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Frases de Sandro kretus

295 frases

O homem tem mais neurônios que as mulheres, não para ser mais inteligente, mas sim para compreender a superioridade delas.
O gótico Eu sou o poeta da escuridão que semeia em frios jardins
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O gótico Eu sou o poeta da escuridão que semeia em frios jardins flores mortas com as pálidas mãos Sou o ser escuro que vigia a noite com o olhar de vampiro buscando encontrar a beleza que se esconde em cada sombra Meus olhos pintados de preto vêem o que não pode ser visto pelos olhos mortais Eu sou a bruma noturna o ouvido dos Gárgulas nas catedrais Eu vagueio nos céus escuros onde os olhos dos corvos brilham no mágico crepúsculo Nas trevas vejo a luz que poucos ainda produz e na terra onde os seres do dia rastejam plano suavemente com minhas asas de anjo negro Minha solidão devora as horas esperando o dia terminar até cair sobre mim o manto da noite onde sonho acordado sem despertar Meus versos escritos com sangue deslizam como uma chuva tépida nos prédios abandonados onde deixo o lamento de um mundo doente gravado Doenças deixadas pelos seres do dia que destroem o mundo com sua ímpia enfurecida Quem são os estranhos? Ou seriam os loucos? Deixe-me só com minha tristeza pois o que resta é chorar afinal, alguém precisa chorar então que seja eu o ser da escuridão o Nosferatu Deixe-me acender minha fogueira na terra das almas mortas quero deitar-me sobre as lapides frias e tortas deixadas pelos seres de outrora Deixe-me cantar nas entranhas escuras Close to me o mundo está doente talvez não há mais cura alguém precisa chorar então que seja eu o ser da noite escura

Marie Anne Estava ela desesperada, correndo em um corredor infinito e sombrio A sua frente um grito de terror anunciava a chegada de um vulto
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Marie Anne Estava ela desesperada, correndo em um corredor infinito e sombrio A sua frente um grito de terror anunciava a chegada de um vulto ao olhar para o lado, Marie Anne avistou uma pequena janela e ao olhar para fora, viu três fileiras de pessoas com as cabeças brancas que a acenavam, pedindo-lhe para pular Marie Anne colocou a metade de seu corpo para fora da janela e quando foi impulsionar-se para o salto, foi surpreendida por uma guerreira vestida com uma roupa prateada, que a puxou com extrema violência, a misteriosa mulher sacou uma espada de fogo, dizendo-lhe que estava ali para salva-la. Marie Anne sentiu-se aliviada, mas ao olhar nos olhos da heroína, sentiu um aperto em seu coração, voltou então a correr no infinito corredor, a sua frente apenas a escuridão, der repente, um clarão se fez, e Marie Anne foi lançada a um labirinto luminoso, ao sair do labirinto, Marie Anne avistou um imenso jardim colorido, coberto de flores brilhantes, a sua frente, um leão sem dentes lhe sorria, Marie Anne então deitou-se no jardim e mergulhou, naquela intensa fantasia.

Sol negro Fitei meus olhos no horizonte Onde um sol negro despertava
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Sol negro Fitei meus olhos no horizonte Onde um sol negro despertava Em minha memória veio a lembrança Dos tempos de outrora Onde a luz existia Repleta de glória Lembrei-me das aves que cruzavam os céus Passeando na plenitude, pairando como algodões Na leveza das nuvens Lembrei-me do mar que banhava as praias com seu manto Beijando com espumas de prata Águas salgadas de pranto E as arvores? Ah! Que saudade das arvores Que verdejavam as florestas e os campos E agora o que resta? Além de brasas e cinzas dispersas Lembrei-me das pessoas Os humanos antes tinham pele e cabelo E também não eram tão tristes quanto hoje A melancolia me atinge E do meu rosto uma lágrima se lança ao desespero Meus olhos sem cílios prantam em silêncio. Ao ver de longe, o astro onipotente Que antes era rei E agora é apenas, uma estrela carente

