SUPERAÇÃO
A alma machucada por vezes, chora.
Não é subjetivo. É real e mordaz!
Mas aí reside à maior e mais fantástica diversão:
Através de cada situação, o desafio
E a prova não divisível,
Que apraz e consagra a existência,
O verdadeiro ser humano, o âmago da alma
No reconhecimento da constituição de cada essência
A que a compila determinantemente
Em virtuosidade, poder, capacidade e harmonia!
CONSCIÊNCIA
Toda uma vida colorida de sonhos
Embasada em ilusões e desenganos
Sonhos... Objetivados na imaginação
Delírio, alucinação,
Compactuando com a mentira
Provocando imensa frustração
Alimentados dia após dia
Pelo romantismo solene da emoção.
Cores multifacetadas que se desintegram
Em ação lenta, porém, profunda.
O limite enfim, chegou!
Consciência que emerge e desnuda
Pouco a pouco a verdadeira face
Da realidade, porém agora, já não mais assusta.
Desperta e conduz a firmes passos
Base sólida de objetivos e direção
Porém ainda sonhos
No entanto agora, com os pés no chão!
MUITO MAIS E ALÉM
Lembro-me de quando namorávamos
De cada detalhe, de cada poema declamado
De tudo que falávamos, das promessas de amor
De cada verso escrito, dos nossos sonhos
Em um rito divinal de esperanças
E das nossas despedidas...
Ah! As despedidas dos apaixonados.
Tu dizias que me amavas em um mágico momento
Onde apenas nosso sentimento, importava.
Ao que eu te respondia como sagrada melodia:
- Amo-te mais, muito mais e além.
Amo-te mais, muito mais
Do que imaginei um dia, amar alguém.
Amo-te muito mais do que tu possas imaginar.
Amo-te para todo o sempre,
Sem importar-me a situação, à hora ou o lugar.
Relembrando os tempos de outrora,
Não importa agora,
Do teu amor, ser hoje eu, uma indigente,
De não sentires-me como antigamente
Frente ao sentimento que trago comigo
Tão imenso, tão contundente.
Já nada mais importa.
Apenas o que sei é que continuo amando-te.
Muito mais e além,
Do que um dia imaginei amar alguém!
VIAGEM DE AMOR
Fecho os olhos e em uma viagem
Nos teus braços perfumados, estou!
Sonho acordada e nesta miragem
Da cruel realidade, nada mais restou!
Teu corpo, teu calor, teus beijos...
Beijos com sabor de mel, apaixonados,
Mãos ávidas saciando nossos desejos
Nossos corpos suavemente, sendo desvendados.
Entrego-me neste inebriante e supremo delírio
Deixo-me levar por teus caprichos, pois contigo,
Vou a qualquer lugar, tu és o meu amor, o meu exílio!
Assim nesta febre louca, de paixão e frenesi,
Sou tua fêmea, tua mulher, lascivamente tua, apenas tua!
Mas, frustrada abro os olhos e tu, não estás aqui...
ETERNAMENTE
Então, não me peça desculpas!
Combinado! Tentarei!
Fecharei os olhos e me entregarei a musica.
Mas você estará ao meu lado?
Porque faltara o essencial.
A pessoa que me mereça, o ator principal.
Com o pensamento a divagar, prometo, dançarei.
Girar a me entregar em sentimentos
Que jamais irão findar.
Mesmo que o momento seja breve
E que a razão teime em entrar em ação.
Porque uma fração de segundo vivido
Na entrega da paixão por si mesmo
É se integrar ao lívido entremear
Do sol e do luar
Com somente os anjos, a admirar
E poder ter a eternidade
Envolta em brilhos de esperança
A prometer sempre e sempre,
Eternamente, a contradança.
Mutação
Abrace-me com ternura,
Machuque-me em suaves ondas de prazer,
Deixe-me ser eternamente tua formosura,
Até exilar-me inteiramente em teu ser!
Quero ser tua doce verdade,
Nesse amor que devora o coração,
Em você vou perder toda a castidade
E enlouquecer a cada dia mais nesta paixão!
Viveremos num delírio constante de alegrias,
Nossas vidas unidas serão banhadas de sonhos
E seremos o elo do esplendor nas poesias.
