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Frase de Sandro kretus

O teatro Van Tepes Porto Alegre 1851 -Havia muito sangue nas cortinas? Perguntou a governanta para sua sobrinha Carmem Lucia -Desta vez até que não havia muito sangue- Respondeu-lhe -Eram muitos? Quero dizer, estavam todos no palco? Todos os 9 ? O menino também estava? -Estavam todos, titia, todos eles -Quantos foram mortos desta vez? Quantas pessoas? -Não sei, creio que três ou quatro -Oh! Meu Deus! Meu Deus! Isto tem que parar todos os dias essa carnificina e nós vivendo debaixo do mesmo teto que eles e o pior é que não podemos fazer nada -Somos apenas os empregados, tia, estamos aqui para servi-los -Não sei porque seu tio foi aceitar este emprego não suporto mais trabalhar para estes monstros antes ao menos, matavam somente animais porque tinham de vir para capital e comprar este maldito teatro? Deveríamos ter ficado na fazenda vou lhe dizer Carmem, já estão desconfiando não vamos conseguir manter este segredo por muito tempo depois do desaparecimento daquele padre a coisa piorou, não deveriam ter feito aquilo -É melhor ficarmos quietas, tia, vamos fingir que não sabemos de nada e depois, não temos nada a reclamar, vivemos muito bem aqui temos casa, comida e ainda ganhamos um bom dinheiro -Mas já estão a fazer perguntas Carmem os vizinhos estranham o fato de só aparecerem á noite não há uma viva alma, que ao bater na porta, não estenda a vista para especular, o carteiro, o padeiro..estou lhe dizendo Carmem, estão a desconfiar -A senhora não comentou nada com ninguém? Não é mesmo tia Dolores? -Não, valei-me Deus! Mas vou confessar-te ás vezes tenho vontade de ir até policia e contar tudo é abominável o que fazem! Nossa senhora! Não gosto nem de pensar estes demônios vieram de Roma para devastar esta cidade -Eles não vieram de Roma, tia, vieram da Romênia - Pra mim é tudo igual, não fica lá na Europa ? Acho que nunca deveriam ter saído de lá!! Agora isso! Comprar um teatro bem debaixo da catedral admiro muito quem vendeu para eles o que não fazem por dinheiro!! -Eles ofereceram uma boa cifra pra prefeitura -Mas e o bispo? Ele foi contra a construção do teatro imagina! Um teatro debaixo da terra, bendita hora que aqueles padres foram encontrar essa câmara subterrânea -O salão foi construído muito antes da catedral, tia o senhor Van Tepes dize, que seu antepassado a construiu no século XV, na idade média. -Mas porque aqui em Porto Alegre? Porque eles tinham de vir pra cá? Estes dias já vi a policia rondando o casarão, tem muita gente desaparecida Carmem Lucia, eles vão acabar descobrindo, só queria saber aonde escondem os corpos -E porque esconderiam os corpos, tia? -Ora, Porque? Eles são assassinos, matam as pessoas cruelmente esse teatro é só uma fachada, tu sabes muito bem disso, porque perguntas Carmem Lucia? - Eles não matam as pessoas, tia Dolores -Como que não, eu mesmo vi com meus próprios olhos, eles apunhalaram aquela mulher com uma adaga, depois sugaram todo seu sangue, por Deus, eu vi!! -Na verdade ela não morreu -Não! Aquilo não era encenação Carmem, foi a única vez que fui aquele teatro, e vi coisas horríveis acontecerem lá, eles mataram aquele mulher assim como mataram centenas de pessoas -Talvez eles só tenham morrido para esta vida -O que estas dizendo Carmem? Como podes pensar assim? -Acho que está na hora de saberes a verdade, tia Dolores -Que verdade? O que esconderam de mim? -Os Van Tepes não estão matando as pessoas, estão criando uma nova raça.. Todos que estão desaparecidos foram transformados....a senhora sabe no que -Por Deus! O que estas dizendo Carmem Lucia? Seu tio sabe disso? Porque não me contaram? -O senhor Van Tepes pediu para guardarmos segredo, a senhora é leviana, tia, tem a língua muito solta, mas agora não tem mais como esconder -Mas aonde estão? Aonde estão estes monstros? -Como a senhora bem sabe, o teatro Van Tepes é uma fachada o interior do teatro esconde uma passagem para uma cidade subterrânea construída á milênios atrás, é lá que uma nova raça aguarda sua hora, a hora de governar este mundo -Por Deus! Estão criando demônios! Então é isto que estão fazendo? Malditos! Vou embora desta casa agora, vou contar tudo a policia temos de nos apressar, ainda é dia, eles ainda estão dormindo vamos, vamos, arrume suas coisas, onde está a Dorotéia? Vais chamar tua prima, vai, depressa! -Ela não está em casa, tia Dolores -Como assim? Ela não estava contigo ontem? Não foram juntas ao teatro? -Ela não voltou........ -O que? Ah! Meu Deus! Meu Deus! O que fizeram a minha filha? -Ela está dormindo agora Porque Carmem? Porque fizeram isso? -Era a única maneira de mantê-la aqui, tia, este segredo é muito precioso a senhora é a governanta desta casa, eles precisam de nós, quem cuidará deles quando estiverem dormindo? Ser como eles, não é tão ruim quanto pensas, eles falaram que depois da Dorotéia, eu serei a próxima, mas para isso é preciso que a senhora continue nesta casa -Não deveriam ter feito isto com minha filha -Foi a única maneira de convencê-la, tia, não se preocupe, Dorotéia está bem -Eu nunca mais vou ver minha filha, Carmem? -Poderá vê-la todas as noites no teatro, ela começa hoje o senhor Van Tepes deixou estas entradas para senhora, é do novo espetáculo, Hamlet, de Willam Shakespeare, aquele autor inglês que a senhora tanto gosta, ele reservou um camarote só para nós, já falei com o titio, ele está preparando uma carruagem, iremos com eles, agora mais do que nunca, fazemos parte desta família, não fique triste, tia, enxugue essas lágrimas, Dorotéia não vai gostar de ver-te assim, hoje é sua grande estréia no Van Tepes, a casa vai estar lotada................

