Não há lugar pra vida onde há morte
De brilho destituída... sem vida.
Pálida, álgida... linda e mórbida... da vida subtraída.
Coração de gelo não mais se enternece com seu triste apelo...
Coração vazio – de vida –, desabitado...
Coração despedaçado.
Ele aqui onde se diz que a vida... num vácuo, na verdade,
Está a seguir só, mórbido... desesperançado...
Sua mão ao tocar a dela... como mil vezes antes, tremeu.
Cadê aquela corrente elétrica a que estavam acostumados?
A falta de vida... o poder da morte... quem a escafedeu?
Toca ele mais uma vez seus lábios de carmim... tantas vezes beijados...
Sente-os desbotados... não se movem... comprovam: está tudo acabado.
`Pobre moço triste’ - uma voz sussurra...
Ah Camões! Teu verso aqui cabe tão bem...
Oh! “Alma minha gentil que te partiste...’ por que partiste!?
Nunca antes havia achado a vida tão triste.
Nunca tinha vivido uma vida tão escura.
Um vento gélido soprou...
A morte o que da vida levou?
Um calor que não mais existe...
A morte o que da vida deixou?
Ele mórbido, entorpecido... de toda vida esquecido....
Segue a continuar... completamente sem sentido.
O rio é doce...
Hoje...
um rio de lama
Lágrimas... uma voz que clama:
"Quando vão entender que dinheiro não se come?"
Barragem, para barrar...
não espalhar
Não dá pra arrumar outro jeito
... pra se desfazer dos rejeitos?
Dívida eterna...
Minério exportado
vale a dor dos enlutados?
O rio era doce...
O vale amargo.
Sou a-pai-x-na-da por este texto de Shakespeare:
"Você diz que ama a chuva, mas você abre seu guarda-chuva quando chove.
Você diz que ama o sol, mas você procura um ponto de sombra quando o sol brilha.
Você diz que ama o vento, mas você fecha as janelas quando o vento sopra.]
É por isso que eu tenho medo. Você também diz que me ama".
Hoje pensei que ele casa muito bem com: "A palavra convence, mas o exemplo arrasta. Não se preocupe porque seus filhos não te escutam, mas te observam todo o dia” da Madre Teresa de Calcuta...
Então não venha dizer que me ama... estou de olho mesmo é nas suas atitudes
Ausência
Separada, apartada...
Cada caminho trilhado leva a nada.
Afastada, desconectada...
Cada dia vivido é sempre, pra alguém, o fim da estrada.
O cenário montado.
Quanta gente lado a lado.
(Des)conhecidos sofridos...
Cada um seu papel a sério sabe... deve ser levado.
A peça continua...
Embora muitos já tenham dela se ido.
Indiferença... não faz a menor diferença.
A minha... a sua presença.
Se você no palco está... se eu no palco estou...
Ou... se já tenhamos embora ido...
Ninguém nota a nossa ausência.
I write the songs...
Nelas o sentimento mais bonito...
Cada verso é um remédio cura(dor)...
Falam eles do mais puro amor.
Tudo brilha ao sol.
As nuvens no céu as formas mais bonitas a formar...
e cada um vê o que sua vista consegue alegrar.
No elevador ninguém finge que não há ninguém lá...
Nas ruas eles sorriem.
Nos ônibus cedem o lugar.
Todos foram libertos do silêncio e das amarras.
Não há passagens frias e obscuras...
Pra tristeza, nos meus versos, encontraram a cura.
Vestem jeans desbotados.
Sonham com tantas variáveis.
Entram no pôr do sol...
Não escondem palavras de ninguém.
Todo alguém é alguém.
Finalmente entenderam o que é amar...
Amar é um verbo.
I write the songs ✍️💗🎼
Dom Quixote, viveu e lutou pelo o que acreditou...
Foi em 29 de setembro de 1547, em Alcalá de Henares, que Cervantes nasceu...
Na cidade de Valladolid – Espanha – ele cresceu.
Em Madri e Sevilha ele estudou... em curso nenhum se formou.
