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Frases de Rômulo Romanha

16 frases

Semáforo No espaço que desvia a presença e, faz presente a ausência
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Semáforo No espaço que desvia a presença e, faz presente a ausência viajando... sigo a caminhar... saltando sobre as estrelas do universo e nessa amarelinha metafísica encontro um pouco disso ...que já nem sei o nome.

Num barraco de madeira sentem a dor do abandono. A dor da surra. A dor do álcool, que transforma em monstro seu progenitor.
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Num barraco de madeira sentem a dor do abandono. A dor da surra. A dor do álcool, que transforma em monstro seu progenitor. Carregam em suas cicatrizes as ofensas e furto de sua dignidade, o medo. As lágrimas escorrem sem testemunhas, almas inocente se perdem diante do mal. Todas as ilusões e os pesadelos são reais. Uma angustia, a dor da fome alimenta sua queda. Tendo certeza da desgraça caminham com mais firmeza em direção a morte. Caídos nas ruas os anjos se calam. Seu choro não é escutado pelos ouvidos omissos. Essas vítimas do capital sofrem sem poder de luta. Sem força para uma resistência. Calados tentam alimentar seus vícios gentilmente incentivados pelos adultos. Buscam alimentar suas ilusões, perseguem o sorriso num saco com cola. Buscam diminuir ali o frio das ruas, do vento que corta seus rostos pequenos nas madrugadas, da fome que os devora. Tentam fugir do medo, medo do mundo que eles não pediram pra vir, e do qual sempre tentam deixar. No momento em que os anjos caem, lagrimas escorrem dos céus. O opressor se alimenta, das suas dores, de seus sonhos perdidos, de suas cicatrizes. No momento em que os anjos caem, eles nos mostram o quanto ainda somos perversos. Pois carregam em seu corpo as marcas da vingança, pois muitas vezes são oprimidos pelos oprimidos, como seus progenitores e, nas ruas o opressor mostra sua verdadeira face. São inocentes, sem consciência de bem ou mal, mas já sabem que a face do bem nunca se mostrará a eles. Somente a feição perversa e maligna do mundo seus olhinhos pequenos conseguem enxergar. E assustados, apavorados diante do poderoso inimigo, diante de grandioso sofrimento, eles agem como anjos caídos, devolvem de forma muito fraca, uma resposta a tudo isso. No momento em que os anjos caem, toda a humanidade desce com eles.

No verso no verbo o pensamento é terno.
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No verso no verbo o pensamento é terno. A cidade se consome o que era longe fica perto Trajetória História Vem na memória Tempos de tristezas mas também tempos de glórias E o sorriso brota fácil A luz revela a face A sutileza nasce, no detalhe que falasse. Oscilando o tempo no espaço causando rupturas no compasso Alí, entre o que penso e faço, mas o lápis eu carrego e o meu eu traço. Por isso, trazer o olhar ou pra frente enxergar. Traz aquele cheiro fresco do que vem a conquistar Na amizade que invade se faz felicidade Idade, a tirania se rende a liberdade E o sonho ao se olhar vê-se realidade Quem diria, isso deixaria de ser só vontade.

Enchendo os olhos com as imagens encontradas A cada movimento a visão é transformada A sombra de suas bailarinas com adornos prateados
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Enchendo os olhos com as imagens encontradas A cada movimento a visão é transformada A sombra de suas bailarinas com adornos prateados Em forma de uma medusa sob os lampadários. A arquitetura que vem p'ra roubar nossa visão Os signos em eterno estado de transformação. A cidade se consome em sua própria construção Só podemos transitar em estado de contemplação Sua arquitetura desmonta a linearidade A exuberância reconstrói a sua simplicidade As miragens nos enganam enquanto andamos no deserto Os imensos edifícios que nos afastam do que é perto Ela está parada mas em eterno estado de mutação Os transeuntes que figuram essa procissão Explorando suas carnes em busca do pão Sofreando seus desejos por medo da punição Somente olhando para cima observamos o sol Só olhando para a luta que encontramos um farol A morte das suas casas já anunciam um final Tudo observado por uma visão multilateral Tentando compreende-la não me compreendo Tentando controla-la não me contenho Sua existência continua em suas particularidades E os olhos sempre seguirão em busca dos olhares... As cidades brincando com os olhos... Os olhos brincando com as cidades... O olhar transformando o cotidiano... E a visão transformando a realidade...

