Frase de Sandra Helena Queiróz Silva
DES(VELA)DOS Quantas valas... Quantos choros... Quantas saudades... Retrato do cenário atual Luto e lágrimas Seguem sem despedidas Tumuladas em sinfonias funestas Os clarins ecoam no Universo Imediatistas, cáusticas, escárnios De comprometimentos sem compromisso Des(vela)dos Sem velas, sem nada Desnudos de amor, compaixão e respeito Urge dores ecoadas pelo mundo Orações proferidas dos variados Credos Ouvidas nos corredores de muitos abismos Doendo no coração da gente... O que te dói nesse momento? As cenas que encenas? As máscaras que não caem? Escolho as mãos que entrelaçam por um caminho mais ameno, compartilhando do mesmo pão A vida estava com muita pressa, e sem prece... Persiste na contramão da esperança Em que a guerra não adveio do ódio dos homens Aconteceu do misterioso invisível que punge nos arredores da Terra Unindo os povos em prol da solidariedade Do mesmo modo, seguem os nossos Des(vela)dos.... Sem o respeito devido, em suas tumbas frias Aguardando respostas das autoridades...
No pensador.ai desde