Balada Cardíaca
Coração
que é coração
venera
uma paixão severa
que ameniza o calvário
fiel depositário
da quimera
Coração
que é coração
exagera
é coração ao avesso
contrário
a tudo que se quisera
pressa
traduzida em espera
fogo revolucionário
véspera da primavera
Poema Para Paulo Leminski
vai
meu amigo
desta vez
não vou contigo
a morte
é um vício
muito antigo
só que nunca
aconteceu
comigo
pode ir
que eu não ligo
eu fico por aqui
separando
tijolo do trigo