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Frases de sonia schmorantz

88 frases

Escrever, mais do que um dom É criar, pensar ,recordar Deixar meu íntimo navegar,
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Escrever, mais do que um dom É criar, pensar ,recordar Deixar meu íntimo navegar, Transportar as barreiras, Ver nas palavras a verdade, Sem censura... Deixar voar os pensamentos Criar e recriar sem limites a beleza Parte de minha vida, Com o direito de sempre sonhar... Entre maiúsculas e minúsculas As palavras vão surgindo Soltas, deslizando sem segredos... Bailando sobre o papel ganham sentido E nas longas noites vazias, Quando a saudade se espalma, Saio em versos que escrevo Espalhando fantasias... Dos rabiscos surgem sonhos, Consolo e eterna companhia...

Escrever tem destas coisas, faz a gente pensar buscar dentro de si, sentimentos e emoções, mas as palavras são como conchas,
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Escrever tem destas coisas, faz a gente pensar buscar dentro de si, sentimentos e emoções, mas as palavras são como conchas, leva-se tempo para encontrar as mais bonitas, aquelas que a gente guarda porque tem perfume de mar. Os sentimentos guardados são como as conchas fechadas, que só por magia se abrem. São como conchas que nos acostumamos a pisar quando andamos pela praia. As conchas do mar guardam segredos de alguém. Aberta a concha posso falar de poesia, do triste e belo brilho das estrelas, da concha que tem barulho de mar, assim como falo das palavras, que se fecham, até que belas e coloridas surgem na tela, como as conchas, que são um presente do mar.

Brincar de rimar Eu quero qualquer coisa mágica, qualquer coisa azul,
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Brincar de rimar Eu quero qualquer coisa mágica, qualquer coisa azul, qualquer forma de ser feliz. Não quero acordar cedo, quero prolongar o sonho mesmo que a história seja trágica. Não quero sonhos falsos, Não quero destino já traçado, Não quero uma vida básica. Não quero restos ou pedaços Não quero olhar o relógio, Não quero um tempo sádico. Quero valer um mar azul uma estrela na varinha de condão um poema de efeito mágico, que seja fácil, que seja simples, nem litúrgico, nem letárgico, mas que fale ao coração...

Verão na Ilha Sobre a ilha um ardido verão, lassidão dos corpos largados nas marés,
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Verão na Ilha Sobre a ilha um ardido verão, lassidão dos corpos largados nas marés, sol que toca na alma da terra, longos sóis, longos dias na ilha da magia. É verão, suor sem matéria, cheiro da maresia, o sol pintando de vermelho os corpos na areia. É preciso entrar no mar, mergulhar nos pensamentos, neste mar descompassado, imprevisível, amoroso que cerca a ilha num verão que devora. O mar azul em pedaços e brancas espumas acelera as velas que deslizam, desenhadas no céu. Dourados corpos passeiam no intenso calor pintando o quadro da ilha verão, tela cheia de cor, calor, paixão Cor do verão que a tarde mormacenta devassa, e este poema distraído mal traça.

Seres Anônimos Por aqui, nesta ilha, circulam estes seres anônimos,
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Seres Anônimos Por aqui, nesta ilha, circulam estes seres anônimos, heróis da sua própria história, poetas de sonhos, cada qual com sua expressão, afinados nas suas inquietudes. Seres olhados como espetáculo de um teatro mambembe a beira das praias, rostos estranhos, desconhecidos em fantasias coloridas que passam para lá e para cá, alheios ao que acontece. Seres anônimos transeuntes, expressões cansadas de uma silenciosa marcha. Que fazem surgir submersos pensamentos. A alma inquieta busca por seu poema com trunfos reservados à gente comum, estes seres calados, incógnitos, que sequer se sabem anônimos retratados em desconhecidos versos...

Grão de areia Entre milhões de palavras como um grão de areia
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Grão de areia Entre milhões de palavras como um grão de areia está um invisível poema. Um poema que nunca se escreveu. Um poema feito grão de areia, talvez parte de uma construção, talvez não... Pequeno grão de areia em silêncio na beira do mar, que vai sendo soprado para um destino incerto, talvez o mar, talvez o deserto. Palavras que ao vento se vão como um pequeno grão a rolar na praia, procurando a concha da sua vida. Não tenho pressa, sou como este grão também sigo a rolar na areia até renascer na praia ou encontrar o poema da minha vida...

