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Frases de Sandra Fuentes

15 frases

E o último beijo não teria sido doce... Não saberia dizer por que o adeus não cabe nos versos. A imensidão das palavras que eu levarei acorrentadas para que não saiam pelos meus olhos. O amor. Enlaçados pelos dias de saudade eterna.
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E o último beijo não teria sido doce... Não saberia dizer por que o adeus não cabe nos versos. A imensidão das palavras que eu levarei acorrentadas para que não saiam pelos meus olhos. O amor. Enlaçados pelos dias de saudade eterna. Sepultando um futuro com terra fervendo, queimando os sonhos, abortando os corações pela boca. Deito em cacos de vidro esperando que alguém me veja e me socorra e me liberte e me cubra de sangue para a remissão dos meus pecados sem perdão. Abrir mão do paraíso e voltar ao inferno por ter esquecido a senha. Dar de cara com o diabo que ri da minha e da tua fraqueza e me joga na cara todos os meus poemas ridículos. Faz escárnio, grita o teu nome e joga tuas fotos no fogo eterno. Dê as costas, suplico! E livra-me de todo o mal. Amém.

Dias escuros De sol quente Inversão de versos
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Dias escuros De sol quente Inversão de versos Típicos dos que correm Atrás de si Eu junto pedras Para a reconstrução Do meu abrigo Escondo sílabas No fundo das gavetas E enquanto eu grito em silêncio, Só Deus me ouve Escondo-me na fumaça Do incêndio causado (por mim) Fogo da Culpa Labaredas do Medo Chamas da Solidão Luz intensa do Abandono Um monólogo em frente à parede branca Num sussurro que ninguém ouve (Só) Desta vez... Eu prometo Que vou só Volto um dia Pois sei que estarei De braços abertos a minha espera

Queres ver o que tenho pra ti? Pega o café e senta aí Olha as fotos deste álbum
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Queres ver o que tenho pra ti? Pega o café e senta aí Olha as fotos deste álbum Conheces esta senhora aqui? Sou eu, meu querido! Espantado? É, meus cabelos sempre negros, verdade... Agora é isso aí. O meu relógio é diferente, embora eu tenha lhe arrancado os ponteiros pra me fazer de besta. Não quero que me entenda. Sim, ainda tenho quarenta. Não ouve direito o que eu digo? O que o tempo fez contigo? Ah, claro que eu entendo. Escutar eu escuto ainda, mas minha miopia... Esse vestido preto... Eu não gostava dele, lembra? Mas, vá, vê outra foto. E toma o café senão esfria. O café! Haja paciência. Vá olhando as fotos e responda, tu escreves ainda? Porque, eu, só de vez em quando... Claro que sou eu na foto. A que está te esperando na esquina desde 2011. Sim, na esquina. Pensei que desceria num daqueles ônibus. Que nada! Nem passa mais condução por ali, meu velho. Mas, leva pra ti o álbum. Vê as fotos com calma. Vou embora e espero te encontrar no passado, mais jovem... Vai tomar o café frio??? Haja paciência!

Sabes que voaria contigo até o infinito Eu era a leveza e a intensidade de um amor Os relógios do mundo paravam quando tua boca tocava a minha
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Sabes que voaria contigo até o infinito Eu era a leveza e a intensidade de um amor Os relógios do mundo paravam quando tua boca tocava a minha Eu sorria ao lembrar que dividia contigo o mesmo universo Hoje caminho pelas ruas sem mais procurar por ti Sei onde estás Sei quem tu és "Inteiro Metade Fragmento Átomo" Hoje minha pele é fogo E queima a tua Meu coração é nuvem Partículas de poeira Perdi os sentidos E fiquei com uma poça vermelha Sob meus cabelos Silêncio. Respeite os mortos E vista branco para o funeral Escreva em minha lápide: "Eu te amo"

Da parte de ti que eu levei comigo Senti o pulsar de um amor que tive por alguns instantes Fui o breu do medo
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Da parte de ti que eu levei comigo Senti o pulsar de um amor que tive por alguns instantes Fui o breu do medo E fui a luz do sonho de um querer secreto Senti-lo em mim em uma dimensão maior Com um rosto e um nome (Fragilidade e espanto) No ventre de vidro Um coração que pulsa No ritmo dos planos daquilo que não se quer Do amor por algo que não se deseja Hoje o sol nasceu vermelho E despertei com um meio sorriso Por gerar teu filho em um dia E vê-lo nascer nas primeiras horas Em forma de amor Breve amor Eterno Vapor... Volátil Teu

Vi de perto o fio da navalha que corta a poesia ao meio, que divide estrofes e separa os versos. Não há aborto sem sangramento. O Mar Morto que sai dos meus olhos não estanca a hemorragia das últimas horas. Escrevo uma carta para mim mesma que será postada com a data de ontem. Ta…
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Vi de perto o fio da navalha que corta a poesia ao meio, que divide estrofes e separa os versos. Não há aborto sem sangramento. O Mar Morto que sai dos meus olhos não estanca a hemorragia das últimas horas. Escrevo uma carta para mim mesma que será postada com a data de ontem. Talvez seja colocada debaixo da porta. Ficarei em silêncio e hoje não estou para ninguém. Nem para mim. Publicarei as tuas memórias em folhas azuis. Dedicarei meus delírios à tua covardia. Mesmo assim, te peço perdão pela minha inocência.

