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Frases de Rosemary Chaia

237 frases

Assim como devemos nos desapegar de objetos que não enfeitam a nossa casa, também devemos nos desapegar de pessoas que não nos transformam no melhor que podemos ser, que não têm nenhum amor em nosso ser. Libertarmos dessas amarras (nichos), exige o desenvolvimento de nossa auto-e…
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Assim como devemos nos desapegar de objetos que não enfeitam a nossa casa, também devemos nos desapegar de pessoas que não nos transformam no melhor que podemos ser, que não têm nenhum amor em nosso ser. Libertarmos dessas amarras (nichos), exige o desenvolvimento de nossa auto-estima e uma profunda confiança de que sempre é possível renascermos para uma nova vida, se estivermos abertos para isto.

Só viver Nem sempre o futuro traz as respostas, Melhor buscar a esperar passar,
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Só viver Nem sempre o futuro traz as respostas, Melhor buscar a esperar passar, Seguindo os ventos conhecidos do passado, Com os olhos no presente, sem nada adiar. Cabeça erguida, nunca desistir... Ter sempre vontade de ir além, Fazendo do desejo a plena realização, E fazer da vida um sonho também. Inventar e renovar todos os dias, Desejar um tempo que nunca teve, Ver nas pessoas e no mundo todas as poesias... Ter a eternidade de um novo amanhecer E passar a vida sem tantas fronteiras. Derramar luz e paz, só viver.

Uma pausa na Cafeteria Existe, na agitação de meus dias, um espaço para mim. Sentada à mesa de uma Cafeteria, nas costas de um diário de classe, o meu lápis começa a semear o sonho. As palavras se encadeiam e elevam meu pensamento, meu corpo se torna menos tenso e meu sorriso se…
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Uma pausa na Cafeteria Existe, na agitação de meus dias, um espaço para mim. Sentada à mesa de uma Cafeteria, nas costas de um diário de classe, o meu lápis começa a semear o sonho. As palavras se encadeiam e elevam meu pensamento, meu corpo se torna menos tenso e meu sorriso se esboça à lembrança... e a musa aparece como em magia, deslubrante,esvoaçante, seminua, dançando descalça naquela contracapa azulada. A palavra desejada se acomoda a outras tantas, até a chegada do ápice, quando o poema está pronto, na rima, no rítmo, na métrica e na beleza. Esqueço o café que esfriou na mesa, recoloco o diário de classe na bolsa e retorno novamente aos meus afazeres.

Um brinde com meus personagens Especialmente agora, meus personagens vieram jantar. E todos, diante de mim, como num ato sentimental de reencontro, erguem seus brindes naquelas mesmas taças em que sempre sorvo o fel. O fel que contém o sêmen da poesia. Cumprimento a cada um, abr…
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Um brinde com meus personagens Especialmente agora, meus personagens vieram jantar. E todos, diante de mim, como num ato sentimental de reencontro, erguem seus brindes naquelas mesmas taças em que sempre sorvo o fel. O fel que contém o sêmen da poesia. Cumprimento a cada um, abraçando e beijando, alegre pela sua participação empírica em tantos partos dolorosos que me fazem poetisa. Junto com cada um cumpro meu projeto de vida: os meus livros. Muitas vezes atiro longe o meu ópio e mergulho em subterrãneos escuros. Entrego minha alma às contrações dos versos, sem anestesia, sem analgésicos, que os deformam... E eles (meus personagens) estão "ali", inquietos, sofrendo junto comigo, sentindo os dissabores, a perplexidade ante o imutável que a vida impõe a minha sensibilidade plena de líricos espantos. E como eu, eles não têm escola, pois para quem tem sede de poesia, estes detalhes não contam. Bastam-nos as sensações, o inesperado das imagens, o ápice e o desfecho sempre surpeendentes que falam direto à alma. Especialmente, agora, para a glória da poesia, faça-se a eternidade! - é o que eu brindo com meus personagens. Porque eu creio no sol que mora no fundo da minha alma, que me traz sempre de volta à minha eterna busca.

