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Frases de Rosemary Chaia

237 frases

Todo Escritor (veja: com "E") é ético, ou seja, deixa argumentos poeirentos de lado, reconhecendo assim a sua missão de interferir positivamente na formação de seu leitor.
Quando chegar minha hora. Quando chegar minha hora de fazer minha viagem definitiva,
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Quando chegar minha hora. Quando chegar minha hora de fazer minha viagem definitiva, quem dera fosse num dia de ressaca do mar, para mais rápido flutuar meu barco para a outra margem. E no balanço pra-cá e pra-lá, como num berço, sentiria voltar para meu próprio começo. Sem nenhum lamento e como se tivesse asas, rasgaria o céu... E delineando retas e curvas abraçaria a primeira estrela.

O amar Desfaz a textura dos dias e desafia o tempo.
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O amar Desfaz a textura dos dias e desafia o tempo. Sua busca é seu itinerário: sempre segue sem bússolas pelos atalhos da vida. Mas não se perde, encontra-se em cada elo. É sem prévias partituras, se a melodia principia. Se semente e seiva, sempre é templo de maduração. É tempestade e estio inesperado. Paisagem vária. Travessia.

Ao voltar de Juiz de Fora, sempre sou outra: redescubro no olhar
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Ao voltar de Juiz de Fora, sempre sou outra: redescubro no olhar o rosto da última despedida. Não estar perto dos meus entes querido me torna uma mulher forte, pois posso aguardar nos meandros do tempo, enquanto não os vejo; refaço os contornos dos olhos de cada um e espero a imagem se dissolver e se recompor novamente. E assim vou seguindo: Com o relógio se detendo sobre as horas vivas quando colho o calor e me aqueço em silêncio.

Já tua presença é muita e de certa medida,
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Já tua presença é muita e de certa medida, embora ainda no ventre que te abriga. Enquanto está aí, procuro definir tua face, mas perco-me na profusão das origens e gerações. Quando chegares, vai calar minhas palavras, pois és mais que poesia: é fonte e euforia, é vida a mais!

nstante de labirinto Instante angustiante Estou perdida nele,
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nstante de labirinto Instante angustiante Estou perdida nele, sem faro, sem amplidão. Me perdi, me busco, procurando descobrir cada nuance eu estar assim... Em meu sangue corre o desespero, Em pedaço e perdido de dor está o meu coração. Fizeste minha alma naufragar. Meu viver está Apenas fluindo no fluxo. Por quê? A felicidade mata qualquer tristeza, E você me deixou num cais à deriva, Num barco sem visão Que corre solto e perdido.

Fechei os olhos. Com força. Obriguei-me a lembrar, a visualizar este ano que vai indo... Fitei a amizade feita com todos, as amizades já de anos, as delícias de momentos vividos e sentidos, a distância que me separa de minha cidade natal, meus parentes queridos e eternos... E dis…
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Fechei os olhos. Com força. Obriguei-me a lembrar, a visualizar este ano que vai indo... Fitei a amizade feita com todos, as amizades já de anos, as delícias de momentos vividos e sentidos, a distância que me separa de minha cidade natal, meus parentes queridos e eternos... E disse: - Tenho que ser mais eu! Atravessei a sala, examinei a rua em silêncio. Agachei-me embaixo da fresta da janela. O som da chuva aumentou. E eu consegui entender que nada dessas coisas poderão sair da minha vida. Posso abrir uma página nova na minha vida, mas jamais virar as páginas vividas. É a única verdade que eu realmente sei. Eu disse a mim mesma e a digo a você agora.

Assim surgem os meus versos Assim surgem os meus versos: durante uma jornada agitada
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Assim surgem os meus versos Assim surgem os meus versos: durante uma jornada agitada naquele olhar no beijo do amante no andar pelas ruas sem rumo da dor e do pranto acompanhados na aquarela na busca de mim mesma nas coisas mínimas e e nas coisas máximas. Assim surgem os versos: sem avisar sem domínio sem premeditar os versos dão-me o bote.