Foi a vida que grande escritor o tornou.
Nômade como seu pai... um dia no Exército ingressou...Contra o Império turco ele lutou... Nesse episódio, alguns dizem que o braço esquerdo ele perdeu...
Outros, que apenas ferimentos graves foi o que sofreu...Pouco depois se restabeleceu.
Na África também combateu...
Foi capturado, levado para Argel... mas não se abateu.
Cinco anos de detenção... para Madri retornou...
Em vários locais trabalhou... e na literatura paralelamente incursionou.
Não obteve sucesso imediato o nosso Miguel...
Mas não desistiu... persistiu... e com 58 anos de idade consagração conseguiu.
Dom Quixote... Sancho Pança... um fidalgo e seu escudeiro saem para lutar contra o mundo inteiro.
Dom Quixote perdeu a razão em razão de muito ler... sem juízo, acredita que em um herói pode se converter...
Sancho Pança, bem realista, tem outro ponto de vista, acompanha seu senhor... tentando a todo custo a real realidade lhe fazer ver...
Moinhos de vento... gigantes... Exército de ovelhas...
Dom Quixote no mundo do irreal entrou e nele se aprofundou...
O cavaleiro em sua insana imaginação o próprio cenário criou... e nele lutou!
Lutou contra uma irreal realidade... na mais pura insanidade.
Viveu o que acreditou... viveu e lutou.
No fim... à real realidade retornou...
“Até a morte, tudo é vida”, disse Cervantes...
Seu Dom Quixote viveu... e viveu tudo no que acreditou.
VOLTAR ATRÁS
Sinais de que foi feliz:
no porta-retratos
a imagem dela...
No sofá da sala:
numa almofadinha...
“Fui eu que fiz.”
Os dizeres dela.
Na gaveta do criado mudo:
O livro nunca começado...
Por ela presenteado...
Na página da dedicatória...
O amor dela pra sempre marcado.
No solar da porta:
Um tapetinho surrado
Mil vezes lavado
Por ela... pra trás deixado...
Tantos sinais...
Que de desfazer o tempo é incapaz.
E o que ele mais queria?
Era poder voltar, voltar no tempo... voltar bem, bem lá pra trás.
Da ilusão
A ilusão dos costumes que perduram...
A ilusão de que a distância e o tempo todas as dores curam...
A ilusão...
A ilusão das certezas da existência...
A ilusão de que pra tudo há saída...
A ilusão de que há remédio pra toda dor...
A ilusão de que cada abraço teu era puro amor.
A ilusão...
A ilusão...
A ilusão fez de mim mais que exclusivamente sobrevivente...
A ilusão acalmou minha alma e minha mente...
A ilusão me fez acreditar que tudo seria permanente.
Iludida... sim, assim caminho pelas estradas da vida...
Pacientemente.
Do verbo amar
Uma leve nostalgia...
dos dias pretéritos,
dias passados,
dias azuis da cor do mar.
Ilhas – dias isolados,
separados pra olhar o azul da cor do mar... e tudo amar.
Num barquinho a navegar, tudo que se fazia era se deixar levar... leve.
Tudo o que se queria era olhar o azul... o azul da cor do mar... tudo amar.
Nostalgia leve...
dos dias leves
dias em que o conhecido era leve...
E o desconhecido era tão breve... logo transformado pelo nosso tanto amar... era tão fácil tudo encaixar.
Tudo esbarrava em mim de leve.
Nostalgia de dias em que eu seguia leve...
sem lembranças...
carregando apenas esperanças...
... e conjugando todo o tempo o tempo todo... todos os tempos do verbo amar.
Uma sirene soa... lá longe seu eco ecoa...
Pra que servem as sirenes?
Sim... elas fazem acelerar o coração, que bombeia mais sangue e as pernas correm...
Nada acontece...
então, cada um volta pra sua casa... sã e salvo ... aplausos.
Algo acontece...
então, aplausos para cirenes... vocês cumpriram com sua função.
Cumpriram?