Sandro kretus

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Pensador.com

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Expurgo De mim foram tiradas as vísceras apodrecidas Junto com as feridas de um mundo adoentado
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Expurgo De mim foram tiradas as vísceras apodrecidas Junto com as feridas de um mundo adoentado Outrora envenenado pelos reis das províncias E machucado pelos gigantes atormentados Não há cura onde a real loucura predomina O louco não consegue gritar quando a mente o domina Restos são restos, e o que sobra para os insetos? Que de longe chegam perto de nossa hegemonia A insustentável razão de um ser humano incrédulo Que com seu apego, apelo, apreço Paga seu preço pela sua inevitável ignorância Que desde a infância constrói seus castelos E desenha sois amarelos Desejando um dia ser feliz

As flores de tuas mãos Ninguém pode ver-te Ninguém pode sentir-te como eu sinto
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As flores de tuas mãos Ninguém pode ver-te Ninguém pode sentir-te como eu sinto Ninguém pode sentir o toque de tuas mãos, porque agora entre nós só existe a chuva Ninguém pode tirar-te de mim, pois meu amor é forte e profundo Mesmo que ceguem meus olhos, poderei ver-te Mesmo que silenciem meus ouvidos, ouvirei tua voz, porque sei que Deus mandou- me um anjo, e mesmo sem assas, voaremos juntos no céu Veja aquelas flores que nascem, cada uma delas guarda um segredo, e nas pétalas de cada uma está escrito o teu nome Ouça o vento que suspira por ti, em cada sopro meu coração se eleva junto com as folhas perdidas e esquecidas de amor Agora sinta meu amor, e veja que sou as flores que estão em tuas mãos Veja que sou o vento que suspira em teu corpo Veja que sou o homem que espera por ti, sem mesmo saber se um dia irá chegar.

Soneto ás mulheres Que todas as mulheres sejam felizes Por darem vida a minha existência
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Soneto ás mulheres Que todas as mulheres sejam felizes Por darem vida a minha existência Que todas as mulheres sejam amadas Como deusas, rainhas, imperatrizes Que todas as mulheres sejam realizadas Que o amor se faça como uma dádiva Que de suas almas sejam tiradas as cicatrizes Do coração de toda mulher mal amada Que o amor se faça como um presente Dando luz a vida de todas as mulheres Acalentando seus corações carentes Que todas as rosas possam juntar suas pétalas Em um único altar deixar suas mágoas e promessas No altar do meu coração, o amor é o que ainda resta