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Frases de Sandra Helena Queiróz Silva

49 frases

VARAL ESTENDIDO Lençóis estendidos, debelados de apontamentos. Somam um bocado de biografias estendidas
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VARAL ESTENDIDO Lençóis estendidos, debelados de apontamentos. Somam um bocado de biografias estendidas Colorindo os dias no balanço do vento Presos no varal estendido... Cravejados de perfumes, percepção de júbilo. Marcas deixadas no encantamento dos dias O sol contempla na sombra dos reflexos preenchidos Esvoaçando em breves movimentos Um passado interligado ao presente, junção ao futuro... Peças contemplativas no espaço escolhido Esperas de momentos vindouros que não findou Saudades latejantes de um coração - amor Estendidas no varal colorindo o mundo ao redor Sem vendavais, aguaceiro ou torós. Somente unindo os lençóis – recordação Sentidos e vividos na choupana da emoção...

SEGREDOS DESNUDOS Existe versos que nos tocam Com a mesma intensamente se tivesse boca.
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SEGREDOS DESNUDOS Existe versos que nos tocam Com a mesma intensamente se tivesse boca. Palavras de ternura, de espera... De enorme amor, de promessa louca. Expressões despidas que roçam Qual a noite que invade meu rosto Por vezes se recusam Sem deixar um desgosto De repente avivadas Entre vocábulos sem cor Anunciadas repentinas Como a inspiração ou o amor. Palavras que nos conduzem Aonde a crepúsculo é mais forte Ao segredo dos amantes Abraçados sem norte...

FLERTANDO MINHA ALMA Na imensidão do meu ser Fiz morada num castelo de sonhos
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FLERTANDO MINHA ALMA Na imensidão do meu ser Fiz morada num castelo de sonhos Revertia em meus olhos um encontro solitário Capaz de mensurar as necessidades interiores Gritando e clamando por um minuto de atenção Flertei a minha alma, como se flerte um amor à primeira vista. Deixei fluir a essência de sentimentos contidos Um namoro entre o corpo com alma Flertei de leve sem medo de toca-la apalpando suavemente Buscando entender a complexidade das formas O corpo entrelaçou a alma e fizeram um bailar de momentos Esquecidos, apagados e lembrados a cada passo dado. Deste flerte minha alma fixou um ponto de apoio Olhei na profundidade conforme o meu alcance Vislumbrando a vida de outra forma Onde o corpo esvanece enquanto a alma floresce... Assim, flertei minha alma...

CANÇÃO MATINAL... Recitas em meus ouvidos uma canção matinal... Ergues a taça para um brinde de encontros...
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CANÇÃO MATINAL... Recitas em meus ouvidos uma canção matinal... Ergues a taça para um brinde de encontros... Desencontros na contramão da vida... Suspiros e sorrisos de contemplação O dia enaltece... Um rouxinol voejando Nos arbustos da imaginação/momento... Dissipa os nevoeiros da saudade que inflamam Dos lábios que não se tocam... Dos corpos que não se ajustam... Dos olhos que não sabem o seu fulgor Um amor que nunca penetrou em minha concupiscência Nem deixou seu perfume, nos poros de minha epiderme Colidem nas barreiras de um tempo de outrora Nas relvas distantes... De um encontro que ainda não nasceu... Aguardando uma canção matinal...

⁠O vento de leve acariciava meus cabelos dourados. Meu coração alado, viajou entre o pôr do sol na visão além dos olhos físicos, pura contemplação da alma com calma. Plainavam entre os pássaros nas proximidades da colina
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⁠O vento de leve acariciava meus cabelos dourados. Meu coração alado, viajou entre o pôr do sol na visão além dos olhos físicos, pura contemplação da alma com calma. Plainavam entre os pássaros nas proximidades da colina Uma profundidade interior avassaladora, me arrebatava entre o mundo que descortinava Longe das agitações urbanas do vai e vem veloz do passar das horas Apreciava o belo, direcionando meu pensamento para alguma coisa diferente sem ser superficial Assim, corria meu coração alado voava no mar de luz e o sol permaneceu em mim. Percebia a Luz Divina, é ali que a alma pode volitar e ao mesmo tempo onde se desenvolve, olhando, amando e conhecendo quem foi o Criador. Arquiteto das mais belas pinceladas de perfeição, senti que quando a alma se converte num coração alado, poderá conhecer o que procuro no conhecimento lendo o Livro da Existência. Quando desenvolvemos o dom de amar com os olhos da simplicidade, podemos abraçar as coisas intangíveis e compreender a grandeza de estar em constante harmonia com a nossa natureza e a que deixamos de admirar todos os dias. Meu coração alado, voejou por flores solitárias que são regados pela chuva e regressou sem cansaço das peregrinações que se permitiu num domingo qualquer, ser banhado de luz na compreensão de ver além do que observo e sentir de onde eu venho e retornarei...

