Devemos encolher o Estado e restaurar a liberdade e os mercados. Embora não haja dúvida de que houve e há fanáticos desse discurso libertário-leve, a maioria das pessoas que o divulgam, e todas aqueles que estão no poder, não têm intenção de encolher o Estado. Pelo contrário, a intenção delas foi e continua sendo recriar o Estado para realizar outras coisas.
Motivada a aprender a interpretar o mundo para mudá-lo, encontrei na geografia formas de contemplar e documentar a vibrante dialética entre as condições objetivas e subjetivas que, se observadas com a devida atenção, ajudam a revelar oportunidades e impedimentos à libertação humana.
A liberdade não foi uma dádiva, mesmo que as doações tenham avançado no trabalho pela liberdade. Nosso desafio é compreender esses paradoxos no início do século XXI, altura em que as forças do império, do aprisionamento e da desigualdade lideradas pelos Estados Unidos se apoderaram até da palavra "liberdade", utilizando a viva ressonância do termo para obscurecer os efeitos sangrentos de sua cruzada militar, política e econômica global.