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Frases de Savanarola

7 frases

Passo agora da vida horas Mirando a caixa de luzes E contando letras pra extravasar
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Passo agora da vida horas Mirando a caixa de luzes E contando letras pra extravasar Vejo-me trincar a face ao mundo Como uma barra de chocolate E não sinto sabor algum que tem vida Pois não se sente gosto com os olhos É preciso apalpar junto ao rosto Mastigar, engolir, deitar fora sobejos Mas a hipnose da caixa de luzes Faz-me acreditar que tenho o bastante Que não vale a pena o risco de viver Alem do meu gasto horizontes Que morrer em cima do rastro É uma dádiva imerecível O anonimato é uma benção E a dor incondicional a estrada Lembro-me além da curva Chame de medo ou covardia Pois volto o rosto pra meus dedos Condicionados a três letras O mundo, a teia e a amplitude Preso como mosca na rede No epicentro do mundo Nos espelhos que ocultam faces Que a mascara me seja leve Que vida me seja menos ríspida

DIVINA Por quatro décadas Esperou em frente à porta
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DIVINA Por quatro décadas Esperou em frente à porta Do que chamamos de vida Até o dia que chegaria Ainda vestida de branco As rugas acentuavam teus sonhos E eu sem definição Poderia ser qualquer um Na multidão dos astros Pensavas tu que O mais brilhante Só poderia ser ofuscante eu Os olhos, o engano Eu estava chegando A tua galáxia longe da porta Minha luz por ti ainda não vista E com toda pressa Outro sol, cansada da espera Embriagada pelos sonhos Iludida escolheu Já próxima à morte descobre o erro Em orbita definida Olhas para o céu e me ve Brilhante a tua espera em meio ao breu

A moça de cabelos azuis Conte-me os teus segredos, deixa eu te envolver num mundo de ilusão
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A moça de cabelos azuis Conte-me os teus segredos, deixa eu te envolver num mundo de ilusão em meio a culpa e o medo deves resguardar em tudo teu coração. Será que realmente eram lagrimas em seus olhos, Que queria me encontrar só não podia ir Se o que te prendia era somente o teu código, sinceramente você não sabe mentir.

A Roda da Fortuna Deixe-me sorrir Do único motivo aparente
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A Roda da Fortuna Deixe-me sorrir Do único motivo aparente Esquecer-se de viver Já foi um dia tão tedioso Milhões de milhares de atalhos No mesmo papel de parede Perfeitas configurações Interligadas pelo superflor Como da vez que fatiguei Tanto os meus pés ao ponto De comprar uma carruagem Para os que me rodeiam E dormi com tantas mulheres Que me minha luxuria Causou desejo àquelas que nunca Conheceram minha cama E a tolice me engodou tanto Que me tornei aquilo Que todos odeiam Mas com denodo defendem Já foi um dia tão tedioso Esquecer-se de viver Do único motivo aparente Deixe-me sorrir

SUBLIM-AÇÃO IMPRÓPRIA Meu canto fica calado No canto de uma casa,
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SUBLIM-AÇÃO IMPRÓPRIA Meu canto fica calado No canto de uma casa, Como peça de lego que não se casa,conforme as extremidades. Que peça logo destino que me conforme, Num momento do passado, Em que foi passado a limpo toda minha verdade Nas águas de um crisol ela nada, Em meio ao fogo infinito de quase nada Arde minha alma e não muda No canto da casa, ela continua muda, calada.