A liberdade plena é reconhecer que amar é, paradoxalmente, a maior entrega e o mais profundo ato de autonomia.
Frases de Santiago Vento
11 frases
Ecologias de Mim Sou feito de círculos concêntricos, onde o eu se forma na dança do outro,
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Ecologias de Mim Sou feito de círculos concêntricos, onde o eu se forma na dança do outro, na casa, na rua, na pele dos dias, na palavra que me disseram e naquela que nunca ouvi. No primeiro círculo, tocam-me os olhos, as mãos que me embalam e moldam; no segundo, cruzam-se caminhos, ecos de vozes e silêncios de quem passa. Mais longe, decisões sem rosto alteram o chão onde caminho — leis, rotinas, ausências e horários, tudo aquilo que não vejo, mas que me constrói por dentro. No mais vasto dos mundos, vive o tempo, o espírito, a cultura, as ideias que nos formatam o sentir, as crenças que pesam sobre o corpo como uma herança invisível. E entre cada camada de mim, há um fio que me costura: a história. O tempo a escorrer-me nos ossos, a infância que volta, a mudança que nunca cessa.
A verdade é que a liberdade assusta. Exige coragem. E, tantas vezes, é mais fácil vestir uma máscara do que enfrentar o desconforto de viver com autenticidade. Acabamos por nos habituar à prisão confortável que construímos. Chamamos-lhe estabilidade.
As mãos que tocam são o limiar onde o sujeito se perde para se reencontrar no outro. E o reencontro é a carne rasgada pelo desejo de ser inteiro outra vez.
O amor é a única escolha que nos escapa ao livre-arbítrio, nasce antes da decisão e resiste à razão.
Quando o medo de perder é maior do que a alegria de partilhar, o amor já não respira — sufoca.
A dependência pede garantias. O amor verdadeiro confia no que é incerto.
Escolher por nós próprios é, antes de mais, um ato de coragem. É dizer: “Permito-me viver a minha verdade, mesmo que isso desaponte quem só amava a minha versão editada.”
A ecologia da vida humana ensina-nos algo precioso: os sistemas onde vivemos moldam-nos. E se nos moldam, também podem ser moldados.
Há quem ame para preencher o vazio, e há quem ame para compreender o próprio abismo.
Entre o corpo e o pensamento, o eu hesita, vacila, e se fragmenta. Não sou apenas carne, nem só razão,
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Entre o corpo e o pensamento, o eu hesita, vacila, e se fragmenta. Não sou apenas carne, nem só razão, sou o espaço onde o impossível ganha forma. Neste limiar de dúvida e esperança, descubro que ser é perder-se, e que a verdade do ser se esconde no gesto frágil do instante.