Memórias... de alegrias passadas
apagadas.
Recuerdos desse amor que um dia foi
e se foi...
Gostaria de voltar no tempo
nem que fosse por um momento...
Te abraçar uma vez mais...
voltar atrás...
Como hoje há dias e dias
que só deixar fluir eu queria.
A memória insiste em te apagar...
O coração preso a ti eternamente quer estar.
Passas pelo meu olhar todo dia...
e eu flutuo.
Tens um aroma de flores.
Tens uma suavidade de notas musicais.
Tu passas pelo meu olhar
... e eu... eu me perco...
e a cada reencontro... eu me encontro.
Passas pelo meu olhar... todo dia <3
How long will I love you?
Me transformei na tua Lua.
Sou o Sol mais bonito para teus dias aquecer.
Sou aquele farol que te guia
todo dia, todo dia, todo dia.
Quero feliz te ver
não importam tempestades...
invernos não contam
sou as águas cheias de calma
que aquecem e acalmam tu'alma.
Vou te amar por todo o tempo que eu for capaz.
Senti o lado amargo do amor.
Veio tão cheio de graça...
me encheu de desgraça.
tão colorido chegou
levou embora todas as cores...
meu mundo em cinza transformou.
E eu o toquei com a alma.
Desnudei minh'alma.
Toquei-o com palavras
as mais belas escolhidas
do meu jardim de versos colhidas.
Eu não conhecia esse lado escuro.
De meias palavras... de ditos não ditos
de máscaras e traição...
coisas que fazem tão mal ao coração...
... de qualquer um... também de quem não é vagalume.
Fim do dia
Enfim... ontem eu entendi...
entendi o que mais me afligia...
no fim da dia:
a falta de luz me cega como a mais forte luz do dia.
Enfim... ontem eu entendi...
entendi que amar
é pra quem jogos complicados gosta de jogar...
Amar é um mero jogo de dados.
Ganha quem joga sem se importar se vai perder ou ganhar.
És o verso mais tangente.
És tão eternamente presente.
És algo fora de toda magia.
És o tudo do tudo que eu queria.
Minhas noites vazias são eternas testemunhas
da falta que tu me faz
Te proponho um trato: volta... vamos deixar fluir... que importa se amanhã de novo tens de embora ir...
Sou eu
minha melhor versão...
invenção
de valores inversão.
Não tenho tradução
nem explicação...
muito menos sou solução.
Voilà...
Sou eu
de dentro pra fora...
Gostou? Gostou!
Não gostou? Pode ir embora.
De desculpa em desculpa
descubro que estou certa.
Culpado! Não sei muito sobre ser culpado...
desconheço o significado.
Não conheço sequer sinônimos distanciados.
Em desculpar, ao contrário, conheço os milhares de sentimentos que envolvem cada momento.
Meu vocabulário é imenso.
Não preciso sequer pensar um momento.
Desculpo no momento em que os olhos do culpado pousam em mim.
Desculpo... sempre desculpo, sim!
E de sonho em sonho eu sigo te amando.
Agora estou em teus braços.
Tu estás me beijando.
A tua mão acaricia meu rosto.
Sinto na boca o teu gosto.
O vento bate uma porta.
Sempre há algo ou alguém me acordando.
Nada em mim é pela metade.
Todas as situações, comigo, têm começo, meio e fim.
Em todas estou inteira.
Sou assim.
Comigo também não existe 'talvez'
Não sei viver mais ou menos
Não há começos incertos.
Não há perguntas sem respostas...
Nada em mim que não seja descoberto.
É preto no branco.
Não há tiro no escuro.
Comigo é tudo certeiro.
Não existe fins com gosto amargo na boca.
Tudo comigo é muito franco...
... mas com leveza
Nossa história
guardo na memória.
Começou num momento tão pequeno...
Insignificante.
Tudo foi cambiado.
O acaso... amor destransformado.
O amor jurado olvidado.
Quem nos roubou a esperança?
Um bater de asas de borboleta...
Um tsunami gigante.
Lá de onde venho,
aprendi que todos os obstáculos são superados...
aprendi que a vida não vem com manual...
e que isso não faz mal...
aprendi que o medo só atrapalha, congela.. não ajuda em nada...
aprendi que as coisas não vêm de mão beijada...
aprendi que as coisas devem ser conquistadas...
aprendi que se deve parar de quando em quando para sentir o perfume das flores...
aprendi que a gente cai... que até o fundo do poço às vezes vai...
aprendi que a vida deve ser vivida a cada minuto...
aprendi que o que vale é o momento presente...
aprendi a me fazer presente.