O teatro Van Tepes Porto Alegre 1851 -Havia muito sangue nas cortinas?
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O teatro Van Tepes Porto Alegre 1851 -Havia muito sangue nas cortinas? Perguntou a governanta para sua sobrinha Carmem Lucia -Desta vez até que não havia muito sangue- Respondeu-lhe -Eram muitos? Quero dizer, estavam todos no palco? Todos os 9 ? O menino também estava? -Estavam todos, titia, todos eles -Quantos foram mortos desta vez? Quantas pessoas? -Não sei, creio que três ou quatro -Oh! Meu Deus! Meu Deus! Isto tem que parar todos os dias essa carnificina e nós vivendo debaixo do mesmo teto que eles e o pior é que não podemos fazer nada -Somos apenas os empregados, tia, estamos aqui para servi-los -Não sei porque seu tio foi aceitar este emprego não suporto mais trabalhar para estes monstros antes ao menos, matavam somente animais porque tinham de vir para capital e comprar este maldito teatro? Deveríamos ter ficado na fazenda vou lhe dizer Carmem, já estão desconfiando não vamos conseguir manter este segredo por muito tempo depois do desaparecimento daquele padre a coisa piorou, não deveriam ter feito aquilo -É melhor ficarmos quietas, tia, vamos fingir que não sabemos de nada e depois, não temos nada a reclamar, vivemos muito bem aqui temos casa, comida e ainda ganhamos um bom dinheiro -Mas já estão a fazer perguntas Carmem os vizinhos estranham o fato de só aparecerem á noite não há uma viva alma, que ao bater na porta, não estenda a vista para especular, o carteiro, o padeiro..estou lhe dizendo Carmem, estão a desconfiar -A senhora não comentou nada com ninguém? Não é mesmo tia Dolores? -Não, valei-me Deus! Mas vou confessar-te ás vezes tenho vontade de ir até policia e contar tudo é abominável o que fazem! Nossa senhora! Não gosto nem de pensar estes demônios vieram de Roma para devastar esta cidade -Eles não vieram de Roma, tia, vieram da Romênia - Pra mim é tudo igual, não fica lá na Europa ? Acho que nunca deveriam ter saído de lá!! Agora isso! Comprar um teatro bem debaixo da catedral admiro muito quem vendeu para eles o que não fazem por dinheiro!! -Eles ofereceram uma boa cifra pra prefeitura -Mas e o bispo? Ele foi contra a construção do teatro imagina! Um teatro debaixo da terra, bendita hora que aqueles padres foram encontrar essa câmara subterrânea -O salão foi construído muito antes da catedral, tia o senhor Van Tepes dize, que seu antepassado a construiu no século XV, na idade média. -Mas porque aqui em Porto Alegre? Porque eles tinham de vir pra cá? Estes dias já vi a policia rondando o casarão, tem muita gente desaparecida Carmem Lucia, eles vão acabar descobrindo, só queria saber aonde escondem os corpos -E porque esconderiam os corpos, tia? -Ora, Porque? Eles são assassinos, matam as pessoas cruelmente esse teatro é só uma fachada, tu sabes muito bem disso, porque perguntas Carmem Lucia? - Eles não matam as pessoas, tia Dolores -Como que não, eu mesmo vi com meus próprios olhos, eles apunhalaram aquela mulher com uma adaga, depois sugaram todo seu sangue, por Deus, eu vi!! -Na verdade ela não morreu -Não! Aquilo não era encenação Carmem, foi a única vez que fui aquele teatro, e vi coisas horríveis acontecerem lá, eles mataram aquele mulher assim como mataram centenas de pessoas -Talvez eles só tenham morrido para esta vida -O que estas dizendo Carmem? Como podes pensar assim? -Acho que está na hora de saberes a verdade, tia Dolores -Que verdade? O que esconderam de mim? -Os Van Tepes não estão matando as pessoas, estão criando uma nova raça.. Todos que estão desaparecidos foram transformados....a senhora sabe no que -Por Deus! O que estas dizendo Carmem Lucia? Seu tio sabe disso? Porque não me contaram? -O senhor Van Tepes pediu para guardarmos segredo, a senhora é leviana, tia, tem a língua muito solta, mas agora não tem mais como esconder -Mas aonde estão? Aonde estão estes monstros? -Como a senhora bem sabe, o teatro Van Tepes é uma fachada o interior do teatro esconde uma passagem para uma cidade subterrânea construída á milênios atrás, é lá que uma nova raça aguarda sua hora, a hora de governar este mundo -Por Deus! Estão criando demônios! Então é isto que estão fazendo? Malditos! Vou embora desta casa agora, vou contar tudo a policia temos de nos apressar, ainda é dia, eles ainda estão dormindo vamos, vamos, arrume suas coisas, onde está a Dorotéia? Vais chamar tua prima, vai, depressa! -Ela não está em casa, tia Dolores -Como assim? Ela não estava contigo ontem? Não foram juntas ao teatro? -Ela não voltou........ -O que? Ah! Meu Deus! Meu Deus! O que fizeram a minha filha? -Ela está dormindo agora Porque Carmem? Porque fizeram isso? -Era a única maneira de mantê-la aqui, tia, este segredo é muito precioso a senhora é a governanta desta casa, eles precisam de nós, quem cuidará deles quando estiverem dormindo? Ser como eles, não é tão ruim quanto pensas, eles falaram que depois da Dorotéia, eu serei a próxima, mas para isso é preciso que a senhora continue nesta casa -Não deveriam ter feito isto com minha filha -Foi a única maneira de convencê-la, tia, não se preocupe, Dorotéia está bem -Eu nunca mais vou ver minha filha, Carmem? -Poderá vê-la todas as noites no teatro, ela começa hoje o senhor Van Tepes deixou estas entradas para senhora, é do novo espetáculo, Hamlet, de Willam Shakespeare, aquele autor inglês que a senhora tanto gosta, ele reservou um camarote só para nós, já falei com o titio, ele está preparando uma carruagem, iremos com eles, agora mais do que nunca, fazemos parte desta família, não fique triste, tia, enxugue essas lágrimas, Dorotéia não vai gostar de ver-te assim, hoje é sua grande estréia no Van Tepes, a casa vai estar lotada................