⁠CONFIDÊNCIAS A DRUMMOND “No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho”.
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⁠CONFIDÊNCIAS A DRUMMOND “No meio do caminho tinha uma pedra tinha uma pedra no meio do caminho”. Não julgue meu caminho por ter uma pedra Peguei um atalho no desatino Nasci na sombra dos esquecidos Tenho fome de amor, de pão e de carinho Descanso no teu colo poeta, no meio do caminho Entre a fumaça e o cachimbo Tem uma pedra no meu caminho... Sou alvo do descaso, sem esperança no teu colo cochilo São dias e noites fadigados neste corpo franzino No meio do caminho tem uma pedra, desta pedra perdi todo o meu caminho...

⁠PENÚRIA Marcas definidas pelo cansaço É a penúria transpirando a cada dia
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⁠PENÚRIA Marcas definidas pelo cansaço É a penúria transpirando a cada dia Não deixando faltar o sustento à família Olhos lagrimejam pelo sofrimento do descaso de ser humilde Desde o amanhecer ao anoitecer suas mãos calejadas suplicam um pouco de paz Há sossego em suas noites com o corpo fadigado pelo sol escaldante Na rede estendida Batalhando para sobreviver, reza com fé. Agradece com o coração em lamúrias Sabendo que lá do alto tem um por que São vidas que se arrastam na humildade e expiação Aceitando a realidade dura Na pele dorida, mãos em feridas, rosto enrugado de agonia. Expressão de angústia nos olhos Retratando um semblante cansado da própria vida...

⁠A Lua refletindo seu brilho nas ondas do mar Bordado prateado, alegoria natural. Lucidez de obra divina
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⁠A Lua refletindo seu brilho nas ondas do mar Bordado prateado, alegoria natural. Lucidez de obra divina Enredo de embalos de ninar Estrelas a brincar Vislumbro este magnífico reluzir Sou a lucidez do olhar Fitando o brilho enfeitiçando a noite Meus cabelos voam com a brisa O frescor da aragem permite reviver momentos Lembrar alegrias, vividas e sonhadas... São castelos que se constroem com o tempo... Petrifica em areias à beira mar Lucidez de construção sem alicerce A espera de uma onda a quebrar Derrubando a cegueira e lucidez Num abismo de enganos...

O coração de um poeta é uma mistura de variados ritmos Vai do tango ao samba Em passos miudinhos
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O coração de um poeta é uma mistura de variados ritmos Vai do tango ao samba Em passos miudinhos Na boa ginga manda o recado Que parceria é essa, compadre Deixa qualquer romântica sem fôlego Tiro o chapéu por sua maestria Samba miudinho no teu compasso Neste passo de bom sambista No amor és afinado e requintado Faz de mim a bailarina de sonhos Segura estou em teus braços Entrelaçada neste abraço Se me perco ou me acho Neste compasso... De amor, alma e parceria Não brinque com este coração Parceiro Depois que o Amor se instala No coração quer abrigo No teu colo descansar Deixando as horas soltas Nos desejos e na ânsia de te amar... Vai que dá um samba, sabe lá.

⁠GIRA(SOL) Viajo solta entre os pensamentos Deleito nos anseios que caem em pequenas gotinhas do mar, entre o Sol a nascer e teu olhar.
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⁠GIRA(SOL) Viajo solta entre os pensamentos Deleito nos anseios que caem em pequenas gotinhas do mar, entre o Sol a nascer e teu olhar. Mergulho nas ondas a quedar na praia, ressurgindo com a brisa soprando de leve meu corpo nudez. Navego nas brumas num torpor de delírios com os arremessos dos teus beijos. Dispersos com o vento na minha direção Atravessando o oceano Acenando e beijando meus lábios Na ternura de um dia de Sol... Gira(sol)

⁠VOEJAR... Refugiei meu olhar num lugar distante... Livre das ambições humanas
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⁠VOEJAR... Refugiei meu olhar num lugar distante... Livre das ambições humanas Vislumbrava paisagens inarráveis Iluminando minha retina Que retina, as emoções de um coração alado Voejava entre as colinas, riachos e por toda a natureza Livre das amarras, que nos enlaçam neste cotidiano nebuloso Entreolhei o lugar, as cores avivadas Uma aquarela de cores de puro encanto Na liberdade de sentir, pisar descalça entre a terra e o mar... Na linha do horizonte, havia um bailado de cores Eram o arco-íris aplaudindo a sinfonia cantada pelos anjos Brindei a vida com um Tim... Tim... Retornei ao meu mundo de reflexão Na compreensão, o que era voar além de mim...

⁠UM FLOREJAR BALSÂMICO Plantei meu corpo num campo florido Brotei com gerânios, alfazemas...
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⁠UM FLOREJAR BALSÂMICO Plantei meu corpo num campo florido Brotei com gerânios, alfazemas... O frescor da natureza miscigena a alma Levantei com raízes profundas Amanhecendo com o florejar balsâmico Lá encontro a paz, harmonia em meus dias... Vasto é o recolhimento no silêncio Parte de mim nasce... Refugia-se das turbulentas agitações cotidianas Florescem pensamentos, atitudes, um bem estar indescritível. Recarrego energias perdidas Chuvisco de gotas caindo do céu Lavam meu corpo por fora e por dentro Limpeza de vestígios de momentos instintivos Recolhimento interior de profundas aspirações Poesias, poemas, contos... Cantos e melodias escutadas na sinfonia da harpa Magistral e celestial que acalenta As noites enluaradas no sol que em mim aquece Os olhos debruçam no sono profundo Acordando com os pássaros em sinfonia Neste amanhecer de mais um dia...

