Em algum momento um médico determina que meu coração há deixa-lo de funcionar, e que minha vida há terminado. Quando isto suceder, não trate de reviver-me artificialmente e onde quer me encontre, não chamem “meu leito de
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Em algum momento um médico determina que meu coração há deixa-lo de funcionar, e que minha vida há terminado. Quando isto suceder, não trate de reviver-me artificialmente e onde quer me encontre, não chamem “meu leito de morte” chamem de “meu leito de vida” e deixem que meu corpo ajude a que outros gozem de uma vida plena. Doem meu coração a quem o seu não haja causando mais que intermináveis dias de dor. Doem meu sangue à alguém ou a um adolescente resgatado das ruínas de um automóvel, para que algum dia ele possa a chegar a goza das brincadeiras de seus netos. Doem meus rins para quem depende de uma máquina para seguir existindo. Também meus ossos, músculos, fibras e nervos, e façam caminhar a um jovem paralítico. Explorem cada canto de meu cérebro e tomem minhas células para que uma criança muda possa gritar um “gol” e uma criança surda possa ouvir a chuva contra os vidros da janela e se tiver necessidade de enterrar alguma parte de mim, deixe meus defeitos e todas as magoas que causei aos meus semelhantes. E se por casualidade querem recorda de mim, façam com uma palavra amiga ou com uma boa ação para quem necessita.