Depois da Chuva Depois da chuva vem o céu de prata a iluminar os caminhos molhados,
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Depois da Chuva Depois da chuva vem o céu de prata a iluminar os caminhos molhados, a imagem poeticamente cinza dos pássaros esvoaçando em galhos nús, e as nuvens se arrastando com o vento. Depois da chuva, brota a poesia das calçadas molhadas,da terra lavada, do capim cheiroso de beira de estrada, Empresta um sonho perfeito, planta sementes de poesia. A chuva que atravessa a paisagem deixa cair amarras e passa por mim, abre as secretas janelas para ler os mudos poemas tamborilando nas calçadas.

Hoje Hoje sou este azul, sou entardecer, silêncio e magia,
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Hoje Hoje sou este azul, sou entardecer, silêncio e magia, sou do mar a imensidão, sou da brisa a serenidade, sou perfume, sou pecado, sou vida e paixão, sou luz de luar beijando o mar... Hoje sou esta natureza, sou vento que desenha nuvens, sou a noite e seus pássaros, voando nas asas do vento... Sou mulher cheirando a flor, alguém a quem chamam de poeta, mas sei que poetisa não sou, sou mulher desta natureza, meus versos são apenas sentimentos que dançam nas ondas do mar...

Folhas ao Vento Minhas angústias são como folhas voando, Chorando ao desprender do ramo que amavam.
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Folhas ao Vento Minhas angústias são como folhas voando, Chorando ao desprender do ramo que amavam. As folhas caíram depois da ventania, Vento que foi cantando, distante, Levantando a areia da praia De águas frias, cantantes, coloridas... Vento agreste levou as folhas para o mar. Sem mais o ramo para ficar, vaguearam, rolaram, Perderam toda a seiva que as adoçava... O vento sempre as levar, sem rumo, sem magia Levou também a brisa doce dos meus versos, Fez-se outono em mim, tamanho o abandono De uma alma desfolhada que após o vento Também caiu...

Fiz versos azuis Para cantar o céu e o mar, Fiz versos de toda a cor
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Fiz versos azuis Para cantar o céu e o mar, Fiz versos de toda a cor Para falar qualquer coisa de amor. Fiz versos coloridos para falar Do pôr do sol na minha praia. Fiz versos de qualquer cor Para espantar a solidão. Fiz versos e mais versos Para falar dos meus sonhos, Dos pequenos caminhos, Das penas e desilusões. Apaga então as letras e sente Apenas minhas impressões digitais: Tua mão na minha A pensar em nós...

Floripolitana de Coração Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei
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Floripolitana de Coração Gaúcha, nos pampas nascida Um grande sonho acalentei Morar numa ilha encantada Cheia de bruxas e fadas. Nessa terra cheia de graça Onde se juntam todas as raças, Minha ilha lança ao poente O azul espelhado da lagoa, O verde silêncio das montanhas, O rumorejar de um mar azul Que beija apaixonado a areia da Minha ilha de renda poética. Não importa se há sol ou chuva, A mágica ilha é sempre azul, Fica gravada na alma e Quem aqui vem sempre vai voltar, Para descobrir novos caminhos, Novos destinos, pois Esta magia nunca irá acabar.

Na oscilação imprecisa das águas da memória Se fundem numa só verdade todas as lembranças. Ao fundo do mar e de mim as memórias
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Na oscilação imprecisa das águas da memória Se fundem numa só verdade todas as lembranças. Ao fundo do mar e de mim as memórias Navegam barcos sob um céu azul, Deslizando imprecisos, vagarosamente. O barco se detém no remanso da água, Corre-me água das mãos molhadas de mar, e Uma ave pousa calada na proa... Barco e rio são agora minha própria dimensão. Memórias, barcos fazem parte da paisagem, Da minha paisagem humana...

Se precisar de mim Grite meu nome ao vento, Ele trará seu recado...
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Se precisar de mim Grite meu nome ao vento, Ele trará seu recado... Ouça uma música suave, Fecha os teus olhos e Sinta a carícia de um beijo... Mas, se não houver Vento ou música, Faça apenas uma oração Meu anjo se unirá ao teu, Para te por no colo e confortar. Se precisar de mim... Sinta o suave beijo que dança nos lábios Docemente sobre teu rosto....

