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Frases de Roseana Murray

35 frases

Quero asas de borboleta azul para que eu encontre o caminho do vento
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Quero asas de borboleta azul para que eu encontre o caminho do vento o caminho da noite a janela do tempo o caminho de mim

Tateando Caminhos passo as mãos no rosto debaixo da minha pele
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Tateando Caminhos passo as mãos no rosto debaixo da minha pele quem é esse ser que me habita tão envolto em penumbras qual cigana em seus panos? que mulher é essa fazendo de mim labirintos como um peixe no oceano? passo as mãos no rosto feito um louco em seu passado e nem me decifro nem me devoro abro a janela e bebo a manhã em grandes goles

Água de palavras Às vezes desanimo e me sinto inútil
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Água de palavras Às vezes desanimo e me sinto inútil portadora de estranha doença de que servem esses poemas água de palavras frutos nascidos de loucas sementes de que me servem se são menos que estrelas cadentes se são volúveis se são voláteis se fogem das mãos como pássaros de renda melhor seria esvaziar as gaiolas com que tento apreender o tempo melhor seria derramar no mar as minhas gavetas tão cheias de fios de noites cerzidas melhor seria arrancar de mim como erva daninha essa linha que me descostura e que me faz prisioneira de miragens

Bem-estar É como uma brincadeira, experimente:
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Bem-estar É como uma brincadeira, experimente: faça à sua volta um círculo encantado, iluminado de amor: quem chegar perto se ilumina também. Aí dentro, sempre cheias, as teias que guardam palavras delicadas. Algumas são fogo sagrado e fabricam luz.

Os anjos Os anjos, criaturas de encantamento
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Os anjos Os anjos, criaturas de encantamento habitam meus pensamentos. O que podem os anjos, de mãos azuis, fazer por nós, simples humanos? O que podem, com seu hálito de estrelas, o céu nos olhos, e uma enorme compreensão para com nossos corações fatigados? Que um anjo durma sempre ao meu lado e faça com seu silêncio o tecido dos meus sonhos.

Poema das Bruxas Metade de mim é fada, a outra metade é bruxa.
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Poema das Bruxas Metade de mim é fada, a outra metade é bruxa. Uma escreve com sol, a outra escreve com a lua. Uma anda pelas ruas cantarolando baixinho, a outra caminha de noite dando de comer à sua sombra. Uma é séria, a outra sorri; uma voa, a outra é pesada. Uma sonha dormindo, a outra sonha acordada.

Adagas há os que na vida se sentem confortáveis
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Adagas há os que na vida se sentem confortáveis como se a vida fosse uma velha conhecida uma vitrine eternamente posta eu por mim sou daquela tribo errante dos que já nascem com as veias cortadas atravessar planetas e horizontes... e domesticar adagas

Espelho, espelho meu Diga a verdade Quem sou eu?
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Espelho, espelho meu Diga a verdade Quem sou eu? Se às vezes me estilhaço Se às vezes viro mil Se quero mudar o mundo Se quero mudar o rosto Se tenho sempre na boca Um gosto de água e de céu. Se às vezes sou tão só Quando me viro do avesso. Se às vezes anoiteço Em plena luz do sol Ou então amanheço Com vontade de voar. Espelho, espelho meu Diga a verdade, quem sou eu?

Colo de avó Tem avó que é diferente, nada de cachorro, gato,
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Colo de avó Tem avó que é diferente, nada de cachorro, gato, cavalo ou duende. Galinha de estimação é o que a avó carrega feito mapa do tesouro, para lá e para cá (parecem duas dançarinas). e para quem conta os seus segredos, fala do tempo, do que vai colher, do que vai plantar. A galinha concorda: có, discorda: cócó, Às vezes dorme, às vezes acorda e muitas vezes esquece que a avó não é galinha. Apesar de tão quentinha, a avó é gente.

Caixa Carregamos pela vida afora os cheiros dos encontros raros,
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Caixa Carregamos pela vida afora os cheiros dos encontros raros, dos acontecimentos, da nossa primeira casa, do quintal, se houve quintal, da mãe na cozinha, dos sonhos quando acordamos. Se houvesse uma caixa para guardá-los, seriam nosso tesouro. E então, em dias de saudade, abriríamos nossa caixa e mergulharíamos como num túnel do tempo.

⁠PARA CABER NO CORPO Quando a alma é livre e nômade
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⁠PARA CABER NO CORPO Quando a alma é livre e nômade e só descansa em movimento, debruçada no parapeito do mundo, quando mergulha nos abismos mais profundos, se estilhaça e voa e volta, quando a alma se reconhece nas nuvens e nas pedras, nas miragens do deserto, e não teme as encruzilhadas, então a alma cabe no corpo.