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Frases de Suzete Brainer

49 frases

Gatos Eternos O amor dos gatos inscreve-se
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Gatos Eternos O amor dos gatos inscreve-se no delicado d⁠a alma a preencher o espaço único inesquecível a circular eternamente na memória do afeto. (Suzete Brainer)

⁠O Descanso do Mar O mar descansava no cinza;
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⁠O Descanso do Mar O mar descansava no cinza; gotas de chuva tocavam a sua essência. Aos poucos, ondas cresciam num impulso de desfazer a monotonia acinzentada. Ó mar! Ó mar! Ó mar! Quando o olho, megulho no meu próprio mistério. (Suzete Brainer)

Eclipse ⁠Hoje, sinto uma inquietude
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Eclipse ⁠Hoje, sinto uma inquietude correndo pelas minhas veias, Arranhando a minha paz, Solenemente um ar triste deseja possuir-me, Mas, me encontro Indisponível. Formalmente digo não, e busco a minha alegria que ultimamente anda muito fora de casa apagando as luzes da minha estação. Mas olho, e, ao olhar, me sinto inteira, mesmo quando, em pedaços, vou construindo meus dias solares. (Suzete Brainer)

Dia Nublado C⁠hove em mim um rio
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Dia Nublado C⁠hove em mim um rio invertido, de um dia cansado com pouco brilho. Um dia daqueles... Nublado, o mar sem cor, cinza de descanso. Folhas empurradas no abismo do silêncio. Mas, o agora que foi ontem, me diz que será o amanhã será(?) depois. A cada instante estou a cada passo do dia, que em mim se foi... (Suzete Brainer)

Nos Teus Braços Hoje, senti aquela dor...
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Nos Teus Braços Hoje, senti aquela dor... (uma saudade intransponível) uma busca em teu nome; colhendo um carinho em pensamento. Deixa-me ficar nos teus braços, Mãe! me ausenta do mundo... (Suzete Brainer do Livro: Trago folhas por dentro do silêncio que me acende)

A Casa Nua O presente sempre Faz a chamada
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A Casa Nua O presente sempre Faz a chamada Para o retorno à casa. As lembranças impulsionam Para a corrida do esconde-esconde, Onde o passado tenta se apropriar, Mas o seu espaço inexistente Sedimenta o agora: A verdade flutuante Vestida dos afetos construídos. A casa despida, Vazia, Ocupa o destino das horas; Horas que fluem Com a pretensão De atingir a leveza Do voo, Nas asas luminosas Da invisibilidade instantânea. (Suzete Brainer do livro: Trago folhas por dentro do silêncio que me acende)

Gatos⁠ Gatos Majestosos
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Gatos⁠ Gatos Majestosos Soberanos Donos de si E dono dos donos. Ritual de beleza E encantos Olhos Pelos Gestos Movimento E sono. Tudo numa ostensiva arte de sedução Cotidiana. Amigos afetuosos Independentes Carentes. Mas uma carência Sem mendigar O carinho; Ocupa um espaço Da importância De ser diferente E saber a verdade De que é: Imprescindível Insubstituível E único. (Suzete Brainer do livro: Trago folhas por dentro do silêncio que me acende)

O Silêncio Música Uma dor muda, Num som sem volume,
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O Silêncio Música Uma dor muda, Num som sem volume, O vazio estilhaçado no voo À janela fechada. Às vezes no silêncio da vida Mora a nostalgia da alma. Ficamos sem voz Com o nó das palavras Amarradas na garganta,⁠ Numa estreita passagem de indignação. E noutro dia, O sol dá passagem E, de tanta luz, O Silêcio torna-se música. (Suzete Brainer)

Cabeça Erguida Um silêncio absoluto Se fez em lágrimas
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Cabeça Erguida Um silêncio absoluto Se fez em lágrimas Lágrimas Lágrimas Uma raiz se soltou deixando um vazio Numa ressonância Profunda em minha alma. Mãe, você se foi O seu corpo, A sua voz, Mas não a sua essência, A sua história, A sua alma Sempre presente; Um gesto protetor a todos Uma fonte de alimento No acolher, Sarar as feridas Uma palavra Um incentivo Uma força imperativa De empurrar para frente "Cabeça erguida" - Assim dizia a quem consolava... Mesmo que o dia pareça sem sol com a sua ida, Olharei o horizonte, Sentirei a sua presença O seu perfume E escutarei o seu chamado: "Cabeça erguida"... (Suzete Brainer do livro: Trago folhas por dentro do silêncio que me acende) ⁠

Às Vezes Às⁠ vezes subo até a superfice das palavras Para respirar um gesto vago
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Às Vezes Às⁠ vezes subo até a superfice das palavras Para respirar um gesto vago De um silêncio sobre a pausa. Às vezes olho por dentro dos olhos das pessoas Para sentir uma humanidade Que cala... Às vezes colho o dia em minhas mãos Para sentir o perfume De Deus. Às vezes fico numa melodia solitária Para deixar a solidão do mundo Ecoar o deserto... (Suzete Brainer)