⁠DIVINO ROSEIRAL Distancie-me sobrevoando os jardins do infinito Emoções gotejavam no balanço no meu voo solitário
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⁠DIVINO ROSEIRAL Distancie-me sobrevoando os jardins do infinito Emoções gotejavam no balanço no meu voo solitário Arqueava minhas asas na imensidão de um horizonte Aquietando-me no silêncio de noites serenas Buscando no interior de minhas entranhas Suspiros esquecidos... Mãos entrelaçadas... Sorrisos contagiantes... Olhos brilhantes... Amigos distantes... Retornei aos poucos entre os labirintos Pairei entre os ninhos, caminhos... Arrebatamentos longínquos num espaço de tempo interminável Sobressaltei entre os galhos de um amanhã Senti a plumagem perfeita, refeita e aromal. Descansando nos recantos de um divino roseiral...

⁠Na vida há os rasgos de desenganos Foram dando espaço e tricotei com fios brilhantes os caminhos da Vida... Se tirar o V, teremos só a ida...
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⁠Na vida há os rasgos de desenganos Foram dando espaço e tricotei com fios brilhantes os caminhos da Vida... Se tirar o V, teremos só a ida... Tecendo e bordando Colori a túnica humana emprestada... Com luzes a saltitar Acolhedoras de dias ensolarados e cinéreos Um contraste que há no tempo... Colorindo os dias... Adornado as noites com estrelas a brilhar... Na vida há os rasgos de desenganos Definindo as alternativas por nós escolhidas Neste instante é que entrelaço minhas mãos Que rezam sem terço... Palavras que sobem aos céus Levadas pelos anjos e arcanjos do Infinito A carta entoada por mim Em que Deus lê... Minhas emoções, meus receios, minha oração sem palavras decoradas Aprendendo a conviver com tantas túnicas humanas Em que a lição, não é agravar Somente, ser mais uma semente No jardim que irei plantar... Entre os colibris e as borboletas a bailar Seguindo nesta túnica humana Na humildade de evoluir e melhorar...

⁠DES(VELA)DOS Quantas valas... Quantos choros...
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⁠DES(VELA)DOS Quantas valas... Quantos choros... Quantas saudades... Retrato do cenário atual Luto e lágrimas Seguem sem despedidas Tumuladas em sinfonias funestas Os clarins ecoam no Universo Imediatistas, cáusticas, escárnios De comprometimentos sem compromisso Des(vela)dos Sem velas, sem nada Desnudos de amor, compaixão e respeito Urge dores ecoadas pelo mundo Orações proferidas dos variados Credos Ouvidas nos corredores de muitos abismos Doendo no coração da gente... O que te dói nesse momento? As cenas que encenas? As máscaras que não caem? Escolho as mãos que entrelaçam por um caminho mais ameno, compartilhando do mesmo pão A vida estava com muita pressa, e sem prece... Persiste na contramão da esperança Em que a guerra não adveio do ódio dos homens Aconteceu do misterioso invisível que punge nos arredores da Terra Unindo os povos em prol da solidariedade Do mesmo modo, seguem os nossos Des(vela)dos.... Sem o respeito devido, em suas tumbas frias Aguardando respostas das autoridades...

⁠O POETA E O VERBO AMAR... O amor que a poesia ilustra O poeta é o figurante do verbo amar
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⁠O POETA E O VERBO AMAR... O amor que a poesia ilustra O poeta é o figurante do verbo amar Um dia foi bater à porta do céu Conversar com Criador Por favor, Senhor Tire a venda dos olhos de gente feia Com aparência de bonita Abra a porta da felicidade, retirando as lágrimas dos olhos de quem grita São pequenos sussurros que ecoam do outro lado do mundo Sente a palidez dos rostos desfigurados Seria este o amor que o poeta escreve? Ou a perda de um amado Fugitivo que se esconde num recanto feito um pássaro alado... O poeta vislumbra o belo O amado, o esfomeado, o desesperado, o alucinado... Sem esquecer que há o luar, sem amar Há vida, sem sentido Há repouso, sem sono Uma lição que vem dos firmamentos... Em forma de bênção ou de assossego... O poeta conjuga o verbo amar Em que ama o abstrato Sem toques e mágicas Vem d’alma este Amor Nas entrelinhas que escreve. Sente que há amor em cada linha escrita Um amor perfumado Que exala entre seus dedos e da própria vida Este é dom mais sublime que há Amar, amando o Amor que há de ser eterno... Nas linhas que o lápis dança a valsa do escritor... Conjuntado o verbo em busca do Amor...