O dueto maravilhoso se consagrará numa canção.
Transformaremos a pura realidade em fantasia,
Para nos transformarmos eternamente,
Em um só coração!
Amor ou Carência
Será amor ou carência,
Esta insana incoerência,
Que diz tudo e nada ao mesmo tempo?
Bate e rebate nas asas do vento,
Traduz o óbvio inaudível
A inocência
E, imperceptível a coerência?
Ver e crer, diferem
Do não ter e não crer?
Discernem do desejo humano,
Nos lançando a desejar o profano,
Desejos em gotas que reluzem,
Solitários e ermos
Na calçada, sob as nuvens...
Mania de Amar
Peregrina de mim mesma
Sempre a garimpar espaços ermos
Intrínsecos e desconexos
Sem temer nesta existência
A eterna mania de amar
Amar o amor cata-vento
Girar, girando ao vento
Com alegria infinda
Ou triste e profundo lamento
Alguém me Espera
Andar no teu compasso
Mesmo mundo, outra esfera
Sempre a medir meus passos
Não importa se é outra terra
Pois é só esticar os braços
Que logo, um alguém me espera.
SABEDORIA
Hoje é dia de mudar, quebrar padrões,
Adquirir sobre muitos fatos, novas opiniões
Distante ficar das personalidades deturpadas
Que corroem aos poucos a existência
Lançando-nos pouco a pouco ao nada
Hoje, meditando, também resolvi mudar
Decidi permanecer com minh’alma menina
Amante peregrina de minha própria jornada
Conhecer aos poucos minha sorte
Que devagar se faz viva e forte
Compreendendo que nada neste mundo é sina
Pois muitas vezes é através dos erros
Que realmente, mesmo que lentamente,
Porém, inteligentemente, a vida ensina!
TEU CORPO
Do teu corpo
Sei de cor cada pedaço
Sem sequer fechar os olhos
Relembro de ti, cada traço.
Pois mapeado estás
Em minha mente,
Cada minúsculo espaço teu
Como herança na lembrança
De todas as vezes em que fostes meu.
HOMEM SOLITÁRIO
Gosto de ti, homem solitário.
Do mistério que emanas em cada gesto
Da tua solidão latente
Induzindo em meus sentidos
Uma libido urgente
Repleta de desejos incontidos
Um algo como, querer te desvendar,
Revelando a mim,
Enamorada ávida a pulsar
Delírios e delícias, sem fim...
APAIXONADA
Enquanto teu encanto em mim estiver
Que posso fazer a não ser, enquanto tua mulher
Permanecer escrava das tuas vontades,
Esquecer de tudo para ser somente,
Um imenso e urgente deleite das tuas necessidades?
Romântica, apaixonada e carente
Sinto-me infinitamente só, quando estás ausente.
Sou unicamente, decididamente, dependente de ti.
Tu és exclusivamente, minha vertente de alegria
O equilíbrio vivaz do meu dia-a-dia
Não sei mais viver sem teu amor e sem teu carinho
E se porventura faltar-me os teus braços
Regaço protetor em que solitária me aninho
Jamais hei de atar novamente, no amor, outros laços
Pois esta paixão, extremada em compreensão e carinho
Extrapolou todos os parâmetros de perfeição
Imortalizando em nós, linda, rara e profunda afeição.
Minha Embriaguez
Um olhar penetrante
Que parte deste homem galante
Desejos no olhar
Suspiros, murmúrios, luxúria
Forma insinuante de conquistar
Altivez!
Tua forma de amar
Minha total embriaguez!
AMO-TE
São as batidas do meu coração
Que regem como uma orquestra
A intensidade desta emoção
Em feliz, divinal e imensa festa.
Apenas amo-te e isto é tudo
Amo-te a todo e qualquer instante
No decorrer do dia e sobre tudo,
Nas noites de saudade constante
Neste desejo profundo e infindo,
Amo-te mais, muito mais e além,
Meu doce menino, meigo, puro e tão lindo!
Amo-te através dos reveses e das agruras
Amo-te apesar da ausência e da distância
Amo-te, pois amar-te é sublimar-me em venturas!
PERDOA-ME
Perdoa-me se meus versos
Nesta fase de nossas vidas,
Mostram-se tristes e frágeis.
