Pular para o conteúdo

Frases de Santiago Pontes Freire Figueiredo

13 frases

"Decepção tem nome e sobrenome É ausência do que não foi vivido Visto, sentido, ouvido, tocado...
Continuar lendo

"Decepção tem nome e sobrenome É ausência do que não foi vivido Visto, sentido, ouvido, tocado... Recitado, lambido ou acarici⁠ado. Enfim... É lembrança ruim do que não se teve E, no campo da eternidade, Nunca mais retornará" (Homem do mar, p. 55)

⁠"Não sou capaz de olhar-te E não lhe imaginar ao meu lado Caminhando na areia
Continuar lendo

⁠"Não sou capaz de olhar-te E não lhe imaginar ao meu lado Caminhando na areia E o vento batendo no cabelo Não sou capaz de ouvir-te Sem me derreter por inteiro Com o doce sussurro da sua voz Que clama por carinho Não sou capaz de tocar-lhe E não estremecer o meu corpo Suar frio e o coração acelerar Sou incapaz de tê-la pela metade Não quero ser subterfúgio Das noites mais terríveis De solidão Sou capaz de ser exatamente o que sou De te olhar exatamente como te olho E me apaixonar todos os dias pela sua voz Sou capaz de encarar o desconhecido Mover céus e terra Estar preparado na paz ou na guerra Mas sou incapaz de esperar Por aquilo que insiste em nunca chegar" (Homem do mar, p. 16)

⁠"Madrugada... Onde os segredos se revelam A inspiração bate na porta
Continuar lendo

⁠"Madrugada... Onde os segredos se revelam A inspiração bate na porta Deixe-a entrar. Madrugada... Um convite muda tudo Da cama para o bar E novamente para a cama Nunca sozinho. Madrugada... Sentado na calçada E um violão a tocar Dormir nem pensar. Madrugada... Quando os casados se embrulham Tornando-se literalmente um só Gozando a vida e os lençóis Fazendo da noite o mais belo dia. Madrugada, pra onde vai? Não me deixe aqui sozinho sem paz Me traga o teu frio e me consola Me cega com a mais bela dama Afunda-me nos mais profundos sonhos Só pr'eu nunca mais acordar Madrugada" (Homem do Mar, p. 13)

1º DE ABRIL⁠ O que fazer Quando um homem se torna
Continuar lendo

1º DE ABRIL⁠ O que fazer Quando um homem se torna Aquilo que jurou combater E os demônios Que sussurram ao seu ouvido Sem medo do perigo Dilaceram a esperança Coagulando os sonhos Espremendo o amor? Eis o último gemido Desse indivíduo Que há muito está perdido Nas teias que mesmo produziu Conceitos mentirosos Primeiro de abril... Fim