"Inefáveis as circunstâncias, insensatos os desejos, meras incidências de desamparo;
Arquétipos inexplicáveis, sem função, sem razão;
O alheio não me comove;
Meus problemas me bastam.
Mas sucedem-se as evidências de que não estou à margem de determinadas questões;
São razões que superam a própria razão, egoísmo, egocentrismo;
Onde está a coletividade dos meus pensamentos?
E meus valores até então ilibados?
Enquanto o rompante dos acontecimentos não balbuciar aos meus ouvidos e meus instintos de defesa se colocarem a riste, estarei a espreita dos fatos, aguardando que meus limites sejam invadidos e minha covardia se torne valentia em benefício próprio, no desespero da causa por motivos insuficientes que até então meu mundinho indetectara;
Ainda é tempo, porém o tempo urge e a necessidade se torna iminente!"
Não sei se sofro com intensidade os meus sentimentos funestos ou se comemoro com atrocidade as agruras a que o destino me submete, vou optar por me recolher à minha insignificância e balbuciar ao vento minhas considerações, afinal de contas, elas se perderão de qualquer forma, então porque não poupar os ouvidos alheios de minhas lamúrias...
Vivendo um explícito desejo de amar, me encontro na incerteza de um alguém pra me completar, saciar essa louca vontade e aplacar esse insaciável desejo, loucura plena na lucidez, sentimentos exaltados, feronômios liberados, o torpor dos corpos, o calor das almas sedentos de prazer e dor, e porque não de amor!!!