Ó Samir, arquiteto de aço, fogo e som, Que em Curitiba molda o próprio chão! Da força bruta das esteiras e tratores,
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Ó Samir, arquiteto de aço, fogo e som, Que em Curitiba molda o próprio chão! Da força bruta das esteiras e tratores, Aos elos fortes de um sincero coração. Nas páginas do tempo e da memória, Eles de aço, esteiras em movimento, Trazes na veia o rigor do trabalho duro, Na precisão do trilho e do instrumento. Profissional honrado, de palavra e aprumo, Que do peso da rotina faz sustento. Mas a alma, ah, essa canta em outra frequência! Ressoa na agulha a deslizar no vinil, Na vibração do Kiss, no rock de outrora, No brilho da luz que ilumina o Brasil. Comandante dos graves, mestre do palco, Na "FLAW'S" que atravessa as décadas com ardor, Transformas o encontro em celebração, Unindo velhos amigos em tom de festa e amor. E no teu refúgio sagrado, o Bar do Samir, Onde a brasa crepita e o karaokê ganha vida, És o anfitrião de riso franco e porta aberta, Pai e esposo dedicado, de alma aquecida. Entre a pedra São Tomé e o azul do teu descanso, Construíste com as próprias mãos o teu jardim, Acolhendo leais guardiões a rosnar de alegria, Em um cenário de vida bem vivida, até o fim. Criador de imagens, resgatador de memórias, Guerreiro da rotina e rei da celebração, Fica registrada aqui a tua justa ode: A um homem de palavra, arte, garra e paixão.