Doce amor comparsa Mãos límpidas de minh´alma Que desconsolada caminha
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Doce amor comparsa Mãos límpidas de minh´alma Que desconsolada caminha Por entre os versos e memórias
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Doce amor comparsa Mãos límpidas de minh´alma Que desconsolada caminha
Doce amor comparsa Mãos límpidas de minh´alma Que desconsolada caminha Por entre os versos e memórias
O tempo pode ser um pesadelo Passando amargo e frio em nossas vidas Tomando todas as nossas energias
O tempo pode ser um pesadelo Passando amargo e frio em nossas vidas Tomando todas as nossas energias Levantando e abrindo feridas
E agora somos apenas eu e minhas pernas errantes Similar a pedra solitária Sem seu melhor camarada
E agora somos apenas eu e minhas pernas errantes Similar a pedra solitária Sem seu melhor camarada Ambos mazelando a amizade Toma lá teu caminho A teia construída se arrebentou Por meio dos laços quebrados deste fraterno amor
O tempo prega várias peças Sem entregar o roteiro final É ele quem encerra a cena
O tempo prega várias peças Sem entregar o roteiro final É ele quem encerra a cena Ou inicia o ato.
Caminho agora sem alma amiga Com problemas, dores, felicidades tão somente meus Peito e abdome ardem
Caminho agora sem alma amiga Com problemas, dores, felicidades tão somente meus Peito e abdome ardem Diante do pleito derramado travado entre nós Duas almas celestes, orgulhosas
Seguiremos avante Cada um por seu percurso Braços fortes e relutantes
Seguiremos avante Cada um por seu percurso Braços fortes e relutantes Pernas vigorosas Cabeças erguidas Mãos sempre a germinar o doce caule torto Das nossas existências Cumpriremos nossa sorte Sob membros fortes Sem choros ou melúrias Visto que tudo foi esplêndido Cruzaremos outros caminhos Outros destinos Dentro de mim tudo vai cortando Rasgando Dilacerando Um punhal de dor trinchando por dentro Ferindo Abrindo Raiva Ódio Dor Lamento Confundindo tudo Sentimentos puros Perturbando o tino Entre mim e meu mais fiel amigo.
Outrora me edificarei em braços castos ou sozinha Sem vestimentas de ilusões Certa que nossa casa não está de pé sob a areia
Outrora me edificarei em braços castos ou sozinha Sem vestimentas de ilusões Certa que nossa casa não está de pé sob a areia Rochoso é o nosso solo
Firmei mais que apreço Santa Irmã
Firmei mais que apreço Santa Irmã Candura Ternura Consoladora Profetiza Ungindo Sacramentando Teus pecados mais vis
NOITE: ARDOR E MELANCOLIA. Olho em volta pelas ruas aonde ando, Ouço o silêncio que vem junto com o medo
NOITE: ARDOR E MELANCOLIA. Olho em volta pelas ruas aonde ando, Ouço o silêncio que vem junto com o medo De encontrar o desespero, de ouvir um grito Ou ecoar um berro ou escutar tiros de balas Noite cruel, malina, traz consigo seus estragos. Ah, negra amarga! Auspiciosa e voraz Não baila mais a minha lida Companheira de tantas outras datas Agora, fadigo nos fiéis compromissos da vida. Que saudade de ti, menina... Lembro de nossa amizade, Quanta cumplicidade, alegrias, dores e amores. Carregas comigo um laço que teimas em não desfazer Porque como a ti, sou negra, obscura, estranha, cruel, malina, Doce, meiga, afável, bela, serena, acolhedora e encantadora. Amada escuridade, Não aguento mais este cativeiro de livros, pdfs e artigos; Preciso de ti, do teu consolo, do teu abraço, do teu corpo; Corpo esse que me blinda de romance e longas histórias; Por isso te quero novamente em minha vida! Somos mais que amigas... Pelos locais que encosto, buscando abrigos, sorrisos, Vejo que tens outros amantes, felizes, e assim, Embebeda-nos com teus contos, mentiras, E cheiro fétido de cerveja passada no chão, Junto a baganas de cigarros mal tragados. Eu queria poder me separar de ti, Não te ver mais, não te desejar, Mas tudo que sei, nesses últimos dias, É pensar, quão bom seria estar de preto Sem me preocupar com as horas. E assim, vou seguindo meus dias... Imaginando o momento que andarei por tuas ruas, Dobrarei tuas esquinas, beberei do teu mel, Sem me preocupar com o fel da ressaca no dia seguinte, Somente por te amar, por não conseguir te esquecer, Por te ansiar nesta dura rotina. Não desista de mim! Espere! Pois em breve meu corpo vagará por ti, Desfrutando de cada néctar que emana do teu existir E continuarei a persistir até que meus dias findem Ou que haja um significado existencial pra não te querer, Madrasta noite, Me tens em ti... Mesmo levando minha santidade... Meu resguardo espiritual... Minh´alma à perdição.... Sou tua refém, Sem saber como fazer... Sentindo o enorme amor... Sem capacidade de administrá-lo... Sempre acabo me entregando a ti... O que fazer Pra não mais Querer-te assim, Diante da mania, Chona, concubina, amada?! Noite traíra, dissimulada, ácida, pacata, gentil e amiga... Santa Suellen.