Roleta Russa Gira, gira e atira, aqui jaz mais uma vida,
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Roleta Russa Gira, gira e atira, aqui jaz mais uma vida, mais um amor, mais uma canção. Que seja feliz por onde estiver, com tudo que fez e com todos que cuidou. Gira, gira e atira, mais uma alma perdida, mais uma vez concedida, A morte. A morte que nos faz nascer e viver em função dela, dona do começo e do fim. Gira, gira e atira, ela não deixa adeus. Um tiro pro alto, ninguém sabe quem deu e nem quem morreu. Fui eu! Eu que nasci, eu que morri, eu que estou presente dizendo o que senti, presente em cada palavra, em cada poema, em cada sentido, em cada fumaça, em cada sorriso, em cada cântico, e sobre tudo, em cada dor. Eu que morri por falta de amor. Gira, gira e atira, eu que vivi, cresci e amei, poucos entendem o que eu ensinei, pro mundo, que esse humilde texto sou eu, essa é a melhor forma de dizer adeus. Com palavras bonitas, as vezes temidas, mas sempre ouvidas e ditas pelo ar. Gira, gira e atira, pela última vez minha canção será ouvida, minha canção pra matar de amor a cada um que me fez estar aqui.