Pular para o conteúdo

Frases de Susatel

76 frases

Já não escrevo como antes. Esta metamorfose é notória demais. Houve tempos em que escrever não era um exercício exaustivo — era apenas uma forma de conversar comigo mesmo.
Continuar lendo

Já não escrevo como antes. Esta metamorfose é notória demais. Houve tempos em que escrever não era um exercício exaustivo — era apenas uma forma de conversar comigo mesmo. Hoje, parece-me que o meu Eu e eu sofremos uma mudança drástica. Sentar-me para dialogar com ele tornou-se uma tarefa árdua, quase impossível. Mas o que julgavam? Que era apenas acordar e escrever? Não. Nunca funcionou assim. A verdade é que percebo, aos poucos, que estou a perder um grande amigo: o meu Eu. Riamo-nos tanto das complexidades e banalidades… e nunca partilhei algo tão íntimo com outro alguém senão com ele. Nem sei por que vos escrevo isto. Talvez não me entendam. Não estais preparados para compreender-me. Já é tarde demais. Estive acessível durante tanto tempo, esperando ser entendido, mas o meu Eu decidiu libertar-me deste tédio. Encarnei uma introspecção feroz, que me levou a muitos estágios: da lógica à filosofia, dos delírios ao retorno — sempre o retorno. O lado sombrio cessou por um tempo, mas agora que o meu Eu se esvai, sinto que não terei mais controle sobre as trevas que habitavam o meu ser. Antes de conhecer o meu Eu, eu e elas — as trevas, o abismo — éramos um só. Eu ia para a cama, mas elas não; eu ficava de vigia para não sucumbir. O meu universo não tinha colorações, apenas escuridão. Com a chegada do meu Eu, tudo mudou. Olhámo-nos nos olhos com sinceridade. Quando vos digo que não sou pertença vossa, ignorais o facto. Apenas quereis ouvir o que convém ao vosso ego. Mas o meu Eu esvai-se… esvai-se e nunca mais retornará. E quando eu também me for, não me sigam. Tentei trancar-lhe as portas dentro de mim, implorei que ficasse. Disse-lhe que ninguém o poderia substituir, que sem ele eu sucumbiria. Ele ajoelhou-se para me alcançar. Questionei-o: “Porquê tudo isto?” Mas apenas partiu. E eu morri com a sua partida. Morri, porque a minha paz era a única força que me mantinha longe das sombras. Morri sem remorso, apenas para reencontrar o meu fiel amigo — o meu Eu. Não compreendereis isto. Não me sigam. Vivam a vossa vida. Há em mim tremores de mundos complexos, de uma aura tenebrosa. Apartai-vos de mim. Não pedi socorro. Livrem-me da vossa pena. Tirai-me do alcance da vossa visão. — SUSATEL

Por que razão comercializar algo potencialmente letal para terceiros? Parto do princípio de que a colocação no mercado de um artefacto dessa natureza pressupõe, no mínimo, uma severa deficiência de discernimento ético e intelectual. Isso leva-me inevitavelmente a questionar a luc…
Continuar lendo

Por que razão comercializar algo potencialmente letal para terceiros? Parto do princípio de que a colocação no mercado de um artefacto dessa natureza pressupõe, no mínimo, uma severa deficiência de discernimento ético e intelectual. Isso leva-me inevitavelmente a questionar a lucidez e o equilíbrio psíquico de quem o promove, como se a racionalidade tivesse sido deliberadamente suspensa em favor de uma ganância cega ou de uma indiferença profundamente perturbadora perante a vida humana.

Em meio à pressão e ao desespero, muitos jovens caem nesta armadilha. Olha, jovens, deixem-me segredar-vos algo importantíssimo. Penso que esta é a fase de vos alertar sobre algo precioso. Esta mensagem é para vós. Evitem — evitem mesmo — confiar o vosso futuro a tios e tias. E…
Continuar lendo

