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Frases de Rosário Saraiva

11 frases

Hoje a percepção foi de falta ... Como se faltasse puxar a marcha certa pra que o andar fosse mais leve; Como se mesmo eu sendo dona ainda existisse a ausência da posse.
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Hoje a percepção foi de falta ... Como se faltasse puxar a marcha certa pra que o andar fosse mais leve; Como se mesmo eu sendo dona ainda existisse a ausência da posse. Na falta do que já existe vem juntamente as interrogações, são os enigmais impossíveis de responder ? ou não sou eu a pessoa com as respostas certas? ! Olho no mais profundo e íntimo de mim, e vejo que no vazio há um grande espaço preenchido pelo que ainda não se revelou . Temos o tempo até lá, ou tivemos o tempo até aqui ?! O que é a permanência do tempo se não a ausência dele , e assim sua eternidade. Sou eu agraciada por amar, E talvez punida por não saber como lidar ... De tantas e tantos no ontem , Um singular no hoje . Peço que o vento leve a ti meus melhores desejos , e que nossas faltas de palavras ou excesso delas não tirem jamais a essência do dito, a surpresa ao ouvir e o grande aprendizado ao interpretar. Há tanto pra ser dito e vivido, que quase morro ao pensar em parar . Ainda assim, os caminhos são como vias de mão dupla, e seria doloroso impedir alguém de voltar; a liberdade sempre existe ainda que possamos um dia nos sentirmos presos a nossas escolhas... Há uma linha que liga as dores do passado, os medos e a esperança do presente ; serei eu forte pra seguir , mas serei feliz se eu puder seguir junto a ti. Amar-te é mais que uma escolha imediata, é uma escolha pra minha vida inteira.

⁠Sempre foi mais fácil ficar olhando para o céu enquanto as nuvem partiam. E eu sempre quis ser as nuvens, mudar de formato e pode ir a todos os lugares ,contemplar de cima a pequinês humana que tanto me fazia querer crescer voando... Hoje olho meu álbum tentando reconhecer a g…
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⁠Sempre foi mais fácil ficar olhando para o céu enquanto as nuvem partiam. E eu sempre quis ser as nuvens, mudar de formato e pode ir a todos os lugares ,contemplar de cima a pequinês humana que tanto me fazia querer crescer voando... Hoje olho meu álbum tentando reconhecer a garota que queria voar e vejo que ela agora só quer pousar, pousar na paz do dia a dia, conseguir levantar de cabeça erguida ainda que os pés não saiam do chão; a garota de ontem esperava ansiosa o final de semana para viajar , hoje ela viaja em seus pensamentos que outrora a fazem levitar; a garota que de criança sabia que o tempo não andava e sim corria, que tanto temia a virada de ano e não gostava de festas natalinas, hoje queria que do lado da família e amigos passar todas essas datas pertinhos... ontem meu relógio parou e até agora não consigo lembrar o que fazia naquele horário; a vida corrida desgasta os sapatos o tempo e até as lembranças... E meus cadernos ainda com páginas em branco e sem que eu tenha o que escrever, estão envelhecendo, sem serem escritas novas histórias, esta sim é uma triste forma de morrer...

⁠Por vezes me perco viajando em tempos que já estive e em outros que não sei como serão. Saber o que se espera do futuro nem sempre é suficiente, as vezes queremos regular os ponteiros quando o relógio não nos pertence, uma forma de tentar correr mesmo sabendo que a aprendizagem…
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⁠Por vezes me perco viajando em tempos que já estive e em outros que não sei como serão. Saber o que se espera do futuro nem sempre é suficiente, as vezes queremos regular os ponteiros quando o relógio não nos pertence, uma forma de tentar correr mesmo sabendo que a aprendizagem se faz principalmente no início do andar, onde as pernas ainda bambeiam. Quando fechamos os olhos e abrimos o coração nos vem respostas que nem nós somos capazes de elaborar. Sentir as intuições, porém sem desacreditar das intenções... As maiores revoluções acontecem no interior e nem sempre é visto a olho nu, nosso universo está em constante caos, ainda assim a ordem existe. Ela existe , mesmo que minha visão fique embaçada e que meus passos rápidos percam a pressa por medo de tropeçar. São instantes de perca do chão, voo livre, pássaro preso, remessas de vozes, escassez de sons; e ainda que tenha contrastes, as cores do amor que sinto é reluzente e transparente, meu amor que se faz puro não tem cor, porem todas as cores se cabe. Então vem comigo para se desconstruir, deixa eu me fazer de casa e sempre que cansada em mim encontrar descanso, me deixa ser teu abrigo e se houver perigo segurança em mim sentir. Me deixa ser, se eu não for me diz...

⁠Estamos aqui todos nós aprendendo, não viemos com um manual de sobrevivência, Todos temos medos e inseguranças, até mesmo o homem de ferro tem medo, porque nós meros humanos e sem armaduras seríamos diferentes... Temer o amanhã, o adeus ,e até mesmo a felicidade pode se tornar…
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⁠Estamos aqui todos nós aprendendo, não viemos com um manual de sobrevivência, Todos temos medos e inseguranças, até mesmo o homem de ferro tem medo, porque nós meros humanos e sem armaduras seríamos diferentes... Temer o amanhã, o adeus ,e até mesmo a felicidade pode se tornar uma fuga sem volta, essa fuga além de não dar morada a coragem te fazer viver uma vida sem sabor , te faz aceitar a eterna comodidade, mesmo sabendo que a eternidade aqui na terra não há... Não zombo dos medos, porque sei o quão sérios eles são, mas te ver fugindo e agredindo a si mesmo por não querer me deixar ir é uma forma de me matar a cada dia...

