Desalinho Não sei em que momento eu me perdi Mas tudo parece errado e desgastante
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Desalinho Não sei em que momento eu me perdi Mas tudo parece errado e desgastante Me pergunto se foi um erro Ou talvez uma escolha consciente Onde eu não fui tão exigente Esses dias tão normais e monótonos Onde pequenos detalhes fazem a diferença Mas o óbvio escapa da minha consciência Talvez eu esteja me dando uma sentença Será possível estar exagerando? Esse apreço pela solidão constante Onde enxergo os seus prazeres Mas também os furos inconstantes Como enxergar o vasto mundo Se a mente nos prende em erro Almejamos futuros imensos Mas somos corroídos por dentro Como enxergar o vasto mundo Quando o ideal pesa no peito E a constante afirmação de falha Nos aperta, nos corrói, nos deixa sem jeito