Em meio à pressão e ao desespero, muitos jovens caem nesta armadilha. Olha, jovens, deixem-me segredar-vos algo importantíssimo. Penso que esta é a fase de vos alertar sobre algo precioso. Esta mensagem é para vós. Evitem — evitem mesmo — confiar o vosso futuro a tios e tias. Evitem desenvolver expectativas de que essa gente vos irá ajudar. Quase sempre, quem combate os sonhos e o futuro de jovens esforçados — ou dos prodígios dentro de uma família — é a própria família. E assim se perpetua a miséria dentro dela: uns supostamente “muito ricos” e outros “miseráveis”. Essas pessoas terão sempre soluções para os problemas de gente de fora e nenhuma para os da família — tudo em prol de salvaguardar um suposto “bom” estatuto que pretendem exibir na rua. Falar-vos-ão disso com arrogância, com aquele tom de quem realizou grandes feitos: “ajudei o fulano e a fulana”, como se isso vos acrescentasse algo na vida. Contentam-se em dar-vos comida, mas nunca vos mostram a fonte. Muitas vezes, até vós sabeis as razões pelas quais não beneficiais do auxílio deles. Se não sabeis, deixai estar — porque, ainda assim, a razão é sempre, no mínimo, decepcionante e, no máximo, deplorável, embora para eles faça todo o sentido. E, quando o tal “auxílio” chega, chega tarde e já não serve para nada: a situação tornou-se caótica e sem solução. Jovens, quando enfrentardes dificuldades financeiras, reinventai-vos. Lutai com o mínimo até conseguirdes superar. E, quando o dinheiro chegar, investi uma parte e guardai o remanescente. Tende sempre planos anotados. Olhai para este processo como uma verdadeira transição da juventude para a fase adulta. Invistam também em pequenos cursos de curta duração. Mesmo em meio às dificuldades, é preferível atravessar fases duras da vida tendo uma formação técnico-profissional, ainda que modesta, do que permanecer estagnado. E, acima de tudo, abstenham-se ao máximo dos jogos de azar — especialmente das apostas —, que muitas vezes disfarçam destruição com promessas fáceis de ganho. A disciplina deve ser o princípio mais importante a cultivar. Sem ela, qualquer oportunidade escapa; com ela, até o pouco se transforma em progresso consistente. Escolhei bem as vossas amizades. Nem toda a companhia é abrigo — algumas são atraso disfarçado. Há amigos que drenam energia, desviam foco e normalizam a mediocridade; e há outros que vos elevam, vos confrontam e vos empurram para a frente. Aprendam a distinguir. A vossa trajectória será, em grande parte, o reflexo de quem caminha convosco. Mantende distância de gente pessimista, preguiçosa e resmungona. Esse tipo de companhia contamina o pensamento, enfraquece a vontade e transforma qualquer plano num fardo impossível. Quem vive a queixar-se nunca constrói; quem evita o esforço nunca sai do lugar. Se quiserdes crescer, rodeai-vos de quem age, de quem tenta, de quem falha e volta a tentar. Outra grande lição: não olheis para os erros — ou pecados — de tias e tios como motivo para criar atritos entre vós e os vossos primos. Entendei que a boa árvore conhece-se pelos seus frutos. Quando eles precisarem de auxílio, ajudai com ideias, não com capital (esse, precisareis sempre mais, e ninguém vo-lo dará). A prioridade sois vós. E a lição mais importante: nunca tenhais medo de arriscar. Mesmo diante da mais pequena oportunidade — se for boa — arriscai. Podeis vencer na vida, mas, para isso, acreditai, lutai e, acima de tudo, mantende o entusiasmo. Cultivai boas relações entre irmãos e fortalecei esses laços até se tornarem inquebráveis. Haverá sempre um teimoso, mas é preciso preservar o que vos une — isso é essencial. Investi no networking, pois, na maior parte das vezes, a mão que se estende para ajudar não vem de conhecidos próximos. Enfim, eu sou aquele(a) que, entre os céus e a terra, nada mais teme; cujos ensinamentos poucos ousariam transmitir-vos. A ovelha negra do rebanho, o(a) “vilão(ã)”, aquele(a) que finalmente despertou — e que, para o bem ou para o mal, não se repete. O(a) odiado(a) por muitos, mas reconhecido(a) pelos certos. Eu sou Susatel. Todos os direitos reservados.

O que tenho observado neste curto tempo que tenho estado a caminhar pela Terra é que a maioria das famílias africanas é movida pela inveja que os seus membros nutrem uns pelos outros. São marcadas por uma tremenda desunião e, em casos extremos, recorrem à “botânica” não para cura…
Continuar lendo

O que tenho observado neste curto tempo que tenho estado a caminhar pela Terra é que a maioria das famílias africanas é movida pela inveja que os seus membros nutrem uns pelos outros. São marcadas por uma tremenda desunião e, em casos extremos, recorrem à “botânica” não para cura ou para acções positivas, mas para fins obscuros. Chegam a investir rios de dinheiro simplesmente para financiar métodos destinados a prejudicar outro membro.

Que tipo de felicidade pensais que atravessa um ser feito como eu? Antes que vos precipiteis em responder-me, sabei: os abismos que visitei, nenhum de vós suportaria. Das vezes em que lá estive, quem de vós desceu para salvar-me? Não me façais rir. Todos vós, não perturbeis a min…
Continuar lendo

Que tipo de felicidade pensais que atravessa um ser feito como eu? Antes que vos precipiteis em responder-me, sabei: os abismos que visitei, nenhum de vós suportaria. Das vezes em que lá estive, quem de vós desceu para salvar-me? Não me façais rir. Todos vós, não perturbeis a minha solidão.