Fica comigo Quantas vezes ouvi: "Fica comigo." Tantas vezes ouvi que hoje consigo
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Fica comigo Quantas vezes ouvi: "Fica comigo." Tantas vezes ouvi que hoje consigo dizer: "Não fico mais!" Quantas vezes, na valsa dos teus braços no doce dos teus beijos, senti todo o universo a perguntar de que me adiantaria, ser tua por um momento?! Fui tua, seduzida, entregue ao ritual de tuas promessas, possuída no embalo de teu verso, mergulhada em teu lago, imerso num temporal fingido de amor...

Anoitece Anoitece. O manto da noite cobre o meu corpo,
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Anoitece Anoitece. O manto da noite cobre o meu corpo, o silêncio deita o meu sono e as estrelas ofuscam os meus sonhos... E eu mergulho na lembrança. Anoitece. A lua vai bailando, aos poucos invadindo o meu sono e acariciando o meu corpo. E eu mergulho na saudade. É o sereno invadindo o meu quarto; é sobra da solidão na minha alma; é um gosto de saudade na minha cama... ... E beijando a minha esperança, os lábios de um breve retorno teu.

Entrei a nado Entrei a nado pelo rio adentro, beijando fontes, abraçando correntezas.
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Entrei a nado Entrei a nado pelo rio adentro, beijando fontes, abraçando correntezas. A manhã era ensolarada. O rio era de prata. Uma mangueira soberba e alegre ficou, de longe, me sorrindo. O céu era esperança. O rio era possibilidades. Nadei em águas daqui distantes. Cachoeiras formosas deram-me pouso. Agora, exausta, de volta à margem, sinto-me alegre como a amplidão. Meus lábios secos beijaram fontes, meus braços curtos romperam as curvas das fortes correntezas na imensidão. Agora volto de novo à margem, tenho nos lábios o doce da certeza. Trago nos braços a compreensão.

A procurar As horas vão passando sonolentas nas minhas dezenas de páginas da saudade...
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A procurar As horas vão passando sonolentas nas minhas dezenas de páginas da saudade... Estou vivendo nesta eternidade debaixo de mil e uma tormentas. Até o céu que muitas vezes eu via com o mais bonito luar que me sorria, hoje de tão pálido, vazio e sem graça, se tornou uma aquarela sem força. Eu pergunto a mim mesma: Por que estou descrente e indiferente a tudo, o olhar triste, vago e mudo? Eu estou sempre a procurar respostas para esta vida que tanto me desgosta, onde eu vivo querendo me encontrar.

No silêncio, te amo constante; Na mente, gravado o teu nome; No coração, os desejos que o tempo consome;
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No silêncio, te amo constante; Na mente, gravado o teu nome; No coração, os desejos que o tempo consome; No caminhar, sou aquilo que passa e você não vê. Se soubesse do que sinto e penso, E se soubesse como é grande e extenso O sofrimento que atinge o fundo de minha alma, Compreenderia porque perco o sono E porque sofro tanto este abandono: -É porque te amo meu querido!

Até ontem Até ontem seguíamos separados, vagando pelo mar das ilusões,
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Até ontem Até ontem seguíamos separados, vagando pelo mar das ilusões, afogando-nos nas tantas recordações, com os corações visivelmente ilhados. Eu a lembrar dos erros cometidos durante o meu passado efervescente; você a pensar insistentemente dos corações, por você destruídos. E agora nos reencontramos e pra tentarmos evitar mais dor, vamos fingir que não nos conhecemos. Mas nossos olhos por exprimir ardor, logo vão nos dizer que ainda temos aquele velho e louco amor.