E daí se tenho problemas na cabeça?
Daí eles não saem não.
Tomam conta de todo canto,
mas jamais descem ao coração.
Tomo uma... tomo outra decisão.
Desenvolvo força e coragem.
Um enorme sorriso no rosto.
Tenho sempre a consciência tranquila
e paz.. muita paz no coração.
Deixo meu pensamento me levar,
de cá pra lá... de lá pra cá... minha vida bagunçar...
E daí se ele me leva pro lado errado?
Sempre há meu coração a dizer: tenha calma tudo vai passar... tudo na vida pode ser consertado.
A vida tem sentido?
Não sei...
A chuva,
O gato,
As ondas na praia a quebrar,
Um quero-quero a querear?
Talvez.
Um sussurro.
Um murmúrio.
Um zunido.
Uma fala ao pé do ouvido?
Talvez.
Um ir e vir.
Um passear.
Um medo de amar.
Uma lágrima a rolar?
Talvez.
Talvez seja a vida só uma encenação
de uma mente maluca, excêntrica... vazia...
desesperadamente querendo preencher seus infinitos dias.
Talvez.
BATENDO A PORTA
Hoje caminharei por montanhas e vales até minh'alma de tudo esquecer, sem me importar com o que vou ganhar ou se vou me perder. Hoje partirei sem pensar se um dia voltarei. Hoje viverei sem passado, sem futuro... só quero o presente, neste mundo de pouca luz entre sombras... só no presente ficarei... este momento é o que conta, afinal das contas.
Talvez um dia com uma alma nova nascerei... em um lugar qualquer sem nome, sem beira... e pra vida de verdade voltarei.... muito faceira. Aí sim me importarei com o que de minha vida farei. Dançarei... ah! como dançarei...Hoje nada importa, saí da minha vida batendo a porta
Perdi as chaves, a hora, o tempo.
E agora me resta apenas um momento.
Reviro a casa atrás da chave?
Abro gaveta por gaveta pra ver se as encontro?
Quem sabe a geladeira?
Ou com a hora perdida perder o momento que me resta é besteira?
Atraso o relógio?
Me engano?
Volto os ponteiros por anos e anos?
Perdi o tempo.
Pensando.
Refletindo.
Matutando?
Divagando?
Por ruas desertas vagando?
Vagamundo... vagabundando.
Ah! se eu tivesse mais tempo...
Saberia melhor aproveitar os momentos?
Triste sina.
A vida ensina...
Quando não temos mais tempo.
ESPERANÇA
Um barquinho de esperança...
...
num mar de incertezas...
a vida ao sabor das ondas...
pra lá... pra cá...
pra cá... pra lá...
Dia e noite, noite e dia...
tenta preencher sua vida de alegrias vazia...
pra lá... pra cá...
pra cá... pra lá...
monotonia, monotonia, monotonia...
a única certeza: a morte.
Encontrar Jesus seria sua maior sorte...
pra lá... pra cá... pra lá... pra cá... pra lá...
se não encontrar... vai lhe tragar a morte!
E fim.
Juntei os pedaços.
Colei-os
Refiz minha vida.
À antiga, dei um adeus de despedida.
Ainda sou pedaços...
Um quebra-cabeças
Montado
Que a qualquer brisa suave
Em mil pedaços se esparrama por todo lado.
Sigo bambaleando.
Na corda bamba da vida
Vivendo... existindo
Me refazendo...
Ao sopro forte do vento...
Às tempestades da vida...
Ao gosto amargo de certos dias...
Sigo... resistindo.
Travessia
Hoje acordei com a estranha sensação de leveza.
Da vida vi toda a beleza.
Do futuro tive certeza.
“Mereço zelo, carinho, cuidado.’
Sei que no meu seguir nada vai dar errado.
Há flores.
Há cores.
Livre pra todos os sabores.
Eu achava que era preciso ter o caos.
Achava...
Não, não nasci assim...
A desordem não é pra mim.
Talvez, quem sabe, pode ser...
Com isso viver deixo pra ti.
Abri a porta.
Abri a mente.
Sem nada em mãos, nem em mente.
Parti.
