Eu não sinto mais medo. Eu deixei o medo ir embora no meu primeiro adeus. E, desde que você chegou, eu realmente quis muito não precisar me despedir. Mas, para ficar, você precisa aceitar que eu sou eu e não vou mudar – nem por você e nem por ninguém além de mim -, o que você não consegue. Eu não estaria aqui – podendo estar onde quisesse – se não quisesse, de verdade, estar com você.
Eu já apanhei demais e, pelo menos dessa vez, quero fazer o certo e estar com alguém que respeite quando eu quiser estar comigo. E que eu tenho uma vida além de tudo isso. Mas, por favor, só me procure quando conseguir me aceitar – assim mesmo, com todos os defeitos e qualidades de nascimento – e acreditar que somos ótimos separados, mas que juntos podemos ser mais. Então, até algum dia (ou nunca mais)!
Então, pare de complicar tudo e apenas ame. Se não der certo, espere, o destino vai se encarregar de trazer pra você um novo amor. Porque a vida é curta e linda demais, e amores tem que ser vividos intensamente. O que não dá é pra você desistir sempre após uma tentativa. Já dizia Armandinho: "Não dá pra viver nessa vida morrendo de amor".
Eu demorei a crer que poderia me sentir bem com alguém outra vez, sabe? O tempo ia passando e eu comecei a colecionar decepções. Uma seguida da outra. Uma mais dolorosa que a outra. E, mesmo assim, nenhuma capaz de superar a dor que você deixou quando partiu meu coração em milhares de pedacinhos.
Eu vou agradecer (um dia) por essa maré ruim ser momentânea. Mas mesmo sendo dolorosa, me fará crescer. É apenas uma onda. Uma onda que assusta, mas que eu consigo ultrapassar – basta fechar os olhos e acreditar. E eu sei que quando ela vem, leva algo ruim e deixa algo melhor. Ensina na marra, doendo como for, levando quem for, deixando o que for. Eu só preciso me conformar que ela sabe o que faz. Eu só preciso aguentar firme e aguardar, com paciência, até que ela vá embora. É só uma maré ruim, com o tempo, ela melhora.