Pobre Lua O sol beija o mar e se despede, Em seu lugar estará em breve a lua.
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Pobre Lua O sol beija o mar e se despede, Em seu lugar estará em breve a lua. Refúgio dos solitários, Encanto dos enamorados... Pobre lua que do alto ouve as queixas E talvez entenda de solidão. Talvez entenda de amor... Pobre lua que só sabe iluminar o mar. Seu riso de prata seduz mas não responde Aos pedidos que lhe fazem os Solitários e os namorados... Toda noite é assim, e Quando o mar novamente acordar, Haverá apenas pedaços de luar...

POEMAS POR ENCOMENDA Não se faz poemas por encomenda... Não se faz poemas só por tristezas e
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POEMAS POR ENCOMENDA Não se faz poemas por encomenda... Não se faz poemas só por tristezas e Não se faz poemas só de amor ou alegria... Poemas são como lágrimas que vertem por tristeza ou felicidade, Mas vertem somente quando a alma quer falar fluindo como as marés que dia vão, dia vem... Não me peça para escrever poemas. Dá-me teu carinho, tua compreensão e terás o mais belo poema no abraço ou no beijo que te der, se me der o teu amor haverá sempre um belo poema em tudo que te disser!

ESCREVER Há quem diga que pensamentos podem também machucar, Quase não dá para acreditar, pensamentos são pensamentos, ora...
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ESCREVER Há quem diga que pensamentos podem também machucar, Quase não dá para acreditar, pensamentos são pensamentos, ora... Mas hoje me pego pensando em tantas coisas que passaram e Ainda passam, coisas que gosto de lembrar e coisas que queria esquecer, Mas não consigo, assim como não consigo parar de escrever... Me sinto como se fosse de outro mundo e quero fazer parte desse... Gostaria de sonhar como as pessoas sonham, Pensar como elas pensam... Ser feliz como elas são, ou acreditam ser... Ser feliz em caber neste espaço, mesmo como um ser anônimo, Uma agulha no palheiro, como dizia minha avó... Mas não consigo mudar nada e então me calo, Porque então minhas mãos não fazem o mesmo, E meus dedos não conseguem emudecer nesse teclado?

VIAGEM Ao som da música faço uma viagem para dentro de mim mesma...
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VIAGEM Ao som da música faço uma viagem para dentro de mim mesma... Uma viagem livre, sensitiva, sem censuras como pés descalços nas águas do mar. Não importa quantas pessoas estejam a minha volta, vejo vultos que se movem, serpenteiam e seguem para algum lugar... Meus pensamentos insinuam-se, dançam com a música e seguem rumo ao coração. Viagem de olhos fechados, sentindo o cheiro do mar... Importa estar aqui sentindo a cabeça rodar ao som abafado da música no celular... Mesmo cansada de tanto trabalhar, agora volto para casa, não quero sentir meus pés, nem lembrar da vida medíocre, quero a emoção de voar... Quero ao menos no sonho descansar sorrindo e me sentir importante, para que minhas palavras não cessem, nem se feche o meu sorriso para que eu possa acreditar que a vida é boa e eu mereço ser feliz...

Quando te amei, amei cada instante, como se fosse único. Quando te amei, sonhei com uma vida diferente... Quando te amei, não dei flores, mas dei a mim mesma.
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Quando te amei, amei cada instante, como se fosse único. Quando te amei, sonhei com uma vida diferente... Quando te amei, não dei flores, mas dei a mim mesma. Quando te amei, eu te sentia perto, podia te abraçar sem sair de casa. Quando te amei, também briguei, porque é assim que sou, mas lutei Para ter sempre você... Quando te amei, não era tudo perfeito, fiquei triste, chorei, me magoei Mas a vida tinha mais cor, mais sabor, mais calor... Quando te amei, eu não era só mais uma, mas um ser privilegiado. Quando te amei, deixei de sonhar com anjos para dormir com um deles. Quando te amei, me senti segura e o teu abraço levava as tristezas embora... Agora fica a incerteza do que virá, a certeza de ter desiludido quem amava. Agora que não tenho, entendi que não sou privilegiada, sou só mais uma Daquelas que nasceu para viver e morrer sozinha... Machuco as pessoas que me amam e a culpa machuca a mim também, Mas não consigo aceitar que tudo que foi dito e feito seja esquecido, Que as dúvidas superem a razão Que as fantasias tornem ásperas as palavras de quem disse que me amava. Amei, chorei e sorri e minha parte deste privilégio perdi, Agora não sei... falar de amor não adianta mais...

