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Frases de Suzanne Leal

178 frases

A racionalidade exagerada é nada menos que a neurose muito bem disfarçada.
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A racionalidade exagerada é nada menos que a neurose muito bem disfarçada. São as nossas máscaras que criamos para nos esconder (e evitar) de nós mesmos.]

Eu descobri um baú de infinidades cheio de cartas, amores, desamores, esperanças, dúvidas... e outros mil sonhos e desencantos...
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Eu descobri um baú de infinidades cheio de cartas, amores, desamores, esperanças, dúvidas... e outros mil sonhos e desencantos... Todos os dias abro-o por curiosidade exceto os dias em que mereço descanso. Às vezes, quando penso que já não há mais nada abro novamente e me deparo com criaturas vivas, cheias de palavras, laços, embaraços inconscientes, espelhos e almas tocantes... O baú da minha alma Fonte inesgotável... Mas o que eu não havia percebido é que, sem querer, todos os dias, coloco coisas novas nele... Renovo-o! Agora entendi, o porque da sua infinidade... repleto de pensamentos e sentimentos... Uma verdadeira contemplação!

Como descrever você? Eu a descrevo como 'eu'. Soa estranho, mas é assim que a descrevo, porque ela se encaixa em mim, ou seria o contrário, eu que me encaixo nela? Quanto a isso não me preocupo em saber, pois basta sentir que eu sou ela e assim nos
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Como descrever você? Eu a descrevo como 'eu'. Soa estranho, mas é assim que a descrevo, porque ela se encaixa em mim, ou seria o contrário, eu que me encaixo nela? Quanto a isso não me preocupo em saber, pois basta sentir que eu sou ela e assim nos entendemos... Deixe-me tentar senti-la e então poderei explicá-la melhor... É algo imenso, intenso, confuso. Quando menos espero, suas letras estão eufóricas, agitadas, mexem-se, dançam, pulam, gritam... Fiquem quietas um pouco! Comportem-se! Que agitação mais ansiosa! Essa ansiedade às vezes me adoece, porque o meu corpo acaba se concentrando somente nela. Já estou vendo uma letra balançar a perna e olhar para os lados impacientemente... o que estaria procurando? Talvez só esteja esperando as duras palavras irem embora, porque elas não gostam que suas letras a amarrem, nem ameacem, elas gostam mesmo é de liberdade... Às vezes ela me parece cansada, mas só podia estar, depois de tanta energia à solta... Lembra-me também algo um pouco escuro, mas também um pouco claro, com tons e contrastes avermelhados. Seria então o pôr-do-sol com a noite prevalecendo? Não, com certeza não, porque o pôr-do-sol é calmo, a Inquietude é inquieta... Eu tenho apenas uma coisa pra dizer à você: Não Inquietude, não estou pedindo que pare, é da sua natureza ser assim, parar seria angustiante, você é um tanto avassaladora e não comportada. Também não estou dizendo que não posso tê-la comigo... Só te peço pra gastarmos essa energia de outra forma, pois o modo como vem sendo feito está me desgastando, me sufocando, porque senão Inquietude, como poderei levá-la aos mais intensos e vívidos momentos, se na metade do caminho já tivesse me desconstruído toda? Eu a ajudo e você me ajuda... e assim vamos seguindo...

Eu devia creer nas possibilidades nos sonhos
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Eu devia creer nas possibilidades nos sonhos na saudade nas verdades. Eu devia creer no amor no calor no coração a saltitar e nas pernas a bambolear. Eu devia creer nas esquinas a revelar nos desejos a mostrar nos momentos a guardar. Eu devia creer no sorriso na surpresa na certeza de um momento desejado de um beijo roubado. Eu devia creer na vida na paixão na solidão e tudo mais que fizer bater o coração. Eu devia creer no desejo na esperança e nos meus sonhos de infância. Eu devia creer e somente creer ter credulidades e fazer de tudo realidade.

Ouça, há tanto silêncio no medo. Ouça,
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Ouça, há tanto silêncio no medo. Ouça, a noite se calou e se recusa a soprar o vento. Ouça, a alma que saltitava emudeceu-se em suas trevas. Ouça, não há pessoas, não há pássaros, é só uma cidade morta. Ouça, a inexpressividade do rosto que não sabe mais brilhar. Ouça, não escuto nada, nem em mim, nem no mundo.

