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Frases de Sabrina Niehues

1.346 frases

Um novo dia começava O sol não brilhava As nuvens não apareciam
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Um novo dia começava O sol não brilhava As nuvens não apareciam E os pássaros sumiam. A manhã começou E a aula ainda não acabou. Tenho trabalho pra fazer Mas só consigo pensar em você. Sentada do outro lado da sala Daqui eu vejo um pedacinho de céu Que aparece pela janela. Mas na minha cabeça Eu vejo um céu enorme, sem fim. Sei que um novo dia começou E sei que você ainda gosta de mim.

Ás vezes consigo abrir minha mente, e sou capaz de chegar até a Lua. Mas é impressionante isso. Ás vezes eu viajo pra tão longe, e ás vezes minha própria mente quase me suicida. É impressionante o quanto eu sou capaz de ser refém de mim mesmo e o quanto eu consigo viajar com a mi…
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Ás vezes consigo abrir minha mente, e sou capaz de chegar até a Lua. Mas é impressionante isso. Ás vezes eu viajo pra tão longe, e ás vezes minha própria mente quase me suicida. É impressionante o quanto eu sou capaz de ser refém de mim mesmo e o quanto eu consigo viajar com a minha mente.

Eu me lembro Que enquanto cê jogava bola Eu tava lendo
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Eu me lembro Que enquanto cê jogava bola Eu tava lendo E enquanto cê tava na escola Eu tava vendo Da janela aqui de casa Eu te olhava Correndo pela quadra Apreciava Cada passo que cê dava Emocionava E teu cabelo ao vento Eu adorava De dentro do meu aposento Acompanhava Cada suspiro lento Eu me amarrava E se dependesse de mim Ali mesmo eu ficava Porque eu gosto assim Você na minha aba Daqui até o fim E enquanto cê tava na academia Eu ficava no meu quarto e dormia E enquanto cê tava com ela Eu não vivia E quando eu te encarava Cê nem me amava E por dentro eu chorava Esperando em vão Um dia você sentir por mim Amor n'alma e no coração.

Durante meus quinze anos de vida, convivendo sempre com meu pai, eu não imaginava que ele fosse alcoólatra. Sempre o vi beber, rotineiramente, e sempre ouvi minha mãe reclamando disso. Mas, sempre que ele bebia, em excesso ou não, ele nunca mudava seu humor. Nunca ficava mais ou…
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Durante meus quinze anos de vida, convivendo sempre com meu pai, eu não imaginava que ele fosse alcoólatra. Sempre o vi beber, rotineiramente, e sempre ouvi minha mãe reclamando disso. Mas, sempre que ele bebia, em excesso ou não, ele nunca mudava seu humor. Nunca ficava mais ou menos nervoso. Nunca, em hipótese alguma, agrediu alguém. Mas, se alguém abrisse a boca para brigar ou reclamar dele, ele se irritava. Então, após quinze anos (minha vida toda, até agora), eu não tinha me dado conta de que meu pai é alcoólatra. Caí na real após uma conversa com uma prima mais velha. Ela havia mencionado meu pai e um tio meu. Disse que não havia no mundo pessoas melhores que eles, mas que, infelizmente, eram viciados em bebida. Tudo bem, creio que todas as pessoas tem seu lado bom e ruim. E quem somos nós para julgar alguém? Nós não somos ninguém. É sempre difícil aceitar o lado ruim de quem a gente ama. A gente sempre pensa que as pessoas que amamos são perfeitas. Na verdade, elas só são perfeitas aos nossos olhos. Mas eu o aceito assim. Eu aceito meu pai como ele é. Com todos os seus defeitos e qualidades. E eu o amo de qualquer jeito. E sei que ele também me ama. E sou grata por isso. Me pergunto, então, como ele foi se viciar no álcool. E então olho para dentro de mim. Quantas vezes eu quis beber também? Penso que está no sangue. Gosto da bebida tanto quanto meu pai. Então ligo os pontos... Por que eu gosto de beber? Para esquecer meus "problemas". Para esquecer as coisas, palavras e pessoas que me machucam. Para esquecer minha vida. E então penso que talvez esse seja o mesmo motivo pelo qual meu pai bebe. Pelo qual, quando jovem, começou a beber. Eu sei que ele é um homem que vive no passado. Como eu.