Bom... O ser humano não está só no planeta... o planeta não é só o ser humano (não desmereço aqui de forma alguma o igual a mim).
Ecossistemas... inteirinhos... valem... valem o quanto vale o ser humano, nem mais, nem menos.
Há vida... vida que clama por vida... há muita vida enquanto ainda se respira...
Terremotos, furacões, tsunamis... o Brasil está bem no meio de uma placa tectônica... mas é como se não estivesse.
Já não me importo
Já não me importo...
Toda aflição suporto.
Tristeza, decepção...
Com toda dor está tão acostumado meu coração.
Já não me importo...
Passos tortos.
Jornadas, com dores, marcadas...
Não há alegrias em mais nada.
Já não me importo..
Indiferente ao que vem pela frente.
Nada me resta...
Acabou pra mim a festa...
É só deserta estrada... que em nada acaba.
Já não me importo...
Passei por todos os portos...
Como um aborto.
Navio sem porto.
Já não me importo...
suporto.
Plantou, colheu...
Mais um dia amanhecendo...
o caminho está se fazendo
cada um o que plantou segue colhendo...
Plantando, colhendo...
o tempo correndo, a vida passando
cada um a cada dia um pouco mais segue morrendo...
A maldade escondida,
disfarçada em sorrisos,
em palavras bonitas, em gestos indecisos...
de revelar se encarrega a vida.
Não se engane,
aqui se faz valer a lei maior
action... reaction...action... reaction..
plantou... colheu... plantou mal
não vai levar a melhor...
Tudo passa...
Tudo passa... que desgraça!
e o tudo passar deixa este mundo tão sem graça.
Passa o amor... passa a desgraça.
Que graça há na misteriosa estrada da vida...
amor como guarida,
e, logo à frente, dolorosa despedida?
Amor vira fumaça...
Sem amor... quanta desgraça...
Passa a desgraça – ô mundo mais sem graça!
... que graça tem já saber de antemão que a desgraça a afligir seu coração tem seu fim determinado por antecipação? Porque tudo passa!
Passa o amor.
Passa a desgraça.
Passa a vida...
Neste mundo frágil... tudo é frágil...
Tudo passa... tudo vira fumaça.
Vida e esperança
Sigo...
Em cada passo, meu próprio eu persigo...
Juntando pedaço por pedaço, meu caminho faço...
Pego carona nos meus sentimentos – não importa se alegrias ou tormentos...
Refugio-me nos cantos da vida... nos becos sem saída.
Aninho-me em meus próprios braços... me abraço.
Me amoldo a cada espaço.
Adormeço e sonho:
Abalizo um enredo.
Sigo-o sem medo...
certezas ou incertezas – não importa.
Vida leve ou de uma imensa aspereza,
brandura ou austeridade – não importa.
Sorrio...
Na vida há de ser ter eterna paciência... discernir quando parar... quando continuar.
Abro a janela... sorvo lentamente o ar que faz tão doce e leve meu levantar e respirar...
Na vida há de se ter doçura...
Na vida, como criança, um passo, outro passo... com pitadas de candura
... sigo
sigo sem nunca desesperançar.
Traição
Ela desceu as escadas bem devagar... queria correr... pra bem longe de seu triste presente... mas só conseguia descer bem devagar... queria tempo pra se arrepender e voltar?
Tinha sido tão abandonada... e nem sabia bem por quê. Enfado? Mas ela sempre dizia: "Amor, tudo pode ser renovado."
Não... claro ela sabia, não é tudo sempre perfeito, mas pra tudo há jeito... havia o afeto, havia os dias calmos, havia a cumplicidade construída nos anos que passaram juntos. Passaram juntos mesmo?
Agora ela só estava mesmo era cheia de dúvidas. Estava acompanhada e completamente abandonada desde quando?
Como não tinha visto os sinais? A troca de senha do celular... alguns contornos tão inúteis... aqueles silêncios cortantes... como era possível o amor que ela havia acreditado ser todo seu não ser todo seu...
