Scusami...
Sono andata via,
mas só por um dia.
Voltei, chorei, supliquei
todos os nós desmanchei...
Gritei:
tu és o melhor de todos que já amei.
Implorei...
uma luta com o mundo travei
minha vida te entreguei...
Scusami...
de todo mal minhas mãos lavo,
sem ti minha vida vale só um centavo.
Descrente,
segue no meio de tanta gente...
Na sua solidão,
sofre sozinho em seu coração.
Isolamento,
torna sua vida o maior tormento...
Ilhado,
separado,
afastado...
segue ele
com gente por todo lado.
Podemos ser julgados
por nos sentirmos velhos demais pra mudar?
Por sentirmos tanto medo de errar?
Por acreditar que com o conhecido é melhor ficar?
Por não querer nada arriscar?
Por preferir tudo como está deixar?
Por não termos nada a esperar?
Por do passado não querer nos libertar?
Por achar que no futuro tudo igual vai ficar?
É... mas dizem por aí que no fim tudo dá certo... no fim
e o nosso fim está tão perto...
Então por que o medo?
Medo é pra quem na vida ainda é cedo...
Palavras amenas,
palavras serenas.
Ou fortes como um furacão
as que destroem até o mais forte coração.
Palavras vazias... sem nenhuma serventia.
Palavras de consolo, de ajuda, repletas de emoção
transformam toda noite no mais lindo dia.
Palavras e mais palavras
o tempo todo... todo o tempo
palavras no exato momento.
Palavras... como são as suas?
Significam algo?
Trazem alegria...
ou quando ditas
apenas transmitem o mais negro tormento?
Palavras não significam nada por si...
mas quando ditas por ti...
quem diz é quem tem o poder de me fazer
feliz
ou
infeliz.
Não vê que estou chorando?
Teu perdão suplicando?
Confesso, errei...
errei feio quando te deixei.
Tu me dizias sempre:
sempre é pra sempre,
e eu na minha insanidade
não acreditava ser verdade.
Só conhecia amores passageiros,
transitórios... sempre efêmeros
duravam apenas instantes...
mas isso foi antes.
Agora não me deixe acreditar
que apenas Deus é capaz de perdoar.
O que resta agora
que você foi pra sempre embora?
Não há cor, não há calor
a vida perdeu todo o seu sabor.
O seu olhar distraído
ao me dizer adeus
deixou meu coração partido
e perdidos meus braços sem os seus.
O que resta agora?
Uma vida descolorida,
uma alma deprimida...
e um coração solitário que chora...
agora que você foi embora :(
Uma hora... um dia... um ano..
ou por toda a eternidade,
é só você quem vai me querer mal
foi só com você que errei afinal.
Um mal que só a você faz mal,
meu mal nem magoa tanto assim,
só não queria você perto de mim...
só por isso não disse sim.
Foi erro de verdade
ter agido com sinceridade?
Não queria na minha vida
tanta falsidade...
Meu mal... meu bem
fiz um bem...
e pra você também.
Quantas vezes disse não
pra não magoar meu coração...
Fechei meus olhos no escuro
com tanto medo do futuro.
A esperança que eu não tinha,
o medo que me continha,
a fé que me faltava
em setembro encontrei o que não buscava.
Do outro lado do oceano
um mundo plano
tantos planos...
e um setembro que acabou de me trazer...
a vontade de renascer
e minha vida toda de novo viver.
Enquanto o passado me chama
como encanto de sereia,
o futuro me acena sussurrando
é areia, é areia, é areia...
Em passos seguros sigo,
provando que consigo...
sigo uma certa direção
da areia movediça
arranco meu coração...
Cada passo é só um passo,
passo à frente indiferente...
Claro ou escuro
cada passo faz nascer o meu futuro.
Aparência
Investe toneladas de seu tempo,
não pensa nem por um momento
aparência é o que conta
o resto... ah! não sabe nem fazer conta.
Todo mundo erra,
mas tem gente que erra pior...
investe só na aparência,
esquece que a vida quer coisa melhor.
No fim...
sim, porque tudo tem fim,
vai ser um cadáver bonito
sem jamais algo ter dito.
Quero a clareza do pensamento
não apenas por um momento
chega de acordar num eterno tormento...
Vento.... leve as nuvens que me confundem
quero desanuviar minha mente,
quero andar livremente...
só quero o que é certo
só o certo por perto.
Vento... leve a confusão
cansei de ser confundida,
de não ser entendida,
do implícito... do não dito...
do mau dito.
Vento... carregue a cerração
que cerra os olhos e o coração.
E você:
entenda os sinais,
leia os escritos,
ouça os ditos.
Veja bem, amore...
a morte é o maior dolore.
