esse aí tamém Se não quano chegá aqui Vai se acandidatá a sê dono do currá Pió que se podi inté de ganhá! O os treim num vai prestá! Dos corrupto, Sinhá é melhó se ispricá Vô tá esperano, essa história me contá Oia, sinhá! Vois micê pode esperá Seus pertenci e as tranquêra separá Se adespede dos seus parenti Mais tem logo que se avisá Seus parenti fica tudo lá Aqui num é prefeitura municipá Num se apreocurpe De vois micê vô cuidá E se adecrará que nois vai se amá Num se apreocurpe Cuns imposto nem cuns leão Desse riscado nois intendi Sô caçado dos bão! Inté, sinhá! Dispois iscrevo pra falá das orquestra Pros dia da nossa festa Aqui tá tudo animado Pra modi esperá a chegada da sinhá To pensano na hora dos bejo e dos chamegu A sinhá não vai se tê sussêgo!

FUI BUSCÁ MINHA SINHÁ! Não via a hora sinhá, pra modi de te encontrá. Encontrei as portêra tudo aberta
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FUI BUSCÁ MINHA SINHÁ! Não via a hora sinhá, pra modi de te encontrá. Encontrei as portêra tudo aberta Antão pudi entrá e conhecê o seu lugá. As emoção batêro forte, o coração se adisparô, Cumeço a pulá qui neim cabritinho novo, arisco, Só pro modi vê ocê, formosa qui nem frô. Seu lugá é uma beleza, um rincão muito quirido Mais pra onde ocê vai, vai pra ganhá um marido Que se apromete nunca deixá a sinhá com o coração firido Oia, Sinhá! Se aprometo ti dá minha pobri vida minha Pra modi ocê se alegrá. Ocê vai ser a muié, mais filiz De tudo quanto é lugá Tudo se aprometu nas suas mão intregrá, Se a lua nas noite se iscondê, Prometu que vou atrais dela com meu laçu E trago ela pra ocê. Vamo, sinhá! Deixa eu cuidá de ocê Se as sodade do seu rincão apertá Nois vai nele passeá pra sodade matá. Dexa, sinhá! Eu cuido da sua firida duída Sopro e ti intrego uma frô Pra modi demonstrá o meu amô!

APREPARANO O CASÓRIO PELA SINHÁ (Tânia Mara Camargo) Óia meu noivo, nóis já tamo mais Intimu,
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APREPARANO O CASÓRIO PELA SINHÁ (Tânia Mara Camargo) Óia meu noivo, nóis já tamo mais Intimu, Entonces vim dizê pro ce qui Tô apreparano u casório. Tô fazendu uma (CPI) das coisa Que vô levá. Tem cá um porco gordo, Que gosta das verdinha, Ele usa cueca pra modi Guarda as notinhas. Tem um galinho ganizé, Bão, é brabu como o quê. Só vendo mesmo, É miudinho qui nem u Salário mínimo. Tem um burro que odeia Manifestação púbrica, Num pode falá nada Que ele dá cada patada. Ce já cato corrupto na praia? Aqui na roça tem de monte, Num pricisa i no mar não, Adepois explico mio. Bão, to catando tudo o Que me apertence. To dispidindo dos parente. Num esquece: Ce vai tê qui mi declará No impostu de renda. Porque sinão além dos Bichos que vô levá, O leão vai te visitá. Inté. Porque beijo e chamegu Só adepois do casório.

