Sinto um frio na barriga
Tudo isso me lembra a cena de um filme
O extinto selvagem que invade
A sensação de perigo que nos define
Celeste, divino, merece um hino
Em seu corpo, mensagem sublime
Esse é o nosso destino
O sonho ainda existe
O céu e a terra vão se unir
Já avisei pro coração
Ser bem disciplinado e aprender a lição
Mas acho que ele esquece quando chega o verão
Que custa obedecer
Melhor não se envolver
E sendo assim
Que há de se fazer
Confio tanto em mim
E nada em você
Não posso te encontrar
Senão vou me perder
E a conclusão no fim
Viver pra aprender
Com força total pro meio do nada
Vai contrariada pelo que não é
Como ela esperava e decide ser livre
Leve, solta, longe do que cega a fé
Não se sente parte integrante do todo
E a zona de conforto é uma pedra no pé
Não vê quem não quer
Abre o olho mulher
Mas não precisa ser assim
Podia ser diferente
Você podia gostar de mim
Mas confiando na gente
Se a solução for o fim
Ao menos por você, tente enxergar
Que ela é assim e nunca vai mudar
Azar o dele, que não soube ver
Que tinha tudo, e pôs o tudo a perder
Mas ele sabe, no fundo, ele sabe
Que o destino dela, à ele não cabe
Se ele acha besteira o que eu faço
Só porque eu peço meu tempo e espaço
Eu só lamento, e até sinto um pouco de dó
Num relacionamento, os dois não podem ser um só
Veja que pena essa moça bonita
Que ainda acredita que sabe o que quer
Calou-se acanhada num canto
Parado num ponto, manteve perdido o olhar
Pensa na vida, paixão infinita
Que desde pequena sente por viver
Tem tanto querer
Mas há de entender
Tem tempo pra tudo, menina
Lá vem ele
Achando que é o cara
Dominando
Insiste e não para
Ele acha
Que vai conseguir o que quer
Mas tá errado
Ninguém segura essa mulher!
Olha ele
Achou que podia
Impôr regras
Cortar regalias
Enganado
Achando muito natural
Ser controlado
Perder seu lado individual