Vencido
Também falhei em tudo
quando tinha de falar, meu olhar ficou mudo...
quando tinha de fingir,
meu corpo foi incapaz de sorrir.
Quando o amor encontrei
fiz de conta que nem notei...
quando ele partiu,
só por dentro chorei.
Falhei,
hoje estou vencido,
não sou nada,
nunca fui nada...
estou mais do que convencido
de que Deus me criou pra nada.
Há dias que é noite toda
Há dias em que
o sol teima em não aparecer
as lágrimas, a escorrer....
A dor... está lá só pra lembrar
que a felicidade brinca de se esconder.
Mas... sua vida tem de continuar...
E você, magoado, enganado, desesperançado,
sabe que não há saída
àquele dia que teima em ser noite tem de se acostumar... simplesmente aceitar,
nem adianta não querer acordar.
Sua vida não pode parar!
Um quebra-cabeças perfeito
assim é que seu tempo por aqui é feito...
cada dia uma peça encaixada...
acertada
ou
errada.
A quantidade já está determinada
nem uma a mais, nem uma a menos,
nem uma mais importante,
nenhuma vale menos.
Nas curvas da vida,
em dias e noites dividida,
a última peça vai (des)aparecer
na hora em que você colocar o pé na saída...
Se o desepero é uma doença
estou tramendamente doente,
desde que me conheço por gente.
Caminho por caminhos íngremes,
todo dia é um grande esforço,
manhãs árduas, tardes sofridas
noites não dormidas...
Enlouqueço devagar..
ando por aí...
continuo a vagar...
E a vida
dia após dia
a me matar.
Entre seus olhos e os meus
Seus olhos os meus evitam,
os meus, os seus.
Meus olhos os seus procuram,
os seus... os meus.
Dos olhos meus
a palavra não dita grita,
insiste em aparecer,
e entre nós fica.
Nos olhos seus
o não dito está escrito...
meus olhos os seus olham
e fingem não saber ler.
O quanto amei...
Acordei,
a cortina de frente dos meus olhos afastei,
pra minha vida olhei.
Parei..
estou indo, estou partindo...
deixando tudo pra trás...
o bem que você me fez,
o mal que você me faz.
Parei
cansei,
pro outro lado olhei,
todo o oceano cruzei...
e olha que tentei...
"Say something I'm giving up on you." (Chistina Aguilera)
Retrato de uma guerra...
Uma cidade sem ruas,
uma rua sem casas,
uma casa sem família,
uma família sem mãe,
uma mãe sem filhos,
sem filhos e sem mãe.
Um corpo caído,
moído... sofrido.
Um corpo sem braço,
um braço sem mão.
Falta de espaço,
falta de ar,
um tiro no coração.
Uma cidade,
uma rua,
um homem,
sem sol, sem lua...
apático...
sobreviveu porque foi prático.
Do que sinto falta?
Sinto falta de paz,
do calor que o Sol traz.
Sinto falta dos dias
em que qualquer bobagem fazia minha alegria.
Sinto falta de acordar
e não ter problemas pra enfrentar,
lutas pra travar,
obstáculos pra superar.
Sinto falta
de nada me fazer falta,
de um dia leve passar,
de nada em meu coração pesar.
Sinto falta
do dia passar sem sentir falta.
Ah! que falta que você me faz.
E a vida vai seguindo seu rumo
e você procurando manter o prumo.
E a vida vai ensinando
que se aprende acertando,
que se aprende errando.
São linhas quase retas incertas
e linhas curvas em curvas...
surpresas depois de cada curva.
Por linhas coloridas vai seguindo a vida
matizes as mais divertidas.
Não é só preto no branco,
nem só branco no preto.
Uma aquarela pra deixar mais bela
um risco preto,
um erro, um acerto,
um risco branco...
nenhuma vida é uma folha em branco...
nem uma reta...
nenhuma seta.
Todo o mundo perdido,
mundo sofrido
na dor caído.
Todo mundo privado de paz
tem de fazer o que é incapaz.
Todo mundo vencido,
na dor caído...
caminhando na escuridão,
seguindo as batidas do coração.
Agora meus olhos cansados vou fechar
vou dormir, dormir e dormir.
Por favor, só me acorde quando tudo acabar.
Vivendo... ainda estou aprendendo.
A vida ensina
ser paciente,
estar contente,
ser independente...
independentemente
da vida,
das pedras no caminho,
das rasteiras,
de se estar completamente sozinho.
Vivendo... a vida inteira...
respira,
você tem uma vida inteira
A vida continua...
no alto da mais alta montanha,
no mais profundo vale,
no meio de cada rua.
E a vida continua
no silêncio da dor,
no calor do verão,
num grito de amor.
E a vida continua
segue sua lida,
seu seus planos,
segue por toda a vida.