ARRANJÂNU O CASÓRIU Sinhá! Pra modi nun dá azá e o casório dá pra trais, pedi a sinhá Genaura que sua carta ditasse.
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ARRANJÂNU O CASÓRIU Sinhá! Pra modi nun dá azá e o casório dá pra trais, pedi a sinhá Genaura que sua carta ditasse. O vistido num quero vê. O azá é pra valê O ternu num tem a precisão. O cumpadri Zé das Linhas já se aprometeu de presentiá. Antão ocê se adiscurpe podi disincumendá. Os retrato é coisa mais moderna, é maquina digitá? Aqui só tem lambe-lambe e aqueles de estorá. Ihhh! O tempo fechô tá Armani o maió temporá. São Caetano e Sumpaulo nois vimo na parabólica, empataro jogano bola e nem pudia. Mais num sabia que de vestido eles intendia. Cezarina é o nome do fio do Cumpadi Lesbão, que morreu de disgosto adispois do filho virá frô. Uai! Quem foi que disse que num sei o que é grifi .. e as chave que nois usa pra modi apertá os canu de água. E coisa de arta roda aqui é tratô. Tem cada bruto que só veno como eles são grande. Sinhá, só pra se alembrá se acaso trazê arguma coisa de usá as força de luz. Aqui é tudo 220 Voigts. Uái! Ocê convido o prefeito? O povo aqui num gosta dele! Nois votamo tudo nele e inté hoje num cumpriu as promessa. Antão vô convidá o delegado e os puliça. Ê festão! Sinhá! Amo ocê!

SONHANDU CUM AS FESTA (Tânia Mara Camargo) Pensandu cá cum meus butão,
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SONHANDU CUM AS FESTA (Tânia Mara Camargo) Pensandu cá cum meus butão, To imaginandu nossa festa. Os bichu im orquestra, Fror pra tudu ladu, Pra adisfarçá o fedô Du istercu de vaca. O pessoá du praneta, Inté o Clésio vai ta lá Pra morde fotografá. Vô ta vistida di brancu I ele vai pô na capa da Rivista das noiva. Imagino, vô sê artista. Só num vô pode abri a boca, Sinão vão mangá deu. Num sei falá bunitu qui Nem os poeta. Comadi Genaura vai ta lá, Pra morde fazê sigurança, Cabra safado ela bota pra fora. E a Grobo vai fazê a cobertura. O Willia i a Fátima, o casá vinti, Vão fazê a reportage. Dexe de bobage. Nóis é celebridade, Ô palavra cumprida. Fica preocupado não, Nóis é chiqui. Vô ficá meiu atontada cum Os arranjus, esperandu Os finarmente i comu diz A comadi Verônica, Inolvidable! Credo sei dissu não, Mai achei taum lindo I chiqui tamém. Inté Tô cum vuntade di iscreve outras coisa, mai tô cum vergonha.

TÔ ANIMADO CAS FESTA Sinhá! To animado pra modi sê seu marido
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TÔ ANIMADO CAS FESTA Sinhá! To animado pra modi sê seu marido Já tá quase tudo prontu pro acotecido As orquestra tá insaiano no galinhêro. Precisa vê os bichinho tudo nos pulêro! I não se apreocurpe cuns fedô Nem cuns mal chêro Pra vaze adubu orgânico Catêmo as bosta e us istercu Ocê para de sê isibida Pensano em sê artista Capa de rivista só vistida Num pode mostrá nem dicoti Minha honra defendu cas morti Sinhá, num esquece de passá No cumpadri Antero Buticão Se precisá abri a boca Pelo menus os denti vão brilhá Mas sinhá! Ocê sabe falá cada coisa! Que inté fico se avermelhado tudo E os trein fica quereno se mostrá É melhó deixá pra lá ... A delegada mais eu já se acertêrmo Já dei minhas cordenada A Grobo vai tá aqui? E o casá vinte tamém? Acho que vai tê confusão A turma do Pânico tamém vem! Antão vamu seguino cas arrumação Esses palavriados da cidade num entendo muito não Adispois vois mecê me ixprica? Num encontrei nada no dicionário caipirêis Sinhá! Se tá cum vontade pode iscrevê Num fique cum vergonha! Nois vai sê marido e muié Inté viu, sinhá! Eu amo voismecê

O VISTIDU DE NOVIA DA SINHÁ Arranjandu o casório (Tânia Mara Camargo)
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O VISTIDU DE NOVIA DA SINHÁ Arranjandu o casório (Tânia Mara Camargo) Óia o vistidu já provei, Mai u noivu num podi Vê, dá azá. U ternu pro ce já Incumendei, Um tar de Armani É qui vai fazê. Ce vai ficá bunito Pra fotografá. Minha ropa é lá Da rua São Caetano Di São Paulo, capitã. Mai o sapato é di grifi, É chiqui, Num sei escrevê dereito É Czarina ligítima. Ce num sabi qui qui é Grifi ? A madinha Tânia Voigt Qui mi insinô. Dissi qui é coisa da arta Roda. Num sei desta coisa, Só intendu di roda Caipira i roda di Carroça. Nóis vá tê cunvidadu Importanti, Dexei cum ela Inté a preparação Dos cunvite. Nóis num pode fazê feio, Porque vai ta lá Inté o prefeitu.

