Hermético você Que faz o que quer, sempre na hora que deseja Tão obscuro quanto o maior dos nefelibatas
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Hermético você Que faz o que quer, sempre na hora que deseja Tão obscuro quanto o maior dos nefelibatas E sujo como Byron em suas noites de tristeza. Um poema de Correia seria mais decifrável que você, Que finge estar positivo, mesmo que a facada esteja Enfiada no átrio esquerdo do seu peito, Que você se recusa sentir, mas quer que eu veja. E nas inconstâncias desse poema, Persigo com a mais dolorosa tristeza Que persiste em fazer moradia em mim, Até nas noites de sexta-feira. Porém, uma noticia tenho a dar-te, O amor em mim, que faziam montes de tão volumoso Hoje não daria nem duas cartas, jogo de azar O amor é uma desgraça. Assim encerro este poema, com mensagens intensas E coração solitário, eu, que já te quis do meu lado Hoje, não lhe desejo mais E a distância, que era nossa inimiga, é agora o meu assegurar da paz.