Achou que o melhor seria compartilhar com alguém sua dor... e suas dúvidas... pensou: 'onde encontro alguém que também foi sempre abandonado?'
Mas seu mundo tinha caído... não ia conseguir no meio dos escombros encontrar nada..
E desceu devagar... bem devagar os onze andares.
Térreo. Entrou no elevador... apertou todos os andares... queria tempo pra se arrepender... não queria voltar... mas só conhecia o caminho de casa...
... Definitivamente... ia voltar... mas bem... bem devagar... talvez no caminho encontrasse forças pra se arrepender e de novo descer... e da vida dele desaparecer.
Talvez.
Sou uma fonte de esperança
Oi, outra vez...
Passei aqui ontem, lembra?
Tresantontem também...
Perguntei se estava tudo bem?
Você sorriu...
Você só sorri.
Mas eu entendi.
Não precisamos de palavras...
Nossos olhos dizem tudo.
Eles sorriem...
e... depois que me vou...
são eles que me acompanham por todo lugar a que vou.
E voltarei... voltarei a cada amanhecer...
Voltarei quando o Sol não aparecer.
Voltarei quando tudo a sua volta escurecer.
Voltarei... porque o seu sorriso não me deixam de voltar esquecer.
Porque do amor sempre há alguma coisinha a mais a ser dita
Ah! O amor...
O amor pode machucar,...
seu coração magoar,
em mil pedacinhos estilhaçar,
e toda a paz de sua alma tirar...
O amor pode machucar,
com todas as suas alegrias acabar,
sem esperança sua vida deixar...
e um caminho de espinhos pra você caminhar.
O amor pode machucar assim...
fazer você não querer mais nenhum começo só pelo medo do fim.
Ah! O amor...
Mas o que seria da vida sem o amor?
Diz pra mim!
Então, arrisque-se... comece um novo amor... talvez seja do tipo que venha sem dor
Nossas linhas
Há um pouco de ti nestas linhas?
Percebeste nestes versos?
Percebe meu amor nelas gravado?
Esta leitura te traz momentos do passado?
O tempo da nossa ternura tentei gravar aqui...
Está tudo na minha memória.
Nosso amor, nossa história.
Estes versos te abraçam?
Minhas palavras com carinho te enlaçam?
Meu amor nelas consegues ver?
O que de nós aqui lês?
O meu amor por ti nunca teve fim.
Tu sempre foste... e ainda és... tudo pra mim.
Esta voz silente grita...
Meu amor por ti é atemporal...
De infinito a infinito jamais encontrarás outro igual.
Carpe Diem!
Você tem ouvido vozes lhe dizendo: “A vida é um negócio muito sério! Muuuiiiito SÉRIO!”?
O que significa ‘sério’? “Sério”, de acordo com o dicionário, é o que é superhipermegaimportante.
Então, pode acreditar nas vozes... a vida é um negócio veramente sério...e, portanto, faz jus a toda a sua atenção, diuturnamente, sim sinhô! A vida merece que você lhe dê toda a importância que lhe é devida.
Porque vida.... você sabe, todo mundo tem uma só vida... sendo assim, a seriedade na vida jamais deve ser esquecida. Afinal, ela é uma só pra cada um de nós e, se a perdermos por aí, não há chance de replay... e de recomeçar vivendo-a bem vivida ;)
Mas, vá com calma! Não se afobe, pensando que vai perder a vez... viva bem um dia de cada vez... aproveite bem a sua vez.
Curta o que você faz... deixe pra trás o que se desfaz!
Faça faxinas! Limpe sua mente!
Pare em esquinas...
Abra cortinas! Deixe o vento levar o que está a sua vida a atravancar.
Ouça o marulho molhado do incessante vai e vem das ondas do mar...
Respire profundamente esse ar que está a lhe abraçar.
Viva, viva tudo... mas viva de...va...gar... Não viva tudo de uma vez... viva tudo no seu tempo... tudo na sua vez... viva cada momento.