É que a tristeza latente
Emudece o canto das rimas
Apagando o lirismo, lentamente.
Perdoa-me então, se minha voz,
Por vezes cala quando deveria falar
E muito fala quando deveria calar.
Perdoa-me se em mim
O teu avesso de homem apaixonado
Fere e transporta a sentimentos
Que deixam meu coração tão sufocado.
Perdoa-me se não sou
E jamais serei o que idealizastes.
Perdoa-me por atirar-me em teus braços
P’ra logo depois, sutilmente,
Refugiar-me ao ostracismo.
Perdoa-me por perder-me
E tentar sempre achar-me em você.
Perdoa-me, pela imensa capacidade que tenho,
De te amar, demais.
UM OLHAR DE SAUDADE
É meu olhar que vaga perdido
Buscando tua presença em cruel ausência
Embasado, umido, aflito
Através das janelas dos meus sonhos
E nesta enfática e constante espera
Minhas manhãs outrora ensolaradas,
São hoje lapidadas pela esperança do nosso amanhã
Minhas noites, quiçá trevas e escuridão
Hora, fecundas em aquarela, estão
Forjadas pela mais bela tradução, do nosso amor!
RENASCIMENTO
Tal qual a princesa encantada
Que enfeitiçada, ficou por longo tempo, adormecida
Fui agora com um longo beijo, despertada
Da ilusão não sou mais a escrava entorpecida.
Pela mentira cruel não serei mais violada.
O principe real, desta vez chama-se vida!
Traz esperança profunda e equilibrada,
Traz certeza que explode na alma, incontida.
Não fere, não machuca, não me julga alienada.
Acarinha o ego, deixa a casa mais florida
E por Deus não mais me sinto abandonada.
A falsidade do algoz finalmente foi banida.
É triunfo sobre a maldade arquitetada.
Paz profunda que não pode ser medida!
O Verdadeiro Amor
Na concepção maior da palavra
Que lavra eternamente a emoção pura e divinal
Através do zelo, do carinho e da entrega,"Ele",
deveria ser absolutamente, incondicional!
Permanecer eternamente guardado
Com cuidado extremado e total
Em altar precioso e sagrado
Envolto em redomas de cristal
No entanto, levianamente interpretado
Na atualidade frágil de uma vil modernidade
Ocasiona um sentimento fugaz, banalizado
Emoção submersa em incapacidade e fragilidade
Contraditória e avessa ao poder do verdadeiro amor
Que grandioso reinaria, encantador, rumo à imortalidade!
ALMAS EM COMUNHÃO
Extenuada razão...
Coitada!
Cansada e sem voz ativa,
Calou nesta ocasião.
Porquanto, alheios a tudo
Extravasam é muita emoção.
Inexistem preceitos
Em desvairada paixão
São apenas amantes perfeitos
Com almas em comunhão.
EU QUERIA
Eu queria agora
Cobrir-te de beijos
E em teu corpo todo
Semear meus desejos
Eu queria agora
Ao teu lado estar
E muitos vôos
Contigo, alçar
Eu queria agora
Na terra ou no ar
O tempo afora
Simplesmente te amar
Abraçar a Deus
Parada em meu quarto, penso,
O quão maravilhoso é Deus
A administração implacável da ação
Jamais inibe a reação
Nunca sabemos em quais esquinas,
Tropeçaremos ou soergueremos-nos
Mediante nossos atos,
Pensados ou impensados.
Portanto, olhemos o horizonte,
E como reis que somos em espírito,
No invólucro ínfimo chamado corpo,
Saibamos que a direção é bem adiante,
A conduta é o centro, o equilíbrio da terra.
Mente, corpo e espírito alinhados.
E o objetivo final da existência
Galgando cada degrau na fé incorporado,
Um dia abraçar a Deu Pai,
Em toda sua magnificência.
MAIS UMA DE AMOR
E me transpassa a graça de ser jamais
tanto fez, tanto faz
o importante é estar em paz
o importante é ser, mais e mais
Carregar o ardor nos sentidos
guardar a libido pra sempre, talvez
transmutar em versos e em altivez
sublimando na esfera, os instintos
Seria só isto que aqui ficaria
pra dor, sorriso e euforia
pro amor, carta de alforria