A xícara de café Vagando entre o sonho e a realidade, mergulho os pensamentos
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A xícara de café Vagando entre o sonho e a realidade, mergulho os pensamentos na xícara de café, quebro uma casquinha de pão nos dentes no lirismo das 4 da tarde. A cafeteria num ponto mágico me traz a luz da rua e a energia vital desprendida das coisas paradas, é como se eu pudesse ver as verdades alheias. Movimento da rua feito de passos largos e um homem inerte que capturo com o olhar em silêncio num banco, momento que pressinto paz e calmaria. Mergulho os olhos na xícara de café imóvel a colher move meus olhos parados... A xícara e o café de um se faz o outro eternos... Encanto que me tira a pressa e me faz desperta e atenta, apaziguada e viva. Ao redor da xícara de café, há uma folha mágica, de onde os versos emergem e oculta a realidade, provocando minha alma para contar minha história: a fala do silêncio, de quem caminha sozinha.

Zana (desejo súbito de uma noite em solidão) Quero andar pelas ruas de Juiz de Fora
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Zana (desejo súbito de uma noite em solidão) Quero andar pelas ruas de Juiz de Fora na sua doce e suave companhia, esquecer os apuros, sustos e desenganos, desfazer o tédio, a tristeza e o cansaço. Abandonar-me, calada, em teu sorriso neste gosto suicídio de que o tempo passe... Quero ouvir junto de você canções de Ana Carolina e versos de Murilo Mendes que vem de longe, de onde, nem de quando, não importa. Mais vale tudo escorrer sem planos nem cuidados... Mais vale ouvir tudo em surdina, recuperar os dias vividos em distância... E falar de nós, apenas de nós.

Quero preservar meu fino. Sou lisa, quase transparente, brilho no fundo de um regato em flor. Desço montanhas tecendo a aventura. Mais valiosa que qualquer pepita. Ninguém me reconhece, sou perdida entre muitas, mas não me importo, se lapidada perderei meu fino, por isso me depos…
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Quero preservar meu fino. Sou lisa, quase transparente, brilho no fundo de um regato em flor. Desço montanhas tecendo a aventura. Mais valiosa que qualquer pepita. Ninguém me reconhece, sou perdida entre muitas, mas não me importo, se lapidada perderei meu fino, por isso me deposito com a certeza de não ser colhida. Tenho a beleza pura no barulho das correntezas, mudo de lugar conforme a chuva e os ventos. Ameaço despencar em cascatas, mas me seguro. Me encolho, me cubro com véu ao toque quando estão por me descobrir quase sem querer. E flutuo, sumo... para transformar em fonte pura sentimentos e valores que se perdem pela vida.

Silêncio Sou, apenas, assim me basta. Tenho a certeza de existir, o que é tudo.
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Silêncio Sou, apenas, assim me basta. Tenho a certeza de existir, o que é tudo. Por que devo dizer? São inúmeras e tão vastas. Palavras! Se são pobres, prefiro ser muda. Meu corpo também foi feito para dormir. Mesmo o amor tem lá seus segredos. Se estou com alguém, quero apenas existir... Há sempre algo em mim que não escapa à prisão do pensamento. Meu silêncio não fere a quem eu respeito. Eu tenho a mesma calma de um ancião. Sou silenciosa como um monge em meditação, Como a bênção de mãe sobre o filho.

Momento lembrando outro Tomando este café, não amargo, nesta tarde nem muito fria,
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Momento lembrando outro Tomando este café, não amargo, nesta tarde nem muito fria, que estranha nuvem é esta que cai em mim de um outro dia? Que outro momento em mim de frio me percorre, que saudade é esta, que tão viva, hoje me entorpece? Pousando esta xícara, às margens de caminhos incertos, nem amargo nem frio o dia e o sabor, que boca é esta que me sabe de tudo?