"A beleza é a mais nobre portadora da luz; ilumina a mente e aquece o coração de quem a contempla".
Frases de Sidney Silveira
1.356 frases
"Tudo o que o dinheiro pode comprar vale pouco".
"Confiar por temor é cegueira; confiar por amor é lucidez".
"Quem muito pede, pouco agradece".
"Só que tem pudor é capaz de envergonhar-se dos erros que tenha cometido".
""A maldade tolhe o acesso humano ao que é sublime.
"O que distingue fundamentalmente a liberdade não é escolher, mas poder escolher".
"A verdade não é uma realidade a que se chega fortuita ou involuntariamente, mas sim por um esforço intelectual contínuo e pelo ordenamento das paixões. Ninguém chega à verdade por acaso ou sem querer".
"Quem mente não opina, tergiversa maldosamente. Em breves palavras, a opinião temerária ou apoiada em consensos fabricados tangencia a fraude, e um dos critérios para distinguir o opinador honesto do palpiteiro velhaco, cuja tendência é transformar-se em proverbial mentiroso, é…
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"Quem mente não opina, tergiversa maldosamente. Em breves palavras, a opinião temerária ou apoiada em consensos fabricados tangencia a fraude, e um dos critérios para distinguir o opinador honesto do palpiteiro velhaco, cuja tendência é transformar-se em proverbial mentiroso, é levar em conta o nível de extravagância no opinar e também aferir se as opiniões expressadas são a repetição mecânica das idéias de facções ou seitas às quais alguém adere para sentir-se seguro. Nestes dois casos não há opinião em sentido próprio, mas agônicos vagidos".
"A maldade é a mais inócua das fadigas humanas".
"A semelhança entre o sábio e o estúpido é que, às vezes, ambos têm razão; a diferença é que o estúpido, ordinariamente, tem razão por acaso".
"O conservador católico acredita que a falibilidade é infalível – e a infalibilidade é falha".
"O homem prudente jamais se arrepende dos seus silêncios".
"O arrependimento de um obstinado pertence ao âmbito do miraculoso, pois em toda obstinação há o influxo decisivo da malícia, em maior ou menor grau, no que diz respeito à recusa de dados elementares da realidade. Não se trata de teimosia, apenas, mas da calcificação da inteligê…
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"O arrependimento de um obstinado pertence ao âmbito do miraculoso, pois em toda obstinação há o influxo decisivo da malícia, em maior ou menor grau, no que diz respeito à recusa de dados elementares da realidade. Não se trata de teimosia, apenas, mas da calcificação da inteligência no erro. Neste estado, a pessoa torna-se impermeável a quaisquer evidências em contrário àquilo que gostaria de ver concretizar-se no mundo real. Sacudida por emoções veementes e contraditórias entre si, esta arquetípica criatura acabou sendo privada das precondições psíquicas sem as quais o arrependimento é, formalmente, impossível. O máximo a que chega é o remorso, mas este enxerga somente os efeitos dos erros cometidos, jamais as causas. Por remorso, Judas devolveu as trintas moedas com que vendeu Cristo; se se arrependesse, pediria perdão ao Mestre. Sentir a própria consciência remorder não basta para uma pessoa deixar de ser obstinada; é preciso que, nela, a luz do remorso se transforme em vontade de refazer tudo a partir do pagamento de um débito de justiça, o qual muitas vezes começa por um sincero pedido de perdão, mas este só o arrependido é capaz de realizar de boa-fé, porque ama a verdade. Sim, entre arrependimento e amor o vínculo é essencial, e não acidental. Ninguém se arrepende sem querer ou sem entender do que realmente deve arrepender-se. Ora, o obstinado não quer arrepender-se, mas afirmar a sua posicão a qualquer custo, e justamente por isso não vê razões por que deva arrepender-se. Que dizer então de sociedades inteiras em que os obstinados são maioria?"
"A verdade é o limite da diplomacia. Noutras palavras, o convívio social, embora às vezes nos obrigue a certa tolerância com relação a opiniões ou atitudes que julgamos equivocadas noutras pessoas, não pode ser regido por vernizes ou etiquetas que esmaguem o caráter. Às vezes é…
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"A verdade é o limite da diplomacia. Noutras palavras, o convívio social, embora às vezes nos obrigue a certa tolerância com relação a opiniões ou atitudes que julgamos equivocadas noutras pessoas, não pode ser regido por vernizes ou etiquetas que esmaguem o caráter. Às vezes é necessário lascar um osso para manter a integridade, não engolir a seco coisas ou situações que tangenciem a perda dos valores que nos são mais caros. Ou isso ou a mentira acomodatícia, a qual induz as pessoas à demagogia; e, desta, vai-se a precipícios de onde é quase impossível sair. Conviver com a diferença não é anular-se. É agir com certa sabedoria prática, ter traquejo para boa parte das situações cotidianas, entender que a maior cortesia que podemos fazer a alguém é sermos verazes, muito mais que políticos. Mas é também perceber que, em boa parte das vezes, é possível conviver com o diferente sem sentir-se agredido, constrangido, maculado, aborrecido. Quando a diferença porém representa um abismo o afastamento torna-se a melhor profilaxia moral".