Ora, meu bem, o ponto crucial aqui não é o que a tua idade diz à minha pessoa, mas o que o teu intelecto proporciona ao meu… e o meu ao teu. O teu corpo, a tua beleza, serão tudo arrastados para o esquecimento pelo tempo, mas o que o teu intelecto pode proporcionar, isso, querid…
Continuar lendo

Ora, meu bem, o ponto crucial aqui não é o que a tua idade diz à minha pessoa, mas o que o teu intelecto proporciona ao meu… e o meu ao teu. O teu corpo, a tua beleza, serão tudo arrastados para o esquecimento pelo tempo, mas o que o teu intelecto pode proporcionar, isso, querida, é mais precioso do que ouro. A tua idade não me interessa, ainda que sejas mais velha do que este ser que sou. Apresenta-me o teu intelecto.

Apenas queria que lesses um livro à beira-mar para mim e, quem sabe, trocássemos olhares sem que nenhum de nós proferisse uma só palavra ao outro. Apenas isso: o silêncio, os olhares, o desejo que não se consumaria. Eh, sabes, eu admiro mentes cuja curiosidade é incomum; o ser c…
Continuar lendo

Apenas queria que lesses um livro à beira-mar para mim e, quem sabe, trocássemos olhares sem que nenhum de nós proferisse uma só palavra ao outro. Apenas isso: o silêncio, os olhares, o desejo que não se consumaria. Eh, sabes, eu admiro mentes cuja curiosidade é incomum; o ser cuja conversa que me traz é espontânea. Até certo ponto, eras um ser interessante, mas então trouxeste a estática para o nosso pequeno mundo. Mudaste. Carreguei o que ainda sobrava de mim e fui embora.

Ah! Meu amor, tu apresentaste-me os demónios que te habitavam e que te causavam terror; eu dei-lhes um novo lar dentro de mim e fi-los amigos dos meus. Foi aí que cometi o meu tão grande pecado, pois, quando notaste que estavas livre, abandonaste-me. Ah, querida, embora os teus…
Continuar lendo

Ah! Meu amor, tu apresentaste-me os demónios que te habitavam e que te causavam terror; eu dei-lhes um novo lar dentro de mim e fi-los amigos dos meus. Foi aí que cometi o meu tão grande pecado, pois, quando notaste que estavas livre, abandonaste-me. Ah, querida, embora os teus demónios se tenham sentido em casa, estou a mandá-los de volta ao verdadeiro dono: tu.

As ditas loucuras, embora me façam enxergar o mesmo mundo que os outros também enxergam, levam-me a vê-lo de forma totalmente diferente. Há obras que, na minha opinião, são extensões do próprio autor; sendo assim, levamos muito tempo a conversar com elas. O público e as editoras…
Continuar lendo

As ditas loucuras, embora me façam enxergar o mesmo mundo que os outros também enxergam, levam-me a vê-lo de forma totalmente diferente. Há obras que, na minha opinião, são extensões do próprio autor; sendo assim, levamos muito tempo a conversar com elas. O público e as editoras apenas têm acesso às mesmas quando o autor já não estiver em vida.

Eu posso supostamente te amar tanto, mas não deixa a tua ilusão te subir à mente a tal ponto de pensares que sem ti eu não vivo. Isso seria burrice da tua parte. Eu ficaria preocupado em saber que uma parte crucial do corpo está comprometida, pois são coisas que vieram comigo par…
Continuar lendo

Eu posso supostamente te amar tanto, mas não deixa a tua ilusão te subir à mente a tal ponto de pensares que sem ti eu não vivo. Isso seria burrice da tua parte. Eu ficaria preocupado em saber que uma parte crucial do corpo está comprometida, pois são coisas que vieram comigo para este mundo e não você.

As pessoas andam, de facto, mal resolvidas emocionalmente — isso é inegável. Mas isso não significa que você deva aceitar o papel de plano B na vida de alguém que já tem preferências bem definidas no plano A, mas que ainda assim quer te manter em espera. A vida também é feita de…
Continuar lendo

As pessoas andam, de facto, mal resolvidas emocionalmente — isso é inegável. Mas isso não significa que você deva aceitar o papel de plano B na vida de alguém que já tem preferências bem definidas no plano A, mas que ainda assim quer te manter em espera. A vida também é feita de clareza, de intenções objetivas e honestidade emocional. Sob nenhuma circunstância aceite ser opção onde você deveria ser prioridade. Acredito sinceramente que você merece o melhor — relações verdadeiras, afeto recíproco e escolhas conscientes. E se não for eu a te lembrar disso, talvez a própria vida o faça… ainda que por meio de lições duras.