LEMBRANDU DA SINHÁ Quanu ocê chegô, sinhá Num sabia qui ia sê ancim
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LEMBRANDU DA SINHÁ Quanu ocê chegô, sinhá Num sabia qui ia sê ancim Tão di legerinhu, tomá conta dessi coração Trazênu alegria pru meu sertão As mata ficáru tudu verdinha As vaquinha tão tudu danu mais leiti Os boi tudu prontim prus corti E as galinha puedêra dexaru as priguiça di ladu Tão tudu correnu atrais dus galu Isso tudu dispois de vê as alegria Nu coração apaxonadu Desse poeta Caipira Mais hoji, sinhá! Tô tão triste aqui no meu ranchinhu Que inté os passarinhu, fica tudu zoianu pra iêu! E num canta nada Os bichim fica tudu cum as asinha pra trais Andanu prum ladu e pru otru Cabecinha baxa, tristim! Isperanu pra modi eu dá umas risada I quano si dô risada, veno aqueis bichim de biquim fechadu Pricisa só di vê o arvoroçu que é ... Eis tudo filiz cantanu e vuanu Parecenu inté festa de quermesse Mais podi dexá, viu sinhá! To peranu ocê sará e vortá a mi iscrevê Inquantu issu vô cunversanu cum a lua Nas noite de cantoria, tocanu sanfona Tomanu uma amarelinha Daqueas que sobrô du festerê da sinhá Mari Inté, intão! Frei Garvão Primeiro santu da nação Não mi deixi aqui sozinhu Mi dê a sua mão

REZA PRA SINHÁ MARIQUINHA Nossa Sinhora du Sertão Atendi minhas oração, Santinha!
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REZA PRA SINHÁ MARIQUINHA Nossa Sinhora du Sertão Atendi minhas oração, Santinha! Nois tudo tá cum sodade dela Cure logo a sinhá Mariquinha Santu Antônho Padruêro das muié sortêra e incalhada Trati di cunsertá logo a sinhá Que só farta ela sará Pra nois dois si casá São Pedru e São Juão Padruêro das festa junina e dus quentão Vê se arruma logo a bichinha Pra nois dançá quadrilha E sortá balão Nossa Sinhora dus Bom Zóios Cuidi das vista da Mariquinha Ela tem di ficá bão de logo Pra modi as borbulêta pudê oiá E pros iscrito do praneta cumentá Ocês tudo, Santu e Santa! Trati di iscurta meus pidido! Oiá bem o que ocês faiz! Quero se casá cum a Mariquinha Tê duas minina E treis rapaiz Ocês tome tento! Vice! Inté, intão!

SONHEI COM A SINHÁ! Pur mais que eu pense Que sinta e que se fale
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SONHEI COM A SINHÁ! Pur mais que eu pense Que sinta e que se fale Tem sempri arguma coisa pra dizê Pur mais que os mundu dê vortas Rudiando o Sol, vem a danada da lua Si mi enloquecê Nas noiti passada Ocê veio mi vê, sinhá Nas noiti passada Sonhei cum ocê, sinhá Ó Lua luada Nu céu istampada Dê licença que queru durmí É pruquê to torceno pra na madrugada Ela se arresorve aparecê Nas noiti passada Ocê veio mi vê, sinhá Nas noiti passada Sonhei cum ocê, sinhá Ó minha sinhá Que promessas me dá De quando aqui chegá Me amá pra valê Eu vô ti esperá Mais agora vô se adeitá E se aprepará Que ocê vai novamenti aparecê Nas noiti passada Ocê veio mi vê, sinhá Nas noiti passada Sonhei cum ocê, sinhá Inté! Sonhandu com ocê todo dia! Joca, seu poeta caipirinha, babano de amô! E de sodade!

