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Frases de Ruan Carlos S. de Freitas

8 frases

Teus olhos grandes castanhos são um convite que eu não consigo ignorar, um mistério que mexe direto com meu desejo. Quando você chega perto, já sinto aquela tensão boa crescendo sem precisar de nenhuma palavra. Na minha cabeça, teu corpo é um poema que me puxa sem esforço, um c…
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Teus olhos grandes castanhos são um convite que eu não consigo ignorar, um mistério que mexe direto com meu desejo. Quando você chega perto, já sinto aquela tensão boa crescendo sem precisar de nenhuma palavra. Na minha cabeça, teu corpo é um poema que me puxa sem esforço, um caminho onde eu me perco de propósito, querendo ser o verso que ainda falta em você. Imagino cada toque como uma estrofe, cada beijo uma vírgula na história que a gente nem começou direito. Tem algo não dito entre nós, uma malícia leve que fica no ar, deixando tudo mais intenso entre o que eu quero e o que ainda vai rolar. Vejo tuas pintas espalhadas pela pele como uma trilha secreta que leva pro paraíso, um mapa que meus dedos querem seguir bem devagar, sem nenhuma pressa. É um anoitecer onde nossos corpos se encontram, onde o toque vai além da pele e alcança a alma. É uma história que estamos escrevendo juntos, onde desejo e mistério se enrolam um no outro... e eu não tenho a menor pressa de virar a página, porque sei que o melhor ainda tá por vir.

Acreditar mesmo quando o balde continua seco, mesmo quando o eco só devolve silêncio.
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Acreditar mesmo quando o balde continua seco, mesmo quando o eco só devolve silêncio. Acreditar com as mãos calejadas de quem rega o nada, com o peito rachado de quem ainda espera. Não é fé cega. É teimosia santa. É continuar enchendo o que o mundo insiste em esvaziar. E um dia, sem aviso, o balde vai transbordar.

Tem olhares que prendem sem corda, sem esforço, um instante que não solta. Tem risos que encantam altos, livres, que enchem o ar e deixam eco mesmo quando param. Tem cheiro que grava teu cheiro de pele e de dia, que entra na pele e fica morando.
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Tem olhares que prendem sem corda, sem esforço, um instante que não solta. Tem risos que encantam altos, livres, que enchem o ar e deixam eco mesmo quando param. Tem cheiro que grava teu cheiro de pele e de dia, que entra na pele e fica morando. E tem você. Você que carrega os três sem saber, sem querer. Encanta. Prende. Fica gravado na mente, nos ossos, no coração sem nome, sem explicação. E basta.

Saudade do tempo de criança Saudade do tempo de criança quando corria na chuva
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Saudade do tempo de criança Saudade do tempo de criança quando corria na chuva ou brincava no barro sem medo de se sujar saudade do tempo de criança dos pés descalços no quintal do vento no rosto e do cheiro de terra molhada saudade do tempo de criança da bola correndo solta na rua de terra do interior onde morava a felicidade e da bicicleta velha que parecia voar saudade do tempo de criança das noites calmas com grilo cantando no escuro e o céu vermelho se despedindo da tarde saudade do tempo de criança quando criança queria ser grande engraçado quando cresceu deu saudade de ser criança saudade daquele tempo em que tudo que se imaginava parecia possível porque tem coisas que o tempo não apaga a criança ainda mora aqui nos sonhos guardados na esperança teimosa em tudo aquilo que um dia a criança sonhou e que ainda pode acontecer porque no fundo a criança nunca foi embora ela só ficou ali quietinha esperando a gente lembrar dela.

Inteiro... Eu não estava procurando nada. A vida seguia. Imperfeita, mas minha.
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Inteiro... Eu não estava procurando nada. A vida seguia. Imperfeita, mas minha. Então você chegou. E quando chegou, o mundo não fez barulho, fez sentido. Nada precisou ser preenchido. Algumas coisas apenas encontraram lugar. Eu observei. Não por desinteresse, mas porque quem já caiu aprende a respeitar o tempo das coisas. Havia cuidado no teu jeito. E o cuidado verdadeiro não invade, permanece. Aos poucos, baixei a guarda. Não por promessa, mas porque parecia seguro existir ali. Eu tinha feridas. Não escondi. Estou tratando. As tuas ainda sangravam. Não por fraqueza, mas por medo do que cresce, do que exige futuro. Eu entendi. E não te culpei. Eu errei. Como erra quem se envolve de verdade. Mas soube parar, olhar de novo, voltar melhor. Não ofereci um conto bonito. Ofereci presença. E isso eu sustentei. Você me fez acreditar de novo. Não em finais perfeitos, mas na possibilidade de caminhar junto. Por isso me mostrei. Inteiro. Sem personagem. Com falhas, medos, noites mal dormidas e a coragem de dizer: é aqui que eu fico. Eu confiei. E confiança nunca é ingenuidade, é escolha consciente. Eu te amei. E ainda amo. Não como quem espera algo em troca, mas como quem respeita o que foi real. O que é verdadeiro não se apaga quando termina. Muda de lugar. Vira memória viva, não ferida aberta. Eu sei quem eu fui. E sei quem sou agora. Minha felicidade não depende de você. Mas ao teu lado, ela teria sido mais calma, mais casa, mais chão. Eu quis ser teu homem. E, por um tempo, isso foi verdade para nós dois. Hoje eu sigo. Inteiro. Sem culpa. Sem ruído. Com amor onde ele cabe e dignidade suficiente para não negar o que senti.