Viva bem a vida que você tem! Porque “o tempo dura bastante para aqueles que sabem aproveitá-lo” (Leonardo da Vinci)... então, nada de desperdiçá-lo!
Viaja comigo?
Viajar é preciso...
Venha comigo!
Viajar, do latim, viaticum,
significa de um lugar para outro se deslocar...
Eu amo viajar...
Aqui estar... depois estar... em outro lugar.
Por um dia... por uma semana... por mais tempo...
se tempo eu tiver... mais tempo viajando quero estar.
O mundo percorrer...
Todos os lugares do mundo conhecer...
ao vivo e em cores em todos os lugares estar...
Mas se presente eu não puder estar...
Sobre lugares vou ler... sobre tudo vou aprender...
Com os cliques de quem viajou por lugares aos quais não consegui chegar...
meus olhos irão se deliciar...
Junto seja lá com quem for eu vou viajar...
De uma maneira ou de outra
Na viagem da vida... eu vou viajar... e viajar...
Vamos comigo, caro amig@?
Versos de estação em estação
Janeiro... sol e calor
Veraneou a primavera.
Sol e sal...
à beira mar...
minha tez a queimar... a salgar.
Março... são as águas fechando o verão.
Inundam o mundo de melancolia.
Do outono que a nostalgia traz...
Arrastam restos de outra estação.
Desmorenar bem devagar.
Junho... invernou...
Profunda e fria solidão.
Um violão mal tocado
no canto da sala...
meu sono embala.
Do frio que hoje meu coração sente
a cada noite mais se ressente
minh’alma carente... só ...
só... e isso me apavora...
só queria que tudo passasse brabdamente...
sem ventanias, nem tempestades...
só invernasse suavemente.
Setembro... outra estação.
Descongelar.
Perfumar.
Quase a marear...
Jogar no mar...
... deixar a onda levar.
Recomeçar?
É amor? É desejo? É paixão?
Exatamente como esse sentimento indefinível nasce em nosso coração?
É uma palavra que o causa?
E o que tem a ver esse sentir com a razão?
Que coisa de doido é essa...
Uma troca de olhar... duas ou três palavrinhas
Mais nada tivemos... fora esses parcos momentos juntos.
E agora estou eu aqui sentindo uma ausência da tua presença... que na verdade nem sei como é.
Queria segurar entre as minhas as tuas mãos.
Queria tocar de leve teu rosto.
Queria beijar tua boca.
Queria sentir bater forte o teu coração...
Ah! Que fértil imaginação.
Pensas tu em mim como penso em ti eu?
Ou o tic... tac... do relógio em teu pulso faz a parca lembrança que tens de mim ... assim como o tempo passar? E pra bem longe me levar?
Como é que a gente chama essa chama que queima dentro de mim?
Ou nem se nomeia? É só mais uma coisa doida que a vida preparou pra mais experiência me dar antes de minha vida chegar ao fim.
Dia de chuva...
Estrada molhada...
Vento frio...
Sigo as curvas do rio.
Descalço meus pés
Sigo com fé
As pedras do caminho...
Não me ferirão os espinhos.
O vento me desequilibra
Meu corpo nem liga
A chuva um açoite
Termina o dia... começa a noite.
Não há estrelas no céu
O que me cobre é só um negro véu
Não posso parar
Continuo... lágrimas pelo meu rosto a rolar.
Chuva sagrada
A lavar mais uma alma desgraçada
Tremo de medo... ou é de frio?
Não importa...
A vida é torta...
Continuo até do fim encontrar a porta.
E fim... deste frio em mim...
Ou será o começo de um frio escuro eterno que jamais terá fim?
Todo mundo precisa de alguém...
pra compartilhar alegrias e tristezas
do aperitivo à sobremesa.
Todo mundo precisa de alguém...
pra ter companhia noite e dia...
antes de todas as noites jamais verem surgir dias.
Todo mundo precisa de alguém...
pra não caminhar sozinho
e não se perder no caminho.
Todo mundo precisa de alguém...
pra não se sentir só...
antes de virar pó.