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Frases de Taju Soares

13 frases

⁠ESCONDERIJO EM SI MESMO É...foi na infância que tudo começou! Quando eu te via e depois não te via
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⁠ESCONDERIJO EM SI MESMO É...foi na infância que tudo começou! Quando eu te via e depois não te via E que alívio era quando você dizia: “Achooou!” E era só uma brincadeira Que durava a tarde inteira “É pra esconder!” “Xiiii...barulho não pode fazer!” E hoje, pra me sentir protegido, Pra passar despercebido De me esconder precisei “Me cansei!” E nesse esconde-esconde me perdi E tentando me encontrar já me percebi Será que sou mesmo assim? “É que me escondo até de mim!” Talvez falte só resgatar Da criança o brilho no olhar! Brincar de viver é pesado! A regra é se encontrar, se aceitar E no escuro, escondido, fica ainda mais complicado!

⁠VIAJEI E PASSEI DO PONTO Da janela do busão Ao som de música retrô
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⁠VIAJEI E PASSEI DO PONTO Da janela do busão Ao som de música retrô Rostos de todo mundo e de ninguém na multidão A cidade segue seu ir e vir no modo robô Oferecendo a dádiva da invisibilidade sem sermão Longe da ditadura dos "modistas" de plantão Com seus olhares de fita métrica sem perdão Distante de toda aquela indagação: Já fez seu mestrado? Será ao menos alfabetizado? Vai ser mãe um dia? Ou vai ficar mesmo pra Titia? Já conquistou aquele emprego tão sonhado? Ou continua a viver de auxílios sociais "acomodado"? Julgamentos rasos, sem empatia, sem com a realidade do outro nenhum cuidado A proeza do anonimato Nos oferta um encontro com a liberdade Pra ser o que se é de verdade Já que aos olhos do outro, na Intimidade Pode ser mais complicado! Se autorizar a "Ser" sem pedir licença Não pra ser aceito Sem filtro...ou frase de efeito Sem o apontar de dedos... sem ofensa Pensa! Dormindo acordada... Acho até que passei do ponto!

⁠OS ENCANTOS DA SIMPLICIDADE Chinelo de dedo... Branco de correia azul claro
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⁠OS ENCANTOS DA SIMPLICIDADE Chinelo de dedo... Branco de correia azul claro Pra calçar anonimatos e humildade... Pra experimentar esse momento raro... Que é lembrar quem a gente é de verdade! Sem medo! Coador de pano para o café Feito de afeto encorpado Expresso de fé Pra se manter de pé Mesmo pra aquele dia puxaado... E Gargalhar... Tem sensação mais deliciosa? Sorrir solto... sem preocupar com nada! Mas com essa vida ocupada... Estamos sem tempo pra muita prosa... O simples hora ou outra vai aparecer Como um lembrete, um resgate Do automatismo, das crises do “ser” Pra que se possa saber Um pouco mais sobre o que é “autenticidade”

⁠DEIXAR IR TAMBÉM É CUIDADO Os corredores compriiidos Cinzentos ...sem cor
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⁠DEIXAR IR TAMBÉM É CUIDADO Os corredores compriiidos Cinzentos ...sem cor Presenciam apertos no peito sofridos... Acolhendo todo o tipo de dor! Dor em busca de paz De cura pra aliviar E tem a dor pela dor que também se faz voraz De quem está a cuidar e acompanhar O sofrimento é singular... Não nos cabe um julgamento! Para o quanto dói cada um tem seu limiar Sua forma de se expressar naquele momento Resta a quem está perto o “cuidado” E o melhor a se fazer pode parecer tão complicado! Pois diante da ânsia insistente daquela vida zelar A escolha em algum momento é deixar o apego de lado... Deixar ir também é uma forma de amar! Diante do melhor a ser feito O que se resta a fazer? Já que a dor agora é forte no peito... Do vazio que não da mais pra preencher? E vai ser dia após dia assim! Até que a dor dê lugar a saudade E a gente se dê conta de verdade... “Que pra quem tem fé a vida nunca tem fim!Não tem fim... 🎼”

