...é Se é Só é.
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...é Se é Só é. Pois é Não é?
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...é Se é Só é.
...é Se é Só é. Pois é Não é?
Do silêncio surgiu a poesia. Quando você falava, eu não ouvia. Só fui ouvir quando você parou de falar
Do silêncio surgiu a poesia. Quando você falava, eu não ouvia. Só fui ouvir quando você parou de falar E quando eu falei você já não me ouvia. E a poesia surgiu em silêncio. Quando você me seguia Eu fugia. E quando eu conduzia Você se perdia. E perdida ficou a poesia Em nossa desarmonia.
Apanhei flores no teu jardim, mas elas não tinham o teu perfume. Abracei tuas roupas,
Apanhei flores no teu jardim, mas elas não tinham o teu perfume. Abracei tuas roupas, mas elas não tinham o teu corpo. Coloquei teus óculos, mas neles não tinha o teu olhar, Roubei-te um beijo, mas ele não tinha o teu amor.
Desencontrado vivia em passados de amores perdidos,
Desencontrado vivia em passados de amores perdidos, sonhando com futuros ainda não encontrados.
Quando te habitei Removi teu teto Para observares as estrelas
Quando te habitei Removi teu teto Para observares as estrelas Retirei as tuas janelas Para aumentar teus horizontes Desmanchei tuas paredes Para ampliar teus limites E quando desnuda Andavas pelo mundo Te trouxe para morar em mim.
Entre tantas Veras Que são primas, Não tenho uma prima
Entre tantas Veras Que são primas, Não tenho uma prima Que seja Vera, Mas todas as minhas primas Apesar de não serem Veras São belas Como a primavera.
Me desnudei para vestir teu corpo. Com tuas mãos
Me desnudei para vestir teu corpo. Com tuas mãos percorri meu corpo. Com teus dedos nele escrevi um poema. Com teus olhos me vi perdido entre teus seios. Com teus braços me conduzi ao teu ventre.
AMAR É CONJUGAR No pretérito perfeito Eu te amei.
AMAR É CONJUGAR No pretérito perfeito Eu te amei. Mas como era imperfeito Tu não me amavas. Se no presente Tu me amas Eu não te amo. Se no futuro subjuntivo Quando nós amarmos Não serei eu a te amar Nem tu a me amares.
Quando falo uso as tuas palavras, me vejo com teus olhos, com as tuas pernas
Quando falo uso as tuas palavras, me vejo com teus olhos, com as tuas pernas caminho ao meu encontro. Com teus braços me abraço, me desnudo e me visto com teu corpo. Dentro de ti sonho, acordo e, no espelho, te vejo, já não recordo de mim. Tudo que ainda tenho meu está em ti, quando caminhas é o meu jeito de andar, em teu rosto vejo o meu sorriso, em teu coração circula o meu sangue. Há tanto tempo que somos um, que não sei por onde ando, mas não procuro mais por mim sei que estou em você.
O peso do meus anos, não é fardo teu, ele é só meu.
O peso do meus anos, não é fardo teu, ele é só meu. O tempo teu não quero como meu, o meu há muito já usei. De teu só quero um segundo do teu um olhar e se tempo te sobrar um segundo olhar.
O retrato teu, rasguei em mil pedaços, não queria te esquecer
O retrato teu, rasguei em mil pedaços, não queria te esquecer ou te apagar da minha vida, apenas te multipliquei e te espalhei pelo meu caminho para que não me falte nunca um pedaço da mais doce lembrança de minha vida.
Quando ouvi teu coração Batendo em meu peito Sabia que já não estava em mim
Quando ouvi teu coração Batendo em meu peito Sabia que já não estava em mim Meus olhos nada mais viam Mas tua imagem continuava em minha retina Mas não estava morto Apenas estava fora de meu corpo Sonhando em teu sono.
Quando procurei por mim, já não me encontrei. Muito não estava,
Quando procurei por mim, já não me encontrei. Muito não estava, mas não havia vazios, fui preenchido por partes de ti. Mas era hora de ir... E quando fui devolver o que era de teu, encontrei as partes que eram de mim. Não éramos um. Éramos dois, feitos de nós.
ERAS PEDRA Abracei-te quando ainda eras pedra.
ERAS PEDRA Abracei-te quando ainda eras pedra. Junto ao meu corpo Moldei-te. E te fiz escultura de meus desejos. E quando tornaste obra prima, ao mundo te entreguei.
À MINHA SOMBRA Você estava cansada em minha sombra te abriguei.
À MINHA SOMBRA Você estava cansada em minha sombra te abriguei. Quando você teve fome te dei meus frutos. E quando veio o frio te aconcheguei em meu tronco, e como você estava triste te germinei com a minha semente para te transformares em flor.
Na beira do abismo fui me deixando, emagrecendo de viveres,
Na beira do abismo fui me deixando, emagrecendo de viveres, de pesadas lágrimas. Fui deixando rolar pela encosta minhas amarguras, tristezas e decepções. Fui me esvaziando, fiquei somente com abraços, sorrisos e suaves beijos, Então me lancei, em vez cair flutuei no ar de tão leve que estava. E me fiz pássaro... Rudimar J M Zimmer
Quando fui te procurar encontrei-te dispersa por vários corpos.
Quando fui te procurar encontrei-te dispersa por vários corpos. Aos poucos fui buscando cada pedaço nos escombros do tempo, para te recosturar com a linha da vida, para que quando inteira possas novamente teu corpo habitar.
Há muito tempo já não me habitava quando resolvi me mudar. Pensei em ir além mar,
Há muito tempo já não me habitava quando resolvi me mudar. Pensei em ir além mar, mas era tanta água, que nem mil braços me nadariam até lá. Resolvi me ilhar, bracei alguns dias e cheguei aonde já estava, mas não queria comigo morar, sempre fui difícil de viveres. Resolvi me dividir enquanto eu dormia, me acordava para sonhar.