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Frases de Susanna Almeida

232 frases

O tempo! O tempo é mesmo pura invenção... Antes de ser marcado o que era? Apenas a espera,
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O tempo! O tempo é mesmo pura invenção... Antes de ser marcado o que era? Apenas a espera, sem definição...

'Efêmero' Não devemos ir com muita sede ao pote, Por mais límpida e convidativa seja a fonte.
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'Efêmero' Não devemos ir com muita sede ao pote, Por mais límpida e convidativa seja a fonte. Há o perigo de nos afogarmos...! Não juremos amor eterno, quando seja, talvez, apenas, uma brisa passageira. Com tempo certo para ir embora, tão logo mude a estação...; Sabemos como são mutáveis as estações e, efêmeros os calendários...! No ir e vir do tempo, levam e trazem nossos sentimentos, Quando frívolos e ordinários! O que tem que ser já está fadado... De resto, só nos restam tentativas e não raras decepções...

Não deveria ser um mal entendido... Nada entendo de mal entendidos... Deveria ser um bem entendido,
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Não deveria ser um mal entendido... Nada entendo de mal entendidos... Deveria ser um bem entendido, descomplicado, livre como o vento que desalinha meus cabelos, tão certo como o sol de cada manhã... Necessário como os pingos da chuva; vital como o ar que me dá a vida! Não deveria ter deixado este vácuo onde me perco! Mil interrogações, onde deveria haver apenas reticências... Ou ainda, na pior das hipóteses, um ponto final...

Talho-te uns versos De ausentes rimas, Não "rimas pobres",
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Talho-te uns versos De ausentes rimas, Não "rimas pobres", mas pobres rimas! Talho-te uns versos de rimas soltas... Falo da flor, porque o poeta, dela se encanta, Misturam-se tanto! Que fazem um pacto, misturando as seivas... Ele com sangue, ela com néctar! Ele, ao colhê-la, ela se vinga... Espeta-lhe os dedos. o sangue lhe pinga. E ali, se misturam, e dá-se a fusão! Tornam-se um só... Talho-te uns versos, porém, pouco posso... Pois sempre me fogem os ventos da inspiração...

O amor que eu não não vivi teria um quê de magia? seria etéreo,
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O amor que eu não não vivi teria um quê de magia? seria etéreo, seria eterno, seria intenso, seria incauto e verdadeiro? Teria as cores do arco-ìris, para cobrir o cinza que me nubla os dias? O abraço que dissipa o medo, a água da fonte que me mata a sede? As flores na primavera vindoura nas asas do tempo? O azul do mar... A lava do vulcão... Incandescente lava! Depois o magma que perpetua Nossos corações, em um só...?!

Estou saindo dos trilhos; Estou descarrilando... Plano B, cadê você?
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Estou saindo dos trilhos; Estou descarrilando... Plano B, cadê você? Outro meio de transporte Eu viso...! Quero estar esperando em um cais imaginário, Ainda que seja a ver navios, que jamais atracarão para levar-me daqui. Se possível for, até um rally, Seria providencial! Andar em círculos, que fosse! Sumir daqui, dali, de lá... Sumir de todos os lugares, das vistas das incertezas, Que não me revelam nada, Das clarezas que preciso!

'Doce duelo' [minha mãe e eu] Vara de marmelo,
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'Doce duelo' [minha mãe e eu] Vara de marmelo, havia aos montes! Fazia, ela, estoque delas! E nas paredes as pendurava! Eu? Eu me esgueirava, e sorrateira..., a todas, quebrava! E as exibia como um troféu! Acreditando que ganhava o duelo...!