Razão Minha alma incólume dos faustos Virou um pobre diabo a fazer barulho
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Razão Minha alma incólume dos faustos Virou um pobre diabo a fazer barulho No seleiro da mente!
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Razão Minha alma incólume dos faustos Virou um pobre diabo a fazer barulho
Razão Minha alma incólume dos faustos Virou um pobre diabo a fazer barulho No seleiro da mente!
Palavras Demolidas Estas palavras demolidas Por canhões e balas perdidas,
Palavras Demolidas Estas palavras demolidas Por canhões e balas perdidas, Lançaram-se a escorrer pelos Rios da gramática. Escorre como água, Sangra a lavar meu corpo, Proferindo palavras de ordem Em meus poros, em pequenas Gotas de vapor enodoam pouco a Pouco, a minha alma esmolambada, Perdida em substantivos abstratos: Uma guerra sangrenta do pensar! Estas palavras demolidas Vão ser reerguidas: letra a letra, Ajudando-me a brincar de dizer o Nunca dito, de inventariar a sorte do falar, De negligenciar a morte do pensar...
No jardim secreto da vida, estou sempre a refazer a lenta mania de existência!
No jardim secreto da vida, estou sempre a refazer a lenta mania de existência! Lágrimas, misturadas a sonhos retos, capazes de furarem a alma, nesta estranha ciência do ser! Minha alma segue fraturada pelas heranças do tempo!
A CRIAÇÃO Teu sorriso embebido no papel, Escorrendo sobre uma tinta salutar
A CRIAÇÃO Teu sorriso embebido no papel, Escorrendo sobre uma tinta salutar O vermelho que contorna os teus lábios Te faz viver, te faz dançar! Assim a vida vai brotando lentamente E o pincel se torna a mão do criador O ventre virginal da tela é fecundado Com o respingado da fresca tinta! O sêmen tinturado se fecunda E os dias das vigílias são constantes O artesão da criação a trabalhar Para dar cabo ao ressurgir do universo Os dias da labuta multiplicam-se Os traços, as curvas, os círculos são traçados, Os arrependimentos encobertos E esse deus criador se move em esperança! Nasce um mundo encoberto pelas tintas Parido pelas mãos de um pintor!