Fim de tarde no sertão O sol se põe em brasa lenta, tingindo a terra de alaranjado,
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Fim de tarde no sertão O sol se põe em brasa lenta, tingindo a terra de alaranjado, o céu se veste de paz cinzenta, e o sertão descansa, calado. A seca faz poeira no vento, levanta murmúrios de histórias passadas; na aridez, o verde é um lamento, mas a vida insiste, entre rachadas. O gado marcha, já tão cansado, as sombras crescem sobre o chão, no horizonte, um vulto alado, um pássaro, em lenta procissão. A natureza respira profundo, cada som, um som de oração, na quietude, se encontra o mundo, e a beleza bruta do sertão. É um quadro de fogo e saudade, um instante que o tempo retém, o fim de tarde traz a verdade de uma paz que o sertão contém.