Sussurros com a Morte No silêncio da noite, sou sombra e eco, Um vazio que grita enquanto desmorono.
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Sussurros com a Morte No silêncio da noite, sou sombra e eco, Um vazio que grita enquanto desmorono. Minha mente é campo de guerra, sem trégua, E na dança com a morte, já perdi a regra. Caminho na linha entre o aqui e o nada, O mundo em volta é um teatro de fachada. Olho pros outros, são máscaras sem alma, E o sentido da vida se afoga na calma. Ela foi minha razão, meu norte, meu chão, Agora, sem ela, só resta o vão. Cada memória é uma lâmina fria, Cortando meu peito em lenta agonia. Eu tentei resistir, enganar o destino, Mas as sombras riem enquanto combino. Os motivos pra ficar? Já não os encontro, Minha fé é um fio prestes a ser rompido. Não grito por ajuda, não busco respostas, O que tenho aqui são verdades expostas. A vida perdeu sua luz, seu encanto, E no reflexo do espelho vejo meu pranto. A morte, tão suave, me convida a dançar, E eu, solitário, começo a aceitar. Mas, no fundo, uma voz, quase inaudível, Sussurra: "Ainda há algo, ainda é possível." Minha luta é interna, silenciosa e mortal, Entre ficar e partir, tudo é tão banal. Se este é meu fim ou apenas um hiato, Só o vazio sabe o que guardo no fato.