⁠É preciso ter mais do que paz dentro de si, É preciso ter um caos que te mova à algum lugar, A paz é preguiçosa, um fardo silencioso, o comodismo diário, o sossego que esconde a agitação.
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⁠É preciso ter mais do que paz dentro de si, É preciso ter um caos que te mova à algum lugar, A paz é preguiçosa, um fardo silencioso, o comodismo diário, o sossego que esconde a agitação. A paz é cega, ela é o enaltecer da desigualdade, o permitir da dominação. A paz é o silenciar dos homens e mulheres , é o consumir da carne, é abraço sem toque , o sentir sem sentido. Nos fizeram acreditar na paz , enquanto nos matavam na guerra. A paz é o Brasil coberto de sangue e pintado de verde e amarelo.

⁠Você me mostrou o Mar, Eu te mostrei a Lua, Você me falou do Mar,
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⁠Você me mostrou o Mar, Eu te mostrei a Lua, Você me falou do Mar, Eu te falei da Lua, Quando fechei os olhos , Lá estávamos em uma ilha... A Lua sorrindo pro Mar , O mar sorrindo pra Lua, Eu já estava nua, pronta para mergulhar no Mar, Você com o sorriso bobo, dizia... Há Mar... E na imensidão das águas, mergulhei, E de perto teu sorriso eu ouvi, parecia um sussurro, o soprar do vento, como um beijo leve, tão leve como um pensamento. Acordei, e por um instante senti viver tudo em um único momento, Olhei para céu e lá estava a Lua, sorrindo e desejando o Mar. Me falou baixinho, Não tem como mergulhar em águas rasas quem quer ir "á Mar"...

⁠Comecei a escrever em um caderno com folhas em branco e sem nenhuma linha... No começo até me surpreendi , minhas letras pareciam desenhos em constante sintonia, iam de maneira linear, sem se desviar ,nem para cima e nem para baixo. Mas, no decorrer do tempo, percebi que já nã…
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⁠Comecei a escrever em um caderno com folhas em branco e sem nenhuma linha... No começo até me surpreendi , minhas letras pareciam desenhos em constante sintonia, iam de maneira linear, sem se desviar ,nem para cima e nem para baixo. Mas, no decorrer do tempo, percebi que já não tinha linearidade, em um momento as palavras iam mais altas, em outros momentos elas pareciam afundar, como o silenciar de uma voz... Eu continuei escrevendo sobre a vida nos altos e baixos das linhas imaginárias. Na tentativa de fazer tudo certo e simétrico, mas, só me doía, doía a mente por pensar tanto, doíam o dedos por apontar meus erros, doía meu coração por não entender por inteiro. Ainda assim insisti em escrever, escrever sobre a vida, uma vez que perdida no conturbar das linhas, encontrei meu eu, ela andava sozinha, entrelinhas, amando o dia, odiando a noite , falante durante a semana e se calando no fim.

⁠Fui condenada por Matar. Esta feito. Terminado . Sempre achei que os finais eram rápidos, um golpe certeiro no peito e pronto, acabou, mas acabou para quem se esse pode ser apenas o início do termino, quanto tempo leva eu também não sei, mas ele se inicia com uma decisão.
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⁠Fui condenada por Matar. Esta feito. Terminado . Sempre achei que os finais eram rápidos, um golpe certeiro no peito e pronto, acabou, mas acabou para quem se esse pode ser apenas o início do termino, quanto tempo leva eu também não sei, mas ele se inicia com uma decisão. Eu fui condenada por matar, mas antes escolhi morrer, desaparecer aos poucos, a medida que a força acabava meus labios sorriam, estava mais perto da morte o quanto podia, a dor da alma se aliviava enquanto a pele sofria, esquecer a própria história, deixar-se apagar as próprias conquistas, viver o outro enquanto de si próprio esquecia, uma alusão a realidade, ver por outros olhos o quão lindo esta o dia, estar perto, tão perto que já me sentia dentro , ofuscada pelas asas que protegem e não te deixam ver , surda pelo barulho que ensurdece e não te permite ouvir , calada pelo incômodo de existir. Algo vai te olhando e observando , até que uma voz te sussura de perto " você tem mais uma escolha" , desta vez quando tive que escolher entre matar ou morrer , escolhi matar , matei para me manter viva, foi em legitma defesa, mas será que o juiz acredita?. Comecei sufocando aquela voz que ainda dizia que amava, adentrei profundamente as lembranças que machucaram, deixei suas feridas expostas e fui envenenando diariamente os sentimentos , abri a janela do meu Eu , o sol entrou e eliminou a escuridão, consegui ver o que me apodrecia. Após longos dias , percebi a casa interna mais limpa e bonita , porém estou condenada , precisei arcar com o alto preço, minha condenação não é a prisão cheia de grades, mas viver a realidade com o peso das escolhas que fiz. Dariamente mato as lembranças de algumas histórias , porém já não sei o que foi verdade e o que mente cria.

⁠Estamos em muitas coisas, em muitos amores, em partidas e encontros. Nessas idas e vindas, muitos eu vi, poucos eu conheci... Entre tantos abraços, até hoje procuro o meu.
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⁠Estamos em muitas coisas, em muitos amores, em partidas e encontros. Nessas idas e vindas, muitos eu vi, poucos eu conheci... Entre tantos abraços, até hoje procuro o meu. Quantos de nós estamos, mas não pertencemos? Não pertencemos ao nosso trabalho, não pertencemos à nossa cidade, não pertencemos ao nosso casamento. Mas estamos. Estamos tentando ser parecidos com o que esperam de onde estamos.