TRINTA SEGUNDOS Vivendo num filme de trinta segundos esperando o apagar das luzes dou início a uma longa conversa comigo mesma percebendo uma aglutinação de poetas na minha mente prisioneira começo o monólogo e fagulhas de equívocos entram pelas frestas da janela quando tudo dor…
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TRINTA SEGUNDOS Vivendo num filme de trinta segundos esperando o apagar das luzes dou início a uma longa conversa comigo mesma percebendo uma aglutinação de poetas na minha mente prisioneira começo o monólogo e fagulhas de equívocos entram pelas frestas da janela quando tudo dorme e a madrugada faz silêncio eu tento uma poesia exorcista contundente-convincente-eloquente recomeço a busca procurando letras como se fossem cápsulas de analgésico de efeito instantâneo para um corpo bipolar e continuo a vigília enquanto o filme passa aguardo tentando não recordar o pretérito-mais-que-perfeito de um amor eterno e efêmero rogando para que depressa amanheça.

Então descobri como é o silêncio da morte. Assisti ao desencanto dos sobreviventes que não sabiam ao certo o motivo da celebração. Arrastam-se com um orgulho mentiroso por não terem conhecido o lado onde me encontro agora. Conto os dias para a minha ressurreição, mas temo por nas…
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Então descobri como é o silêncio da morte. Assisti ao desencanto dos sobreviventes que não sabiam ao certo o motivo da celebração. Arrastam-se com um orgulho mentiroso por não terem conhecido o lado onde me encontro agora. Conto os dias para a minha ressurreição, mas temo por nascer de novo. Pretendo permanecer onde a mudez é regra. Tento traduzir o que minha alma canta. Não entendo mais seu idioma. Muito menos o que escrevo. E a solidão é faca sem gume. Cega, sádica, violenta. Corto meus cabelos, corto meus pulsos, corto relações com a luz do dia. Releio meus textos de trás pra frente. Até que um dos três morra...

SEM SENTIDO Uma nuvem carregada de saudade paira sobre o meu telhado. Percebo quando meus olhos começam a chover
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SEM SENTIDO Uma nuvem carregada de saudade paira sobre o meu telhado. Percebo quando meus olhos começam a chover E em cada gota vejo teu nome Procuro abrigo de forma inútil Então, Molha meu rosto como fazias Faça um temporal no meu corpo Abriga-te Tu Em mim De vez Sem pressa Olha, tu sabes que te amo E assim permaneceria Mesmo que a chuva me afogasse E eu perdesse os sentidos Porque te espero Mesmo que nunca chegues

O verbo naufraga em silêncio [como de costume] E eu, avessa a tudo
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O verbo naufraga em silêncio [como de costume] E eu, avessa a tudo Levo comigo o cofre com os meus sete desejos Não há vírgulas enquanto sigo viagem Há um único e maldito parágrafo Que grita sem misericórdia! E eu! Eu hemorrágica! Nada estanca os delitos Que saem das minhas veias rompidas Confesso meus homicídios, mas não peço perdão Há lacunas, há culpa, há sulcos em minha testa (e há vultos passeando pela minha sala) Tempo, tempo, tempo Lembro salmos, provérbios, versículos Percebo que desenho minha própria caricatura [e não vejo graça alguma] Continuo sangrando e quase desfaleço Apresento os polos da minha versatilidade Enquanto volto atrás e lembro-me que azar também é palavra (mas que não se pronuncia) Tento a sorte, então E pergunto por deus... [que mudou de endereço faz tempo] Vê, Senhor, o meu olhar de súplica! Trarias de volta a alegria da minha inocência??? E minha alma? Levaria de vez contigo? Resgata-me com teus tentáculos de piedade Ou, Marca pra mim uma audiência com Cristo Fala que sou poeta. E desejo que ele escreva o prefácio do meu livro Livro da Morte Onde falo das minhas únicas certezas: Do fim Da decomposição da matéria Dos ossos secos Das minhas mentiras atenuadas pela licença poética Ai de mim! Ai de mim! No Livro da Morte É onde escondo o meu vocabulário chulo E os meus medos, os meus enganos, e todo esse meu ódio por ser volátil! E por estar em um caminho sem volta Mas há consolo, mas há poesia, mas há canções de amor por toda a parte Então prossigo Naufragando com um meio sorriso Vou reticente... Sempre. Até achar o ponto.

Há um poder de destruição nas vozes que me rodeiam. Danço solitária uma canção sem melodia. Sento na areia quente desta praia deserta, transpirando até criar um novo mar que entra pelas minhas narinas e afoga a saudade do teu sorriso que pintei em telas imaginárias. São quadros…
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Há um poder de destruição nas vozes que me rodeiam. Danço solitária uma canção sem melodia. Sento na areia quente desta praia deserta, transpirando até criar um novo mar que entra pelas minhas narinas e afoga a saudade do teu sorriso que pintei em telas imaginárias. São quadros que penduro em minhas paredes brancas mas, não ouso levantar meus olhos. Minto pra mim e digo que permaneces ali Com teus olhos a me seguir Por todo canto da casa