Sinto o vento do mar soprar em meu rosto Fecho os olhos para senti-lo tocar minha pele. Seria este vento invisível a mão de Deus?
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Sinto o vento do mar soprar em meu rosto Fecho os olhos para senti-lo tocar minha pele. Seria este vento invisível a mão de Deus? Acho que sim... Todas as grandes mudanças na minha vida Foram precedidas por um vento vindo não sei de onde, Como quem sopra as velas de um barco Que precisa ir mais longe... Seria o vento o destino? Levando este barco para novos lugares? Talvez eu seja o próprio vento, Porque nem todos vêem o vento Assim como não vêem a mim, Mas me alcançam pelas palavras, nesta busca infinita De mim mesma... Talvez o vento venha para juntar meus retalhos, Para depois contar histórias de vida, De vidas tantas que suavizam o cansaço, e Que me protegem feito manta colorida, Embalando sempre meus sonhos.

Dia de meditação, sentimentos misturados, Saudade, amor, ternura... Vazios de alguns dias, plenitude de outros.
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Dia de meditação, sentimentos misturados, Saudade, amor, ternura... Vazios de alguns dias, plenitude de outros. Lembrei de conversas bobas, Dos sorrisos cúmplices, Do ato de compartilhar... Tentei sorrir como em outros dias Mas não consegui parar de pensar... Longe e perto ao mesmo tempo, são dos momentos simples que mais sinto falta. Vou reaprender a conviver com a realidade, Fazer desta saudade uma arte... A arte de sentir a brisa, de sentir o sol de inverno, De ouvir a chuva cair sem que estejas aqui, De olhar o céu e fazer amor por telepatia Com as lembranças que tenho de ti... Não ligue, não se importe, porque te amo Isso tudo é porque hoje Meu coração está na mão da saudade...

Escrevo-te, para quebrar a solidão dos meus dias, para espantar a solidão das minhas noites, abraçada nesse mar de estrelas que entra pela janela.
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Escrevo-te, para quebrar a solidão dos meus dias, para espantar a solidão das minhas noites, abraçada nesse mar de estrelas que entra pela janela. Escrevo-te na busca da perfeição, na onda distante que a alma agita, como um poema sem rima. Escrevo-te porque hoje me deixaste só, sem a luz que ilumina a minha alma ainda triste, a companhia que na distância procuro. Escrevo-te, embora te sintas magoado comigo, escrevo-te simplesmente por instinto, pelo sabor que provo no vento, pois tem teu gosto quando que me toca. Escrevo-te para que saiba que, mesmo em silêncio, desenho-te sabendo-te de cor, como se ainda não tivesse desistido de mim. Desistido de me entender e de me amar. Escrevo-te inventando gestos e carinhos, para que sejas real nos sonhos da noite que não consegui dormir, e, escrevo-te, mesmo sabendo que já não me sentes, ainda assim te escrevo, com todas as fantasias que conheço, buscando em cada palavra pedir perdão, perdão pelas minhas ausências, pelas minhas ansiedades, por não ter sabido demonstrar o amor que sempre tive.

Não sei bem falar de amor, mas Hoje quero dizer que valeu a pena Conhecer você...
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Não sei bem falar de amor, mas Hoje quero dizer que valeu a pena Conhecer você... Valeu a pena deixar que o destino Tramasse este encontro e que Valeu a pena ter correspondido ao Primeiro impulso... Valeu a pena ultrapassar minhas barreiras Não ter acreditado em besteiras e Ser tua nova parceira na vida... Quero a cada despertar Te ver me abraçar... Para te amar a cada dia que nasce, A cada noite que chega, pois Em ti descobri minha essência, E te amar tem sido Minha melhor experiência....

Estendida e silenciosa dorme a noite, Serenidade outonal que paira sobre o mar. Noite que abraça a terra em singelo amor,
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Estendida e silenciosa dorme a noite, Serenidade outonal que paira sobre o mar. Noite que abraça a terra em singelo amor, Lentamente na aragem fresca dos dias... Serena e descalça, percorro os olhos na noite E ate que se faça o frio, falo com as estrelas. O olhar vai sendo acariciado, seduzido, Iluminado pela mansidão desse negro manto. Noites serenas, sem vento, sem frio, sem calor. Noites suspensas numa pausa mágica, celeste, Vozes que se fazem murmúrios na brisa que vem do mar... Noites serenas de sonhos e canção, E ate que um novo dia rasgue esta serena solidão, Quero ficar recostada em plácido silencio, Perdida em sonhos nesta noite de outono...