E não vou olhar pra trás
Sobre dor
Em alguns dias dói.
Noutros dói mais do que doía.
A dor do presente é mais profunda do que a dor antiga.
Ó vento, cala-te um pouco.
Me deixas louco.
Preciso ficar aqui solitário.
O mar está se tornando cada vez mais cinza.
A felicidade é um bem retardatário.
E eu não sei mais o que fazer.
Pra daquele amor esquecer.
Ó mar salgado... minhas lágrimas te salgam mais...
Meu choro talvez fizesse minha amada voltar atrás.
É só daquele abraço que preciso.
A razão de meu amor...
Por que tardas em voltar?
Não voltarás.
Essa é a verdade.
Eu... eu que fique pura saudades.
Dor ingrata dor...
Segues comigo aonde eu for.
Escancaras tua crueza, tua dureza...
Tua indelével sutileza.
Não me deixas nem ao menos me enganar.
Minha amada não vai voltar.
Ó vento, acabe com esse tormento... pare de ventar.
Ó mar... pare de marear.
Dor, ó dor... pare!
Eu só desejo me enganar.
Esperança
Sim, eu sigo
com toda a esperança do mundo.
Não me desespero nem por um segundo
Sim, eu espero o dia seguinte.
Sim, eu espero o alinhamento dos luminares, dos astros.
Sim, eu espero que encontres no meio de tantos outros os meus rastros...
Tenho feito trilhas de migalhas.
Tenho marcado território.
Tenho conectado nossos caminhos, nossas trilhas.
Tenho sintonizado nossos horários.
Loucura, insanidade?
Alienação, demência?
Paranoia, doidice?
Paciência?
Quem sabe?
Sim, eu intuo o instante.
Sim, eu te incluo nos meus sonhos.
Mas eu vivo...
não apenas a tudo sobrevivo.
Acalma-te, minh’alma
Por que te inquietas tanto assim, alma minha?
Por que busca a verdade onde ela não está?
Por que busca a paz e o descanso onde não pode encontrar sozinha?
Sai desse vendava...
Sobe aqui e vem ver tudo daqui de cima pra você entender
Nada vale essa confusão no vale de lágrimas em que te encontras.
Não há o que pague tua falta de paz
Descansa, confia e entrega
Toca a terra e perceba tudo conectado
Olha e vê tudo voltando pra ela
Te acalma!
Volta a entender a conexão que há em tudo
Volta a compreender que és livre
Não estás presa
Não estás enclausurada em emoções que te tiram o sossego.
Perde o medo.
Lembra da rota, do caminho original?
De todas as flores que já plantaste pela estrada?
Lembra?
Precisas lembra... rememorar aqueles dias de pura paz.
Precisas deixar ir..
Precisas deixar partir de ti
É melhor pra ti que seja assim.
Te reencontre na serenidade do amor
Essa vida de borbulhar paixão não é pra ti
Mereces zelo, carinho e cuidado...
Pegue a tua bagagem
Aproveite tudo que já viveste e sabes
e aplique
E vai-te embora, não olha pra trás...
O futuro que te espera está logo aí...
No próximo passo.
Na próxima virada de esquina.
Vá, alma minha, vá... vá se embebedar com a tua linda sina...
... e já.
Como não te amar?
Como não amar esse teu sorriso lindo e franco?
Ah essa conversa boa...
... esse tempo juntos que voa!
Como não amar esse teu abraço?
Amplexo.
Côncavo... convexo.
Tu e eu...
Como não amar?
Essa tua força de vontade
De viver de verdade.
Como não amar?
Esse homem que há nesse menino.
Que chegou e mudou todo o meu destino.
Como não te amar?
Tarde demais
E... mais uma vez você vem com suas desculpas (e eu desculpo)
E mais uma vez você diz que sente muito.
Me segura por um fio...
E depois me derruba... mais uma vez.
Sempre tem mais uma vez.
Como água do rio... corredeiras.
Mais de uma vez dor e mortes certeiras.
Mil vezes me afoguei e
... em seguida voltei.
E me desafoguei.
Na margem do rio sentei.
Respirei... fundo respirei
E mais de mil poemas poetei.
Cansei.
Você não precisa de mim.
Você não gosta de mim.
Entendi... na hora certa... só
agora é tarde demais (pra você).
Tão tarde... que agora é fim.
Vou continuar sem você e você vai conseguir seguir sem mim.