É preciso ir longe, pelo menos uma vez na vida, para descobrir o prazer de estar de volta. Para separar o supérfluo do essencial, saber quem são as pessoas que nos fazem falta. É preciso completar a travessia para descobrir que o sentido de toda viagem está no ponto de partida.
Frases de Tamara Klink
34 frases
Sempre será mais fácil desistir antes da partida. A tentação será por vezes incontrolável.
Não foi preciso ter coragem para chegar aqui. Foi preciso acreditar, caminhar, arriscar, renunciar, aprender, me arrepender, insistir e tentar de novo, de outro jeito.
Os textos estão condenados a serem incompletos, tentativas de descrever um mundo que não cabe numa língua.
Se eu cheguei inteira, não foi por ter coragem, mas por nunca ter deixado de ter medo.
Nossa casa é o único lugar que nunca partirá de nós. E o melhor lugar de onde partir de novo.
Desistir é renunciar à chance de partir. À chance de descobrir que a vida pode ser muito diferente do que ela parece ser. Que nosso peito pode aguentar mais trancos, que nossas mãos podem ser mais precisas, que nossa garganta pode projetar mais vozes, que nossos olhos podem ver…
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Desistir é renunciar à chance de partir. À chance de descobrir que a vida pode ser muito diferente do que ela parece ser. Que nosso peito pode aguentar mais trancos, que nossas mãos podem ser mais precisas, que nossa garganta pode projetar mais vozes, que nossos olhos podem ver mais cores do que pensávamos ser possível.
Sempre será mais fácil desistir antes de partir. As razões para ficar se multiplicam outra vez. Não sei ainda aonde chegaremos, mas, ao menos, me dou a chance de começar, de novo.
Coragem foi seguir em frente, mesmo quando a razão trazia novos motivos para desistir.
Não imaginei que me sentiria completa sozinha. Que, no escuro, encontraria beleza. Que encontraria nos perigos a liberdade.
Não sei mais descrever o que pensei, o que temi, antes de o frio ser tão presente quanto o ar, antes de a solidão ser minha maior companheira, de o silêncio ser a canção que mais escuto, que mais repito, já não sei mais como era a vida antes de a saudade sumir.
O amor não está em prêmios, objetos, prestígio, números numa conta, listas de países viajados. Ele mora nas sensações.
O futuro nunca será um calendário em branco, liso e vazio. Será sempre como uma geleira irregular onde se abrem crevasses e de onde caem pedaços, onde nascem rios e a neve esconde armadilhas. A vida real é mais vasta e complexa que os planos. E o maior risco de postergar o proje…
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O futuro nunca será um calendário em branco, liso e vazio. Será sempre como uma geleira irregular onde se abrem crevasses e de onde caem pedaços, onde nascem rios e a neve esconde armadilhas. A vida real é mais vasta e complexa que os planos. E o maior risco de postergar o projeto seria perder a vontade. Para coisas há substitutos, para a vontade não.
Solidão escolhida é amor-próprio.
Se um dia as falas negativas dos outros me doeram, hoje me fazem lembrar das dificuldades do caminho até aqui. São minha prova de coragem.
Ao me sentir em segurança, paro de ver os perigos e me exponho mais. Tenho que me lembrar de que o perigo nem sempre dá medo.
Há mistérios que prefiro não desvendar.
Pensei que, quando crescesse, teria mais respostas para as perguntas que me trouxeram até aqui. Mas sempre surgem novas. Crescer não nos dá mais respostas, nos dá mais lembranças.
O que será a vida depois de dar a ela outra definição?
Por 26 anos, vivi entre humanos. Outros marinheiros me disseram que seria perigoso viver sem. E é. Mas quando comparo os perigos daqui com os das cidades, me sinto confortável.
Navego num mar de memórias e descubro que esquecer é necessário para poder lembrar.
Os fins de semana perdem o sentido sem os dias úteis. As férias e as viagens são mágicas porque finitas. É o fim das coisas que lhes dá valor.
Tenho raiva das palavras. Parece que tudo que escrevo é invenção, porque as palavras não são as coisas, são um punhado de manchas e senhas.
Minha avó tinha razão quando disse: “Tenho medo que você esqueça como é ser feminina”. Acho que ela desejaria esquecer também se descobrisse como é bom não ter medo de estar sozinha, e ser livre.