DECRARAÇÃO DI AMÔ (Tânia Mara Camargo) JOCA, taum pouco lhi cunheço
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DECRARAÇÃO DI AMÔ (Tânia Mara Camargo) JOCA, taum pouco lhi cunheço I já to aderretida. Pareçu uma muriçoca Abestada cum teu briu. Tô noivando cum ocê Pela tar de internete, I já viramo grudi Qui nem chicreti. Homi, ce é taum faceru, Qui nem sei si vô guentá ti dá um cheru. Andu ansiosa por dimais, Ficu falando cum as paredi I cum os animais. Tão dizendú aqui qui paixonei I qui pra esti mar num teim Cura. Si ocê num casá mais eu Vô ficá cum duença di Locura. Pensô vaum mi botá num Hospitá! Num veju a hora di nóis casá, Tamém aqui num teim relógiu I eu num sei vê horáriu. Num mi insinaru Mais sei cuando o sol arriba Dá uma dor nu istomagu, É hora di jantá, I cuando é cedu iscuto o galu Cantá. Num vô mi decrará por dimais, Sinão ce vai achá qui num sô moça pra casá. Inté!

SODADE DE OCÊ, MEU CAIPIRINHA (Tânia Mara Camargo) Tô cá preparanu um brodó
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SODADE DE OCÊ, MEU CAIPIRINHA (Tânia Mara Camargo) Tô cá preparanu um brodó I iscutano a moda di Tunicu E Tinocu. Mai a minha vitrola é di Pilia. Tenhu um monti di elepê Caipira. Nóis num sabi qui qui é 200 voigts, acá num teim Luiz, só lampiaun. As ropa é tudu passada Nu ferru di brasa, dus Carvaun qui sobra du fugaun. Só tomo banhu di bacia, ´ É taum bão, Tchecu, tchecu... Cum água du poçu. Sei das coisa bunita i di Televisaun quandu a Madinha Tânia mi leva Lá na casa dela. Tem tudinhu, ela é muderna. Óia, ce vai tê qui mi insiná A usá as máquina. Vi o recrame das Casa Baia, Lá só teim genti fina i cada Treco isquisito, Mai funciona. Se ocê comprá essas coisa preu, Vô virá madami. Vai sobra tempu pra nóis vivê Di chamegu. Valei-me Santo Antonho, Finarmente vô pô ocê di pé. Tava cansadu de vivê di cabeça Pra baixu né Santinhu!

BOAS NOITE, SINHÁ! Boas noite sinhá, amô, boas noite Druma pensano em ieu e isqueci as fofoca
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BOAS NOITE, SINHÁ! Boas noite sinhá, amô, boas noite Druma pensano em ieu e isqueci as fofoca Das cumadri das redondeza Que ieu drumirei pensano em ocê tameim Vô mandá procê o meu retrato Se ocê quisé sonhá cum ieu Ocê sonhará as noite intera E ieu sonharei tameim O que desejo é levá ocê pra capela E nos pé dos artá ocê mais iei se casá Uni as nossa vida e arrumá uns piá Num liga pros falá do pessoá Ta tudo cum inveja do nosso amô Bão! Já tá tardi, preciso si imbora Boas noite sinhá, amô, boas noite! Inté, intão! Beju nu coração

SOZINHU I SEM CARINHU Ficu aqui nu meu sertâo Sozinhu i sem carinhu
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SOZINHU I SEM CARINHU Ficu aqui nu meu sertâo Sozinhu i sem carinhu I guanu a noiti veim Eu chóru baxim Soluçanu cum as solidão A lua quânu si achêga Derramânu sua luiz Si dismancha tudinha Ao vê minhas tristeza Qui nas noite inté reluiz To aqui sozinhu Nessi mundão Oianu ao longi essa imensidão Ah! Solidão qui martrata Tantu esse solitáru coração Intão, sinhá Mariquinha Óie pra essi seu Caipirinha Que fica ancim tão sozinhu Esperanu por essa doci minina Vô ti mandá meu retrato Pra se vê se tudo dá certo I ocê intão se arresórve Casá mais ieu di uma vêiz Inté, intão! E fique logo boazinha! Mariquinha du coração!