Às vezes meus olhos sangram em busca de sua imagem, quando as pupilas não recebem
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Às vezes meus olhos sangram em busca de sua imagem, quando as pupilas não recebem os raios de sua luz. Que caminham por dimensões multiplicadas em milhões por planetas e constelações ampliando as PULSAÇÕES... no espaço... Onde viajam seus sonhos e as águas do tempo consomem seus limites no mundo, acima das lentes da face no octógono azul. Em direção dele me lanço, me jogo buscando o nada mas que nada busca se encher de mim. afinal, Contigo estou cheio de tudo.

O espaço como labirinto de si mesmo Numa "urbanofagia" que constrói conceitos A expansão da retração também é movimento
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O espaço como labirinto de si mesmo Numa "urbanofagia" que constrói conceitos A expansão da retração também é movimento Fecho a gaveta após ter aberto o meu pensamento Na dimensão exata deste mesmo espaço Segue a cidade habitada por seres alados Abrindo as portas dos sentidos que eram guardados No cromatismo do baú que é iluminado O cheiro envolvente e também incandescente Se faz indecente o que é inocente Do verde que cria o amarelo e o vermelho Até a dimensão que existe além do espelho Ocultismo pichado na parede do vento No tempo do espaço ou no espaço do tempo Desarranjando as horas espaciais do corriqueiro O deus que cria o dia acendendo o isqueiro De lugar nenhum em lugar algum Observando o que não vejo

Todos os dias ao te olhar... um novo Sol nasce em mim... um Solzinho pequenino...
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Todos os dias ao te olhar... um novo Sol nasce em mim... um Solzinho pequenino... mas caminhando leve meio que rasteiro consegue desequilibrar o que sou. Penso... não falo. não quero interferir naquilo que se faz belo Ao voltar... pergunto sobre seu dia e suas diversões rotineiras criam minhas fábulas seu olhos diante dos fatos trazem os devaneios Os sonhos... viajam no espaço que se cria entre o céu e seus olhares soltos

Vamos passear comigo? Prometo te levar ao mais alto lugar, onde os sonhos passeiam pelo céu
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Vamos passear comigo? Prometo te levar ao mais alto lugar, onde os sonhos passeiam pelo céu e os pensamentos se desmancham no ar. Olharemos a vida... que se manifesta no sutil movimento dos átomos. depois, podemos ainda olhando... lá de cima entender o que se passa entre os sonhos que caminham pelo vento e as vontades que se fazem nossa casa. Verás os sonhos das crianças brincando inocentes na imensidão do céu Terá as marcas da lembrança que jamais serão apagadas do seu papel. Então quando voltarmos... quando não formos mais os mesmos deixe-me observar em ti no que se tornaram os meus velhos sonhos e meus, sempre novos, desejos.

As rugas congeladas nas ruas das cidades Nas filas esperando por um pouco de esperança Seus ossos corroídos por anos de servidão
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As rugas congeladas nas ruas das cidades Nas filas esperando por um pouco de esperança Seus ossos corroídos por anos de servidão Agora se tornam lixos e um peso social Suas súplicas por justiça são ignoradas Perversidade faz parte do jogo do poder Lágrimas enfeitam as prateleiras dos senhores Que sentem prazer em destruir seus sonhos O cheiro putrefato do abandono é um perfume nas narinas dos detentores de capital. A solidão e o desespero que essas pessoas se encontram animam olhos vorazes por dor. A crença espalhada de que eles não mais servirão, faz com que até os mesmo se sintam inúteis. Pessoas sofrem diante de uma nação silenciosa Controlados pelo sistema não reclamam Consideram essa fase como parte do processo E se preparam pra sofrer calado quando chegar sua vez De cabeça baixa seguem diante do opressor Que coordena suas vidas medíocres até o fim. Quando não será mais necessária Aí seremos todos largados Sem capacidade viver muito tempo Além do que planejaram Pois os recursos dados, não são uma ajuda Mas sim uma forma de manter-nos fracos sem forças para lutar E garantir que a nossa morte ainda esteja próxima!!