"Um povo sem alma é o defunto merecedor dos vermes que o comem".
"Só há verdadeiro martírio quando não se sacrifica a própria consciência na defesa inegociável da verdade conhecida, em condições adversas. ---------- Esta definição exclui do conceito de martírio todo e qualquer sacrifício em defesa de um ideário político. O comunista, o nazi…
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"Só há verdadeiro martírio quando não se sacrifica a própria consciência na defesa inegociável da verdade conhecida, em condições adversas. ---------- Esta definição exclui do conceito de martírio todo e qualquer sacrifício em defesa de um ideário político. O comunista, o nazista, o socialista, o fascista ou o liberal, quando levam às últimas conseqüências as suas convicções, fazem o extremo oposto do mártir: sacrificam a própria consciência no altar da obediência cega a diretrizes políticas circunstanciais. São capazes de impugnar ou ocultar a verdade quando isto convém à sua facção".
"Misericórdia e justiça não se excluem mutuamente".
"O soberbo agradece pouco e quando o faz é com histrionismo mal-disfarçado".
""Não perdoar é a síntese do inferno na terra".
"A perdição não é obra de um dia, mas de toda a vida".
"A dureza de coração é feita de pequenas certezas equivocadas, de rancores que se vão cristalizando na superfície da consciência, de maneira lenta, no decorrer de um tempo relativamente longo, sem a pessoa dar-se conta de estar perdendo a ternura, essa extraordinária capacidade…
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"A dureza de coração é feita de pequenas certezas equivocadas, de rancores que se vão cristalizando na superfície da consciência, de maneira lenta, no decorrer de um tempo relativamente longo, sem a pessoa dar-se conta de estar perdendo a ternura, essa extraordinária capacidade de ir às coisas e às pessoas com ânimo complacente, benévolo. Sem ternura não há humanidade, e esta é talvez a maior desgraça que pode suceder a alguém, pois a alma desumanizada não percebe o pragmatismo, a frieza, a indiferença em que caiu. Seus juízos, suas justificativas, suas explicações passam a ser o medonho reflexo de um coração sem viço, vazio, fechado em si mesmo. O coração endurecido não consegue expandir-se, aquecer; é selvagem em seus menoscabos cotidianos, em seu desamor cujo efeito próximo é o egoísmo, em suas acusações mesquinhas. A frase "hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás" foi atribuída ao funesto Che Guevara, que provavelmente nunca a pronunciou. Seja como for, está completamente equivocada, pois dureza e ternura são antônimos metafísicos, realidades contraditórias que não podem coexistir ao mesmo tempo numa mesma pessoa. Quem não perde a ternura jamais endurece o coração. Não são gratuitos os anátemas da Sagrada Escritura dirigidos aos duros de coração..."
"Se a misericórdia fosse só perdão, seria injusta".
"O adulador de hoje é o detrator de amanhã. Sua opinião elogiosa é feita da mesma lama tóxica de suas sentenças caluniosas. Os louvores do adulador são envergonhadas palavras de enaltecimento a si próprio. O pior, porém, vem agora: secretamente, o adulador crê que os seus aplau…
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"O adulador de hoje é o detrator de amanhã. Sua opinião elogiosa é feita da mesma lama tóxica de suas sentenças caluniosas. Os louvores do adulador são envergonhadas palavras de enaltecimento a si próprio. O pior, porém, vem agora: secretamente, o adulador crê que os seus aplausos são um favor – razão pela qual imagina que a pessoa a quem exalta tem uma dívida de gratidão eterna para com ele. De maneira repentina, rancores incontidos eclodem no espírito desta criatura ávida por reconhecimento. Basta um nada para tudo o que há de pior na sua alma vir à tona; um peteleco a faz desmoronar; uma bobagem a faz despejar magmas de ódio em forma de impropérios e murmurações. No final das contas, nada lhe restará senão decair na jactância que – por resquícios de pudor – tentou esconder o quanto pôde. Uma jactância tortamente atirada contra aqueles de quem se julga credor moral. Em tais ocasiões, este pobre-diabo gaba-se atacando desafetos que só existem na sua imaginação doentia".