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Frases de Taiana Coelho

16 frases

Deixa, meu bem Nunca é cedo Para nascer um grande amor
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Deixa, meu bem Nunca é cedo Para nascer um grande amor Veja bem Esse é o segredo Não importa o tempo que for Qualquer momento Pode ser exato Qualquer amor pode ser perfeito Basta que seja amor Deixa, meu bem O amor é mesmo pura poesia Nasce assim de uma palavra doce Morre de repente em uma noite fria

Me disseram que para te ganhar Eu precisava fingir não te querer Relutei
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Me disseram que para te ganhar Eu precisava fingir não te querer Relutei Não sabia fingir Nunca soube me esconder Me disseram que você só gostava do que não podia ter Então eu me rendi E tentei te convencer Naquela manhã eu não te dei bom dia Naquela noite não perguntei como você estava Fui fingindo que te esquecera Pra ver se eu mesma acreditava Assim no outro dia nem lembrei de perguntar por você Fui me habituando à sua ausência Me acostumando a te esquecer Você percebeu que me perderia Mas já era tarde pra me persuadir Fingi tanto que não te queria Que hoje não preciso mais fingir Taiana Coelho(pág. Sobre ventos e versos)

Passei por aquele lugar que ninguém mais conhece E me lembrei de você
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Passei por aquele lugar que ninguém mais conhece E me lembrei de você Como aquele filme que ninguém mais viu E aquele livro Que ninguém mais lê Lembrei do seu jeito inconfundível E como me fazia bem Lembrei de tudo que é tão seu E que ninguém mais tem Aquelas frases tão suas Tão nossas Que costumavas dizer Tudo que não me lembra ninguém Por incomum e raro Me lembra você!

Você me disse que não sabia amar Nem podia ser amado Me perguntou o que era o amor
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Você me disse que não sabia amar Nem podia ser amado Me perguntou o que era o amor Com os olhos marejados! E eu, repleta deste sentimento Sem conseguir lhe explicar Mal sabia que o amor era aquele momento Que eu mal podia expressar. Mas sempre que te via Ficava claro: Cada vez que você sorria Seu sorriso era tão raro! Você olhava pra mim Sem conseguir ir embora E eu te dizia adeus Mas era da boca pra fora! Eu sei, você sempre volta Você sabe, eu sempre insisto Nesse sentimento que não me cabe Se você ainda não sabe Amor é isto!

As vezes é o barulho da chuva E a mente inquieta As vezes é a água turva
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As vezes é o barulho da chuva E a mente inquieta As vezes é a água turva E o vento entrando pela alma aberta As vezes é o passado que assombra Ou o futuro que assusta É a caneta que escreve É a mão que ilustra É o ruído da vida. As vezes é só o silêncio Da cabeça cheia E da casa vazia É o pensamento que conturba E tudo que perturba Sem querer se torna poesia

Às vezes me dá uma saudade Não sei bem de onde Não sei bem por que
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Às vezes me dá uma saudade Não sei bem de onde Não sei bem por que E o pensamento viaja longe E me pego distante Pensando não sei bem em que A verdade é que nessas madrugadas Eu não sei bem mais nada Nem mesmo sei o que deveria saber E nesse momento introverso Vai nascendo sem querer um verso E eu só sei que preciso escrever

A primeira vez que te bebi Saciei a minha sede Embriaguei-me de ti
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A primeira vez que te bebi Saciei a minha sede Embriaguei-me de ti Minha primeira ressaca de amor Então quis tomar outro porre Para esquecer o teu rosto Mas nada tinha o mesmo gosto O teu inconfundível sabor Quis provar outros lábios Para olvidar-me dos teus Procurei em outros olhos sábios A cura pro teu adeus Mas não importa o que fizesse Nada me curou desse porre E assim descobri que de amor se adoece Mas não se morre!

Tracejo teu rosto Na folha branca Dando forma ao teus lábios
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Tracejo teu rosto Na folha branca Dando forma ao teus lábios Apago, refaço Mas não consigo ser fiel ao teu traço O desenho nunca te faz jus Procuro desenhar teus olhos Impossível reproduzir sua luz Desenho teu sorriso Mas a paz que ele me passa Impossível retratar Desenho teu corpo, indesenhável Ah eu não sei mesmo desenhar! Então pego a caneta E te observo com calma E em forma de poema Me atrevo a desenhar tua alma!

Te faço versos Como quem pede para ser lida Te canto musicas
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Te faço versos Como quem pede para ser lida Te canto musicas Implorando pra ser ouvida Mas não tens olhos Nem ouvidos pra mim E me falas de coisas amenas Como quem recita poemas (Aos meus ouvidos é assim) E eu te peço que fales mais Dos assuntos mais banais Enquanto admiro, silenciosa Tua voz suave e rouca Querendo fazer poesia com a tua boca Mas ela? Ah ela só quer prosa!

Tenho sede De águas infinitas De poços profundos!
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Tenho sede De águas infinitas De poços profundos! Tenho vontades Escancaradas Poesias exageradas Fome de mundo! E tenho medos Extravagantes como as vontades E bobos como meus desejos E uma coragem que às vezes me toma E me tira dessa redoma E me atira aos meus ensejos! Tenho ânsia de vida Em cada chegada, um ponto de partida Sem nunca parar de seguir... E braços que teimam em abraçar o mundo E mergulham sempre mais fundo Para enfim reemergir!

Eles querem máquina Eu sou música Eles querem números
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Eles querem máquina Eu sou música Eles querem números Eu sou letra Querem o destino Eu quero o caminho Eles querem represa Eu sou água corrente Eles querem os frutos Eu quero a semente Eles querem inverno Eu sou todo verão O que querem mais de mim Se o máximo que sou, enfim Não chegará aonde eles querem Nunca será o que eles são?

Eu não caio mais nesse papo de "no fundo é uma boa pessoa". Ninguém ta tentando descobrir petróleo em você para cavar até o Pré-Sal. Tem que ser bom é no raso mesmo. Na beirinha, onde a gente molha os pés. No fundo a gente deixa a maldade, o egoísmo, a falta de compaixão. O que é…
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Eu não caio mais nesse papo de "no fundo é uma boa pessoa". Ninguém ta tentando descobrir petróleo em você para cavar até o Pré-Sal. Tem que ser bom é no raso mesmo. Na beirinha, onde a gente molha os pés. No fundo a gente deixa a maldade, o egoísmo, a falta de compaixão. O que é bom a gente deve deixar emergir!