Mineram
Os vegetais, seres vivos, mineram
Com exemplar sabedoria.
Do solo extraem
Nutrientes e água
Utilizando as raízes.
Através das folhas,
Verdadeiras usinas
Utilizando energia limpa,
Secretam carbono da atmosfera.
Dão oxigênio como efluente
No milagre da fabricação
Do próprio alimento
Pela fotossíntese
Suas folhas
Verdadeiras geradoras
Que não poluem
Extraem o necessário
À própria sobrevivência
Sem impactos
E acúmulos supérfluos
Fornecem o alimento
Imprescindível à vida
O início da cadeia alimentar
Mineram
Com exemplar procedimento
Observando
Com invejável aplicação
O princípio da:
“Perfeição pela não percepção”
Segundo o qual,
Se observarmos
Uma área minerada
E reabilitada
E não percebermos
Terem ali
Se realizados
Operações de mineração,
Certamente estaremos
Diante do que poderíamos
Considerar
O desejável ideal do minerar.
A ser tomado,
Sempre,
Como referência
Em qualquer
Projeto de mineração
Bem elaborado.
Continuamos convictos
De que:
“Minerar é assegurar,
Economicamente,
Com mínima perturbação ambiental,
Justa remuneração e segurança,
A máxima observância
Do princípio
Da conservação mineral,
A serviço do social”
O Mata Burro Virou Ponte
Que
Esperar
De um
Presidente
Que
Não acredita
Em ciência
Contradiz
Seu ministro
Da economia
Receita
Sem ser
Médico
Não acata
Medidas
De segurança
Não cumpre
Promessas
De campanha
Conduz o país
Na contramão
Da História
E
Por aí
Vai...
Percebeu
E quando
Pensou
De tudo
Ter visto
Tudo
Percebeu
Perplexo
Não saber
Da missa
A metade
Os mitos
Dos labirintos
Da alma
Os arquétipos
Os símbolos
Seus significados
A impossibilidade
De
Se conhecer
Há! Narciso
Há! Tirésias
Eco
Suas repetições
Como roda
Atolada
Se repetindo
Sem ir
Além
Eco
Narciso
Insólita
Parceria
De Repente
Na magia
Do existir
Dádiva Divina
No ocaso
Sempre
A chance
Para o novo
Na essência
Do existir
Nada como
Um momento
De parar
Olhar em volta
Sem pressa
E viver
Intensamente
O presente
Pra todos
Natal
Dos bãos!
Ano Novo
Dos miós!
Xistosidade
Já
De há muito
Caminhando
Em
Sua trilha
De caminhar
Vez
Por outra
Assentando
Em
Sua pedra
De assuntar
Já
Sem pressa
Caminhando
Assentando
Assuntando
Tanto quanto e menos quando
Quanto
De ansiedade
Da ansiedade
De
Cada um
De angústia
Da angústia
De
Cada um
De tristeza
Da tristeza
De
Cada um
De emoção
Da emoção
De
Cada um
De alegria
Da alegria
De
Cada um
De instante
Do instante
De
Cada um
De expectativa
Da expectativa
De
Cada um
Quanto
De vida
Da vida
De
Cada um
O Acenar de Lâmpadas
Há que
Se recorrer
À Caixa
De Pandora
Abri-la!
Em busca
Da
Espera-se
Não tardia
Esperança
Em algumas
Tradições
Associada
À Eva
Em outras
Ao Corvo
Nestes tempos
À imagem
De Psique´
Resta-nos
Apenas
Insistimos
A Esperança!
Que
Nos encanta
Com
Seus segredos
Servidão
Pior surdo
O que ouve
E finge
Não ouvir
Pior cego
O que vê
E finge
Não ver
Cômoda
Conveniente
Perigosa
E
Melancólica
Submissão
Servidão
Voluntária
Na Carroça
De
Poucas letras
Nem por isso
Menos
Observador
Talvez
Por isso
Mais livre
Para
Imaginar
Coisas
Sem
As limitações
Que
O conhecimento
Paradoxalmente
Por vezes
Impõe
Vez
Por outra
Se põe
Viajando
Imaginando
Coisas
Perguntas
Sempre
Perguntas
Sempre
Se
Perguntando
E
A vida
Seguindo
Em frente
Passando