"A maldade ou não pensa ou pensa mal".
Frases de Sidney Silveira
1.356 frases
"A soberba é o único beco verdadeiramente sem saída para o homem. É pior que a morte porque é a morte em vida".
"O amor não é um impulso natural cego, mas um conhecimento pletórico que arrebata a vontade".
"Qualquer pedagogia que não considere a precedência da formação do caráter em relação a qualquer outra está fadada a produzir verdadeiros aleijões morais, cuja atuação é invariavelmente daninha. Fadada a produzir bons intelectuais de péssimo caráter".
"A presunção de inocência do condenado tem como reverso da medalha a presunção de culpa do inocente. Noutras palavras: uma sociedade que protege os culpados descamba, invariavelmente, na inculpação dos inocentes. Isto é, a propósito, um arquétipo: os Barrabases precisam de Cri…
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"A presunção de inocência do condenado tem como reverso da medalha a presunção de culpa do inocente. Noutras palavras: uma sociedade que protege os culpados descamba, invariavelmente, na inculpação dos inocentes. Isto é, a propósito, um arquétipo: os Barrabases precisam de Cristos que paguem pelos seus crimes".
"Cada palavra participa materialmente de um conceito; cada conceito participa formalmente de uma realidade; cada realidade participa infimamente do ser que nenhuma palavra e nenhum conceito podem expressar".
"A identidade de um homem revela-se com peculiar ênfase nas suas lembranças, quando ele olha para trás e se vê nas próprias pegadas, as quais lhe dão a perspectiva do caminho percorrido. Este, por mais acidentado e permeado de mudanças que tenha sido, é uno, ou, noutras palavras…
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"A identidade de um homem revela-se com peculiar ênfase nas suas lembranças, quando ele olha para trás e se vê nas próprias pegadas, as quais lhe dão a perspectiva do caminho percorrido. Este, por mais acidentado e permeado de mudanças que tenha sido, é uno, ou, noutras palavras, possui a unidade das coisas irrepetíveis, jazentes na memória. Envelhecer bem é tornar-se capaz de contemplar a própria identidade. Infelizmente, isto não é para muitos, visto que, em todos os tempos, a maioria dos homens se afoga na superfície duma vida medíocre. Acresça-se o seguinte, ainda neste contexto: envelhecer bem é estar em paz com o passado, aceitando-lhe os sofrimentos e as alegrias, os erros e os acertos, as boas e as más escolhas, algo impossível para quem se recusa a vê-lo e, nele, ver-se. Em contrapartida, envelhecer mal é estar em litígio com os vestígios do passado, sinal de que o medo ou a covardia de olhar para a própria história venceu. Trata-se duma vitória funestamente enganosa, com certeza, porque ninguém aborta um remorso, nem mesmo os covardes. Não adianta, pois, a pessoa mentir com a imaginação para apaziguar-se com lembranças falsas: a dor virá, e será tanto maior quanto mais adiada tiver sido. Só dá testemunho da própria identidade quem amadurece, e só amadurece quem tem a coragem de amar. É a maturidade esse estado psíquico acidentalmente cronológico que dá sentido a uma vida humana. Quem não se liberta na plenitude duma vocação realizada, conhece-se muito pouco, quase nada. Não consegue enxergar as suas impressões digitais anímicas, e, portanto, mal tem o vislumbre da própria identidade. Vive de saudades sabotadas, pois precisa inventar o passado para suportar o presente e, então, amoldar tudo a um futuro amesquinhado. O passado renegado é uma herança maldita. Por isso, é livre quem aceita estes ossos lascados que pulsam de dor".
"Caridade sem heroísmo é ouro ainda não provado pelo fogo".
"Almas infladas podem ler absolutamente toda a história da filosofia, mas nunca passarão de cães que vivem a ladrar.
"O otimismo é volátil; a esperança, perseverante".
"O medíocre é uma alma sem ponto de exclamação".
"Sem justiça e sabedoria, a coragem não passa de astúcia".
"Entre o medo e a superstição há um vínculo psicológico sutil, porém forte, daí que não seja raro o medroso querer adivinhar o seu futuro próximo com o intuito de precaver-se contra perigos reais ou imaginários. Em suma, onde há muitas pessoas assustadiças, pusilânimes, abundam…
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"Entre o medo e a superstição há um vínculo psicológico sutil, porém forte, daí que não seja raro o medroso querer adivinhar o seu futuro próximo com o intuito de precaver-se contra perigos reais ou imaginários. Em suma, onde há muitas pessoas assustadiças, pusilânimes, abundam as crendices e decai o nível médio de bom senso e razoabilidade. O mais dramático, porém, é que decai também o padrão do amor em sociedades nas quais há muita gente supersticiosa, pois o amor não deita raízes em almas tendentes à covardia, sendo ele próprio a expressão máxima da coragem".
"No vaidoso, a admiração é inveja".
"A pessoa vaidosa tem o condão de destroçar a própria família".
"A vaidade é o mais gritante signo da falta de consciência moral".
"Os grandes pedagogos educam para a generosidade, que na alma dos discípulos serve como precondição psicológica para a contemplação e posterior partilha da verdade — numa escala de conhecimentos que vai do menos abstrato ao mais. Em breves palavras: ser generoso é a nota essenci…
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"Os grandes pedagogos educam para a generosidade, que na alma dos discípulos serve como precondição psicológica para a contemplação e posterior partilha da verdade — numa escala de conhecimentos que vai do menos abstrato ao mais. Em breves palavras: ser generoso é a nota essencial do verdadeiro mestre, e para percebê-la convém olhar os seus discípulos. Se sabem muito e amam pouco, o mestre fracassou porque sabem mal. Se amam muito e sabem pouco, o mestre fracassou porque amam mal. O amor é o motivo, é o instrumento e é o fim do saber. Se o amor permear o conhecimento do princípio ao fim, é porque o mestre ensinou tudo na ordem ("ordo"), na forma ("species") e no modo ("modus") devidos. Mas não se chega a tais resultados sem doses de preciosa generosidade. Amor e saber ou estão juntos ou são malogrados. Sua perfeição é literalmente co-incidirem. A verdadeira erudição sabe a amor, e o amor é a mais sublime devoção ao bem apetecido pela vontade iluminada pela inteligência. Por isso, o bom mestre gera almas devotas do saber; o mau mestre gera almas devotas do próprio umbigo. Esta última devoção chama-se soberba, o anti-amor em ato. Se alguém chega a esse triste ponto, é quase impossível que reordene os saberes e os hierarquize. O contato de sua inteligência com a realidade estará decisivamente depravado".
"A solidão mata o vaidoso de desespero".
"Ao vaidoso a felicidade está completamente vedada".
"Vaidade e lealdade se excluem mutuamente".
"O otimismo jamais terá a paciência da esperança".
"O vaidoso usa pouco os ouvidos e muito a língua".
"Ninguém é mais susceptível que o vaidoso".
"Só age com liberdade interior quem ama".