Pausa Momentos de pausa, madrugada fria, agonia,
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Pausa Momentos de pausa, madrugada fria, agonia, e eu em clausura mofada: com pensamento empoeirado, perdendo os fios da poesia, travando comigo uma guerra... Angústias por se lavar, mas um bucado de fadiga, mental. Aindassim recaio no colo fraterno da Musa, como bicho de pelúcia, sem vontades, sem emoções, sem espanto, quase morta. E enquanto ela me acalanta, vou chorando, agonizando, amargando os versos que estão presos e não querem vir à baila. Mas, sobremodo, entendendo que meus versos, por hora, emudecem, talvez, porque eu não estou pronta para eles.

O amanhã Lá fora a chuva cai trazendo recordações de antigos vendavais
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O amanhã Lá fora a chuva cai trazendo recordações de antigos vendavais no cais os pescadores preparam as redes e esperam As noites mais profundas obrigam um novo olhar a lua debruça na janela a esperança antes imperceptível faz consertos na casa. No quarto a cama onde tantos carinhos amor e sonhos viraram rezas e choro não há mais lençol de seda. A memória vai polindo os momentos restaurando o passado com as cores das lembranças. O amanhã? O mundo dá voltas.

Amargo abandono Meu amor me esqueceu! Estou sozinha envolta num imenso mar de lama...
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Amargo abandono Meu amor me esqueceu! Estou sozinha envolta num imenso mar de lama... Procuro-o, em vão, na minha cama. Reclamo: Quão vida enganosa e mesquinha! É alta a madrugada e nem consigo fechar os olhos e pegar no sono... tudo dele ficou comigo e está comigo neste amargo abandono. Estou como a roseira desarmada que ficou solitária, sem aroma, sem dar brilho a ninguém e abandonada. A saudade cresce em forma abrupta e começa então a minha luta para enfrentar o mundo sem meu amor.

Aiuruoca Aiuruoca: Nasceu no tempo da colônia E foi crescendo a cada dia.
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Aiuruoca Aiuruoca: Nasceu no tempo da colônia E foi crescendo a cada dia. Hoje: tesouro níveo, florido, Tão rico quanto a poesia. Aiuruoca: “Casa dos papagaios”, Nossa intemporal guardiã, Assim Você é aclamada pelos seus. Sol de Minas, nossa anfitriã. Querida morada na Serra, De gente de força e ação Que ama e trabalha na terra, Com fé, suor e emoção. Lugar de natureza soberana, Impune e encantadora. Do seu tapete verde emana Verdadeira apoteose inspiradora. Aiuruoca... De rica cultura Emergida de teu próprio deleite. Dádiva preciosa Que ecoa por este mundo a fora. Canta Aiuruoca: é teu aniversário! Nunca irei da mente apagar Esses momentos tão lindos Que com Você vim festejar.

Nunca pensei Que bom que você comigo quis se encontrar! - Nunca pensei que pudesse merecer
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Nunca pensei Que bom que você comigo quis se encontrar! - Nunca pensei que pudesse merecer Esta felicidade que veio me trazer Quando sorrindo vi você chegar! Ver você pela porta entrar E nos meus brços se render! No abraço palpitante sentir e perceber Seu coração, com o meu coração, se enrolar. E agora, apaixonados, Deixamos o amor rolar... acontecer! E a lua brilhar num novo anoitecer!

Bella Quantas lembranças eu guardo E carrego comigo agora,
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Bella Quantas lembranças eu guardo E carrego comigo agora, Do seu vai e vem Passando a toda hora. Menina finginda quietinha Mas serelepe que só Não perdia nada de vista Nem um pé de meia no meu sapato! Saudade, doce saudade Dos nossos momentos tão juntas Dos passeios da manhã Das sonecas a tarde... Eram momentos muito bonitos Às vezes de céu fechado Mas seu jeito era tão fascinante Que nada se molhava. Por tamanho teu amor por mim Nos meus versos você sempre estará E dentro do meu coração Você vai sempre morar.