Gostaria de contar algo ao mundo, algo que tivesse tamanha grandiosidade, algo que (talvez nem precisasse ser importante) fosse intenso, algo que fizesse com que as pessoas percebessem algo de si... mas não consigo inventar, um trechinho sequer,
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Gostaria de contar algo ao mundo, algo que tivesse tamanha grandiosidade, algo que (talvez nem precisasse ser importante) fosse intenso, algo que fizesse com que as pessoas percebessem algo de si... mas não consigo inventar, um trechinho sequer, algum tipo de sensação ou algo parecido... Talvez um sonho. É! Um Sonho nítido, daqueles que a gente acorda no meio da madrugada com sentimentos e vibrações intensas, que parece mesmo ter sido real... daquele que a gente diz "droga, foi só um sonho" ou então "ainda bem que foi só um sonho". Quem sabe eu só precise escrever o "tim lim tar" dos meus dias. Mas ao mesmo tempo eu penso, o que teria de interessante em descrever as expressões dos meus dias? Seria chato, enfadonho... Ops! Tenho vivido uma chatice então? Deve ser por isso que me sinto tão cansada. Sentir-se enfadonho o tempo todo deve ser muito cansativo, suga a alma a um ponto de deixá-la sem entusiasmo, melancolia... O estado de melancolia também é muito cansativo. Contaram-me uma vez que ninguém gosta disso. É... devem não gostar mesmo... Também me disseram uma vez que tudo é questão de opção, mesmo que eu escolha fazer nada... ainda assim está sendo opção minha não fazer nada... Só que o nada leva a nada, a lugar nenhum... Esse tal de lugar nenhum deve ser entediante. Imagino até como possa ser, um pouco rústico, velho, desconfortável e de cor marrom. Opa, eu não gosto de marrom, é opaco, fechado, não combina com coisa alguma, é sem graça... deve ser por isso que o marrom me lembra o nada... Espera! Eu voltei ao mesmo ciclo, voltei ao nada. Então, está na hora de fazer um caminho diferente.

Me falta calor, sabor, corpo presente,
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Me falta calor, sabor, corpo presente, nesse momento ausente. Horas a sós, a dois, respiradas num abraço, num sopro, num descompasso. E uma dança, sem música, dança de amor, de paixão e não de solidão. Carinho ao tocar, mãos a acalentar, gosto a despertar, arrepio a sentir, quando o cabelo esvoaçar. O chão a estar presente o relógio a observar o íntimo e tocante o segredo ardente de um desejo ausente.

Sento-me à janela de olhos fechados, imaginando o estalar distante da música que vibra em meu coração. Vejo no pensamento os encantos a que gostaria de tocar numa noite qualquer. No
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Sento-me à janela de olhos fechados, imaginando o estalar distante da música que vibra em meu coração. Vejo no pensamento os encantos a que gostaria de tocar numa noite qualquer. No enxergar dos meus olhos, a paisagem desajustada é desinteressante e seca. Não seca de calor, mas de infelicidade que é olhá-la e não sentir um mínimo de prazer. E o que não vejo, está destituído em um momento longe, um encontro nunca encontrado. E o que vejo são os restos de um retrato que nunca me despertou encanto. Aprimorar esse instante em versos e cantos seria afundar na melancolia, um exagero por demais incômodo pra mim. Mas o que me resta disso tudo é respirar profundo e emudecer meu grito. E quando me olho verdadeiramente, me sangro com tantos incômodos vazios e sem propósito que se deslocam verozmente em minhas veias.

Eu tenho em mim o silêncio sábio e secreto incrédulo e inspirador
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Eu tenho em mim o silêncio sábio e secreto incrédulo e inspirador uma companhia às horas mudo e gritante. E nele fujo do caminho errante é meu templo de sonhos uma viagem irreal a todos os cantos mais que um amigo, leal a mim. E mesmo no fim É meu último laço que me dá a mão e me apóia o corpo sobre o frio chão.

Não me poupe da vida nem da alegria nem da solidão.
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Não me poupe da vida nem da alegria nem da solidão. Não me poupe do sono do calor e da paixão. Não me poupe de sofrer levantar e ser guerreira. Não me poupe de sonhar nem do amor nem de sentar à beira da fogueira. Deixe que o momento silencie toque a mim e me desperte para o mundo.

_ Me peguei pensando... (E milhões de estrelas escapuliram fugazmente do meu pensamento. Upsss... Esperem! Não fujam! Voltem para os seus acordeões, para os campos mais belos do espaço,
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_ Me peguei pensando... (E milhões de estrelas escapuliram fugazmente do meu pensamento. Upsss... Esperem! Não fujam! Voltem para os seus acordeões, para os campos mais belos do espaço, ocupem cada uma seu cantinho e encaixem-se como cada planeta e brilhem em direção ao lugar certo). _ Ops, um awarennes!

Os raios de sol (com quem tantas vezes tenho atrito) hoje tocaram profundo a minha alma. Uma beleza surreal.
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Os raios de sol (com quem tantas vezes tenho atrito) hoje tocaram profundo a minha alma. Uma beleza surreal. Trouxe as nuvens densas e negras. Paisagem mais linda que já vi. A chuva que cai, faz deste momento a melhor parte do meu dia. Que estranheza boa essa ventania me causa... deixa eu voar e ir embora junto com você!

Aluga-se um amor! Que capricha, afaga,
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Aluga-se um amor! Que capricha, afaga, respeita, envolvida por alguma discussão boba, seguida de beijos quentes e desejos ardentes. Aluga-se um coração! Sonhador, pulsante, vibrante, que aquece em noite fria, faz charme, abraça forte e nada mais...