Pular para o conteúdo

Frases de Sidney Silveira

1.356 frases

⁠"Mediocridade e covardia são realidades absolutamente inseparáveis".
⁠"Não existe gratidão involuntária. Noutras palavras, certas precondições espirituais e psíquicas são necessárias para uma pessoa alcançar o estado habitual de benevolência, sem o qual a gratidão lhe estará formalmente vedada, sempre. Não basta enxergar os benefícios recebidos,…
Continuar lendo

⁠"Não existe gratidão involuntária. Noutras palavras, certas precondições espirituais e psíquicas são necessárias para uma pessoa alcançar o estado habitual de benevolência, sem o qual a gratidão lhe estará formalmente vedada, sempre. Não basta enxergar os benefícios recebidos, quaisquer que sejam. É preciso querer agradecer e querer retribuir ao benfeitor, na medida do possível e do bom senso. Não há exceções a esta regra moral, que não conhece acepção de pessoas".

⁠"A essência da covardia é amar as coisas erradas, na hora errada, de maneira errada, mais que ter medo. O covarde teme mal porque ama equivocadamente. Ele não hierarquizou os temores por não haver hierarquizado os amores, e portanto não tem coragem de defender as coisas que imp…
Continuar lendo

⁠"A essência da covardia é amar as coisas erradas, na hora errada, de maneira errada, mais que ter medo. O covarde teme mal porque ama equivocadamente. Ele não hierarquizou os temores por não haver hierarquizado os amores, e portanto não tem coragem de defender as coisas que importam na hora certa e da maneira devida".

⁠"Em qualquer época, os pseudomestres sofistas têm o condão de seduzir os jovens, induzindo-os a crer demasiado em suas próprias forças e talentos. São corruptores da Pólis na mais genuína acepção do termo, pois prometem o impossível – com autopropaganda enganosa, na qual são exí…
Continuar lendo

⁠"Em qualquer época, os pseudomestres sofistas têm o condão de seduzir os jovens, induzindo-os a crer demasiado em suas próprias forças e talentos. São corruptores da Pólis na mais genuína acepção do termo, pois prometem o impossível – com autopropaganda enganosa, na qual são exímios. Vendem pescadinha estragada como se fora salmão fresco. A bela lição que Sócrates dá ao sofista Trasímaco, no Livro I da "República", é algo válido para todos os tempos".

⁠"O que é conhecer? Esta pergunta aparentemente simplória abarca intrincados problemas filosóficos ante os quais grandes pensadores, ao longo da história humana, acabaram por cair em aporias, ou seja, em engrenagens dialéticas a partir das quais nenhuma resposta pode ser satisfat…
Continuar lendo

⁠"O que é conhecer? Esta pergunta aparentemente simplória abarca intrincados problemas filosóficos ante os quais grandes pensadores, ao longo da história humana, acabaram por cair em aporias, ou seja, em engrenagens dialéticas a partir das quais nenhuma resposta pode ser satisfatória. Com exceções não identificáveis percentualmente, as pessoas que nesta pós-modernidade se dizem a favor da ciência – querendo com isto demarcar uma posição política, ou que elas imaginam ser política – não têm a menor idéia do que seja a ciência, e de como esta caminha no compasso da resolução de problemas que não se restringem a experimentos de laboratório, pois pertencem a um grau de abstração da matéria que está acima inclusive do alcançado pelas matemáticas. Qual é a diferença entre meio e modo de conhecer? O que é propriamente interpretar um dado da realidade? E mais: o que é a realidade? O que é ser e qual é a relação entre ser e conhecer? Qual o estatuto epistêmico da certeza em ciências que lidam com graus de indeterminabilidade radicados na matéria enquanto potência para assumir novas formas? Trata-se de rãs saltitantes no brejo do comodismo. Que comodismo? O de aderir, com afetação de certeza, a narrativas que se amoldam à sua ignorância. Daí a facilidade com que respondem, por reflexo condicionado, a frases feitas ou palavras de ordem que lhes dão uma vertigem que não é a do êxtase do sábio perante sublimes verdades descobertas, mas a do doidão que fumou algo capaz de o conduzir ao Monte Everest da ebriedade. Dizia Santo Tomás que Deus não conhece as coisas nelas mesmas ("in se ipsis") mas em Si mesmo ("in se ipso"), como causa suprema de todas elas. Essas criaturas agem como se fossem o próprio Deus, pois suas certezas não dependem do ser das coisas. Se investigarmos, veremos que, em muitos casos, dependem do noticiário; ou do que lhes dita a imaginação dominada pelo medo; ou da paixão política que feriu de morte suas inteligências. Enfim, uma coisa é a pessoa tomar partido de acordo com os critérios – certos ou errados – que a consciência lhe subministra. Outra coisa é decidir por acreditar ser a favor da ciência, e ainda encher a boca para dizer-se tal".