⁠POR DETRÁS DAS MÁSCARAS O momento nos bagunça as emoções... Angústia...
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⁠POR DETRÁS DAS MÁSCARAS O momento nos bagunça as emoções... Angústia... Medo... Insegurança... Revolta... Por tantos aqueles que já perderam a sua vida...e outros muitos que ainda estão a lutar por ela... “Angustia”. Para aqueles sonhos, projetos interrompidos ou adiados. “Insegurança”. E sonhar parece luxo para quem não tem nem tempo... já que é acordado diariamente pela realidade de apenas sobreviver. A luta diária é para tentar garantir o pão que não é mais de cada dia...mas pelo menos daquele dia...sem previsões. Para esses o “Medo” é algo real. A “revolta” chega no momento em que o egoísmo reina e não nos percebemos mais... Nos descuidamos! Aglomeração irresponsável Máscaras no queixo ou na mão Desencontro de informações e compartilhamento de falsas promessas de cura. Nos perdemos! Uma “cegueira política” ...E isso lá é política? Deixou de ser quando os olhos foram vendados pelo ego. E se tem uma coisa que política não é... é coisa de um só. Talvez isso explique a atual escolha de representatividade. Talvez se trate apenas de um espelho, um reflexo... Já que sua atuação é o próprio “Monólogo da insensibilidade”. O que resta é acreditar que todo esse sofrimento não seja em vão! Que a gente volte a se enxergar... A perceber e acolher o outro em sua singularidade Talvez o único serviço essencial que falte funcionar seja a humanidade!

SOBRE ADIAR O SEU REENCONTRO O cuidado demasiado com o outro Pode ser na mesma medida
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SOBRE ADIAR O SEU REENCONTRO O cuidado demasiado com o outro Pode ser na mesma medida Fuga de si Por vezes... o peso nos ombros da demanda alheia É mais suportável Que a carga pesada do cuidar-se! E sobre o autocuidado Adiar pode parecer viável paliativamente E é ilusão que se cria Pois o que não dá pra se evitar É vivenciar esse encontro um dia! ⁠

⁠TARDEZINHA NA CIDADE O dia já está indo E quem está lá fora
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⁠TARDEZINHA NA CIDADE O dia já está indo E quem está lá fora Logo se apavora Hora de ir embora Depressa a rotina seguindo... Trajetória programada De forma cronometrada Tem que se apressar! Corre-corre que nunca chega Com o tempo desajustado Relógio acelerado Seja onde quer que esteja As rotas vão se atualizando Sem precisar de comando E passivamente... E não foi de repente! A vida vai passando!

⁠SOBRE A FINITUDE É tabu tal assunto! Adiamos pra falar...
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⁠SOBRE A FINITUDE É tabu tal assunto! Adiamos pra falar... Postergamos pra pensar... E incomoda só de imaginar... Como será não estar mais “junto”? “Junto”! Junto de quem Alguém... Que antes de sua partida... Fez algum sentido em sua vida! E o que sabemos da Finitude: É que com a sua chegada... Ficamos de mãos atadas... Só nos sobra a inquietude! Só nos resta repensar sobre o nosso “junto” estar: Se a decisão for de se juntar... Que permaneça ali por inteiro! Que em nada além queira pensar... Que no abraço possa demorar... E ali queira ficar! Pra que dessa cena possa se lembrar... Quando isso um dia lhe faltar... Já que tudo isso pode ser passageiro!

⁠A SERVENTIA DA JANELA Janela aberta Para o debruçar da namoradeira
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⁠A SERVENTIA DA JANELA Janela aberta Para o debruçar da namoradeira Com olhar de doçura ela flerta Com a liberdade que a imaginação desperta De ao menos em seus devaneios poder viver a sua maneira Janela fechada Para lembrança guardada Escolha a adequada fechadura: Uma velha tramela desgastada Ou cadeado, trancafiado de forma segura? Escancare! Ou se recolha. Se proteja ou encare! O modo de usar vai ser sempre uma escolha

⁠UM SOL PRA CADA DIA Amanhece! E todas as manhãs o sol vem
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⁠UM SOL PRA CADA DIA Amanhece! E todas as manhãs o sol vem Dia após dia ele aparece E pra todo tipo de clarear, sol tem Tem sol recomeço Que vem depois de um tropeço, De uma noite “cumpriida” A refletir sobre a vida E tem sol continuidade Que é esperado com ansiedade Por quem já criou o seu amanhã ideal E que acredita e deseja torná-lo real De sol a sol, na correria Que a gente possa algum dia Pelo sol agradecer Por além de luz ser sinal De que amanhã, apesar de hoje Tudo volte ao seu normal