A mosca e a mortalha Em puro mármore deitou-se suavemente colocando suas mãos pálidas por entre a mortalha
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A mosca e a mortalha Em puro mármore deitou-se suavemente colocando suas mãos pálidas por entre a mortalha se fez um radioso brilho exuberante em volta da rosa luminosa e delicada, que escondida, brilhava mais que a luz debaixo das rendas bordadas o silêncio veio ao encontro da mosca que o tempo todo a rodeava e naquela intensa e clara luz flutuava, porem lentamente se apagava ao apagar-se inteiramente, o radioso brilho ali presente despediu-se, e a mosca com a visão ofuscada, adentrou por debaixo das rendas bordadas, pousando na rosa desabrochada desesperada, tentava encontrar aquela luz, que subitamente se dispersara convencida de assim tê-la perdido, se pôs a chorar deixando cair uma lágrima quadriculada e na sinfonia póstuma que ali se anunciava, a pequena mosca então sorriu, ao ver as chamas das velas enfileiradas e assim, deitada ao perfume da bela rosa ambas adormeceram iluminadas.

Soneto do tempo Penso no tempo que não volta mais O tempo que voa com a eletricidade
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Soneto do tempo Penso no tempo que não volta mais O tempo que voa com a eletricidade Que castiga com seus temporais Destruindo templos e cidades O tempo que passa sem ser percebido Pelos meros e pobres mortais Que jaziam no limbo esquecido E se vão como folhas nos vendavais Ah! Tempo! Inimigo perpétuo O que fazes tu no meu caminho? Se pudesse andava sozinho Sem pisar nas tuas armadilhas Sem prender-me em tua prisão Tempo, o que fazes tu na exatidão?